sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

A CIÊNCIA DO ESPÍRITO/DE SUAS FALTAS E FALHAS




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 DAS FALTAS  E FALHAS

Vibrações

Existe em nosso meio uma grande preocupação em relação às vibrações que recebemos, principalmente as negativas e, infelizmente, nem sempre em relação às vibrações que emitimos.
Mesmo sendo Jaguares, Mestres e Ninfas que dispõem de um plexo iniciático, nos preocupamos pelo que podemos estar recebendo... Ficamos pensando se o “outro” está nos vibrando, inveja, ciúme, maldade, incompreensão e mesmo se não tem uma “macumba” em nossa direção.

Sim, as vibrações existem e nos afetam, porém existem formas de anular por completo qualquer vibração negativa, que possa tentar nos atingir, e como médiuns preparados, temos a obrigação de saber como agir, e principalmente não se preocupar, o quê geraria uma “retribuição” injusta da carga que poderíamos receber.
Vamos analisar um pouco sobre nosso dia a dia... Estamos sujeitos a toda sorte de incompreensões, por parte daqueles que não podem perscrutar nossos sentimentos e conhecer nossas reais intenções. A inveja pelos nossos sucessos, ou o julgamento pelos nossos fracassos, geram uma vibração negativa a nós direcionada. Porém, nada, absolutamente NADA, pode nos atingir se nosso padrão vibratório se mantém em um nível superior à vibração emitida. Por isso, a grande preocupação não deve residir em saber se “está sendo vibrado” e sim, em manter-se bem! Em como está vibrando.
Ao preocupar-se ou considerar que possa estar sendo vibrada, imediatamente seu padrão entra em baixa, permitindo que se houver alguma energia negativa próxima, ela possa penetrar em seu plexo.

Pensar que alguém lhe vibra, faz com que, mesmo inconscientemente você também acabe por vibrar na pessoa. Baixando seu padrão e gerando um ciclo vicioso que só poderá ser rompido pelo reajuste.
E pode ainda acontecer pior, pois se a pessoa a quem pensamos estar vibrando em nós, não fez, ou fez inconscientemente, você emitirá uma energia que pode prejudicá-la gerando uma necessidade de reajuste! Mais importante ainda é considerar o poder que temos em nosso plexo, podemos causar um grande mal, pois nossa resposta, pelas forças que constantemente manipulamos, será sempre desproporcional, desmedidamente superior.

Dias atrás escrevi sobre o Interoceptível e também uma mensagem de Pai João, nestes textos podemos encontrar um pouco da grande responsabilidade que temos em manter nosso padrão elevado, para nossa própria proteção e para a proteção dos outros.
Obviamente somos bombardeados todos os dias por situações vibracionais instáveis e desestabilizadoras. Olhamos e TV e assistimos notícias de catástrofes, desgraças, corrupção... Ficamos com raiva no trânsito; iramo-nos com vizinhos que nos incomodam ou são incompreensivos; nos estressamos com companheiros de trabalho; até mesmo no lar experimentamos a prova da intolerância.
Todas estas situações possuem fatores energéticos que nos derrubam, que derrubam nosso padrão vibratório.

Porém, há uma forma de transformar todas estas energias. De anular o negativo e emitir o positivo: Amor!!!
Sim, o Amor pode mudar a tudo e a todos! Não precisamos imaginar situações cinematográficas de grandes personalidades da história que mudaram o mundo com o Amor. Podemos em nosso dia a dia, mudar toda a nossa história com a sua aplicação.
Abrace as pessoas! Passe a elas um pouco do muito que já recebeu nesta Doutrina. Não abrace como quem vai embora, mas como quem chega a sua vida com uma boa notícia.
Sorria! Sorria ao receber as pessoas, ao cruzar os olhares pelas ruas... Sem maldade, sem malícia. Sorria um sorriso fraterno, acolhedor, que fará a pessoa sorrir também para o próximo que encontrar.
Expresse seu Amor na família! Quantas vezes é difícil dizer “eu te amo” aos pais, aos filhos, a sua companheira(o), mas encontramos facilidade de xingar quem nos dá uma fechada no trânsito, ou que nos empurra no ônibus lotado.

Praticar o Amor assim, sem a absurda vergonha de demonstrar o que sente em função de todo Amor já recebido de nossos Mentores. Revestiremos assim nosso plexo com toda a proteção que precisamos. Semearemos mais boas vibrações do que qualquer quantidade negativa que possa tentar nos atingir.
Amor traz naturalmente a Humildade, a Tolerância, as máximas do Evangelho de Nosso Senhor Jesus que tanto pregamos em nossa missão.
Amor nos faz invulneráveis! Até mesmo nosso karma pode ser aliviado pela nossa conduta semeando o Amor.
Semeando o Amor, modificaremos toda a vibração ao nosso redor, começaremos a auxiliar verdadeiramente a mudar o mundo, a prepará-lo para a tão propalada Nova Era. Melhoramos nossa vida!
Salve Deus!
Já passamos do tempo de brincar!
Kazagrande
Correntes Negativas

Salve Deus!
Agora que falamos de "Vibrações" torna-se necessário esclarecer sobre “Correntes Vibratórias”. Não falo das Correntes Mediúnicas (canais de transmissão) e os Cruzamentos de Correntes, isso já foi abordado anteriormente.
Vamos esclarecer sobre aquelas correntes que são especificamente rompidas pelo trabalho de Indução.

Mas o quê é uma Corrente Vibratória?
É a ligação entre dois ou mais seres (encarnados e/ou desencarnados) vibrando em um mesmo padrão.

Exemplos:
Positivamente: ao nos unirmos em oração em favor de uma pessoa, buscamos elevar nossos pensamentos e transmitir nossa energia em benefício de alguém. Esta pessoa, estando em condições vibratórias de receber esta energia, torna-se o receptor do que emitimos, formando uma corrente positiva, que irá beneficiar a sua vida, melhorar sua saúde física, mental e espiritual. Podendo inclusive auxiliá-la em toda a sua vida material.
Negativamente: somos agredidos verbalmente por alguém, que nos humilhou ou nos faz passar por uma situação constrangedora. Naturalmente passamos a vibrar negativamente naquela pessoa. Muitas vezes a mágoa é tão forte que persiste por horas, dias e cada vez que lembramos daquela situação emitimos uma energia negativa contra o agressor. Este, estando com seu padrão baixo, continuando em seus desatinos, torna-se um receptor destas energias, formando uma corrente que alimenta este círculo vicioso e o faz continuar provocando situações desagradáveis para outras pessoas. Prejudicando além dele próprio, outros com quem tem relacionamento.

Como se forma uma Corrente Negativa?
O mecanismo de formação de uma corrente é como descrito acima: Precisa de um receptor e de um emissor (ou mais). De modo que todos os sentimentos negativos, se emitidos de forma constante, direcionados a uma pessoa cujo padrão vibratório permita ser atingida, irá formar uma corrente negativa.
A inveja, o ciúme, a maldade, o egoísmo, a agressão, a fofoca, a mágoa e até mesmo uma paixão obsessiva, podem formar, com relativa facilidade, uma corrente negativa.
É muito difícil manter o padrão vibratório elevado nas 24 horas do dia, por isso sempre em algum momento em que nos irritamos, que saímos do equilíbrio, temos que tomar cuidado para ter a consciência da necessidade de retornar ao nosso padrão normal o mais rapidamente possível, evitando a formação de um círculo vicioso.
Quando nos desequilibramos, por uma situação qualquer, não podemos nos manter naquele estágio inicial de revolta. Temos a obrigação de buscar imediatamente nosso reequilíbrio, para evitar que se forme uma corrente que nos envolve e nos derruba cada vez mais.

Alguns Exemplos:
A Fofoca: é um dos piores formadores de Correntes Negativas! Se propaga rapidamente, levando diversas pessoas a vibrar negativamente contra um receptor, formado vários cabos de energia, verdadeiras correntes que envolvem a pessoa, dificultando toda a sua vida.
O Ciúme: é um sentimento que facilmente pode formar uma corrente negativa. vibração constante de dúvidas, insegurança e medo, mantendo os pensamentos em baixo padrão direcionados a uma pessoa, forma como um “fio energético”, um verdadeiro canal de transmissão direta que chega ao receptor, atingindo-o em todos os instantes de oscilação de seu padrão vibratório. Fazendo com que cada situação negativa que a pessoa passar, acabe lembrando instantaneamente do seu emissor, mesmo que ele nada tenha haver com a situação vivida.
Não quero ficar falando de outros sentimentos negativos, mas todos atuam da mesma forma, em maior ou menor intensidade.

Quais as conseqüências de estar envolto por uma Corrente?
Estando envolto por uma corrente negativa, a pessoa naturalmente ingressa em um circulo vicioso, pois seu padrão fica mais facilmente sujeito às vibrações daquela natureza. Não tem facilidade, ou simplesmente não consegue atrair coisas boas para si. Os negócios não dão certo, as pessoas se afastam, fica irritadiço ou depressivo com igual facilidade e acaba sendo clinicamente taxado de “bi-polar”.
A pessoa sente-se literalmente “amarrada” em tudo que vai fazer, e por mais que se esforce para manter seu padrão em coisas boas, pensando que tudo vai dar certo, logo chegam os pensamentos negativos a insuflando pensar que “pode dar tudo errado”.
As conseqüências para os emissores da corrente não mais amenas... Afinal está gerando um desequilíbrio e a Lei Universal nos ensina que aquele que desequilibra terá que pagar. Tudo o que emitimos tem um valor. Se for para o bem, é contabilizado em nosso favor, se for para o mal... Salve Deus!

Como opera a Indução?
A Indução é um maravilhoso trabalho de grandiosa precisão e poder. Dispõe de uma nave exclusivamente para sua realização. Ao passar pela Indução, as correntes negativas são absorvidas e rompidas pelo poder do trabalho. Creio que a explicação completa deste trabalho ainda será objeto de um outro texto, para não nos alongarmos demais hoje.
Rompendo as correntes, a pessoa sai de lá pronta para um novo começo, e vigiando seu padrão vibratório, poderá evitar novas formações e seguir sua vida sem as “amarras” que antes atravancavam sua jornada. De modo que naturalmente os negócios parados começam a se mover, as pessoas voltam a se aproximar, e os problemas de irritabilidade e depressão desaparecem sem medicamentos fortes. A vida material caminha livre para seguir seus destinos cármicos.
Porém cabe ressaltar que: A Indução não é um trabalho mágico para sua “vida material”! É muito triste verificar que muitos médiuns chegam no Templo pensando em fazer uma Indução em benefício próprio, afinal este trabalho rompe as correntes tanto dos pacientes, quando dos médiuns que dele participam na formação.
Ao entrar no Templo nossa preocupação deverá ser somente servir! Havendo a necessidade de passarmos por uma Indução, com certeza nossos Mentores nos proporcionarão a oportunidade.

Como evitar a formação de novas Correntes?
Meu filho, o teu padrão vibratório é a tua sentença” - Tia Neiva
Temos a obrigação de, aos nos depararmos com situações que “nos tiram do sério”, buscar imediatamente o reequilíbrio. Ter a consciência neste momento do quanto de mal que podemos receber, e mais do que isso ainda... Do quanto de mal podemos causar! Afinal, sabemos que temos um plexo iniciático, e nossa revolta, nossa vibração em desfavor de alguém, tem um peso desproporcional em qualquer situação. Nossa resposta vibratória será sempre maior que a do agressor. Por isso, mesmo “tendo razão”, temos que saber que não podemos revidar, não seria justo!
Em outro texto ainda chegaremos a “Quando uma corrente negativa é formada entre Jaguares... Um contra o outro...” Salve Deus!
Kazagrande
MACUMBA


“Não creio nas bruxas... Mas que elas existem, existem!” (dito popular)
Pode parecer um pouco surreal, mas existe uma boa quantidade de médiuns de nossa Doutrina que recorrem às praticas errôneas e incomodamente denominadas “macumba”.
O preconceito popular passou a denominar de “macumba” qualquer culto de origem africana. Mesmo a nossa Doutrina, muitas vezes é chamada de “macumba” pelos que desconhecem seus princípios, e nós, de “macumbeiros”. Lembro que certa vez, quando trabalhava de garçom em Sobradinho-DF, pouco tempo depois de deixar o Orfanato (quando foi fechado), ao contar que morava no Vale do Amanhecer, um colega explicou para os outros, que o Vale era um “terreiro de macumba do tamanho de uma cidade”.
Mas vamos ao que interessa! No lado físico das coisas, a macumba (repito, erroneamente denominada) é quando uma pessoa procura Médiuns, ou charlatães para realizar um “trabalho espiritual” que envolva pagamento, para obter benefícios pessoais. Faz um verdadeiro pacto com espíritos que contrata para a realização de terminada tarefa.
Este envolvimento, quando não processado através de um falso médium, envolve uma consequência kármica e um preço a ser pago, que vai muito além dos despachos e da remuneração do Médium.
Os espíritos que habitam nosso etérico, ainda sem esclarecimento, repletos de mágoas, desequilíbrios, atuando totalmente na horizontal, sustentam-se exclusivamente pelo magnético animal. No etérico não se produz energia e, por tanto, seguem atrelados aos destinos da humanidade encarnada.
Ao “contratar um trabalho”, o ser encarnado ignorante, se propõe a interferir no destino kármico de outra pessoa, envolvendo em um desajuste, espíritos que normalmente não pertenceriam a aquela história. Gerando assim um novo ciclo kármico. Envolvendo-se em novas dívidas e postergando a própria evolução.
Quando o encarnado não é ignorante e tem consciência do que está fazendo... Salve Deus! O custo é ainda muito mais alto.
Quando o trabalho é encomendado a um charlatão, que não tem mediunidade desenvolvida e que apenas procura aproveitar-se dos incautos, as conseqüências espirituais são menores, mas mesmo assim existem. Pois embora não passe de ilusão, a própria pessoa que procura o trabalho, se enreda em uma corrente negativa formada pelos seus pensamentos e desejos.
Perguntaram-me quais e por que determinados espíritos se envolveriam nestas situações. Creio que a “História de Manoel Truncado”, redigida por Tia Neiva, explica com total clareza e propriedade esta pergunta .
Tem “macumba” para tudo! E cada uma sua consequência, maior ou menor, de acordo com o envolvimento de espíritos.
Fizeram uma macumba para mim... Macumba pega?
Depende... Depende de você! Não importa o “tamanho” da macumba, ela só vai lhe atingir se você permitir. Nenhum espírito pode penetrar em sua aura energeticamente ou mesmo através de sugestões e insinuações, se o seu padrão vibratório não permitir. Um espírito só se liga ao outro se estiver na mesma sintonia ou faixa vibracional. Assim, quando um espírito é contratado para lhe atingir, ele fica a sua espreita esperando que você baixe seu padrão para que ele possa atuar. Não encontrando oportunidade, ele voltar para assediar o “macumbeiro”... Por isso dizem que macumba volta.
Nós Doutrinadores temos uma intuição aguçadíssima e podemos pressentir “quando algo está errado”. Os Aparás já contam naturalmente com a “Voz Direta em seus ouvidos”. Assim, ao nos darmos conta de que tem alguma energia que tenta nos derrubar (aquela sensação de plexo revirado), não precisamos fazer nada além de vigiar nosso padrão vibratório e nos dedicarmos um pouco mais ao trabalho espiritual, assim, por vezes mereceremos a oportunidade de encaminhar um espírito que tentava nos abalar. Isso vale não apenas para as “macumbas”, mas para todo tipo de correntes e vibrações.
Nada de medo ou proteções mirabolantes! Apenas seguir a máxima, tantas vezes repetida, sobre nosso padrão vibratório.
Aos médiuns de nossa Doutrina, que procuram trabalhos de outras linhas:Não são dignos das armas que envergam! Nossa Doutrina não é uma mera formalidade, se ela não atende suas expectativas, você deve estar no lugar errado!
Mestre, mas vou só fazer uma visita... Respondo com uma simples pergunta:Precisa mesmo?
Kazagrande

O ABORTO 

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Aborto é a interrupção proposital ou natural de uma gestação, e visa determinar a morte do feto.
Toda reencarnação obedece a um plano, sendo uma das principais metas o reajuste daquele espírito que renasce na Terra com seus pais, seu grupo familiar, proporcionando-lhe várias oportunidades de redenção e progresso espiritual. Pela Misericórdia de Deus, aquele espírito retorna para conviver com antigos inimigos e litigantes de outras encarnações, buscando aliviar os rancores, os ódios, aliviando seu carma.
espírito aguarda ansiosamente o momento de renascer, confiante no compromisso que assumiu, no Plano Espiritual, em conjunto com seus futuros pais.
Pela covardia, pela violência, o aborto é um crime terrível. Por mais dramática ou trágica a situação em que a mulher fique grávida, não há como, sob o ponto de vista espiritual, defender o aborto.

Quando Jesus disse: NÃO MATARÁS - incluiu nesta sentença a totalidade das decisões da Justiça dos Homens, tais como pena de morte e aborto.
Foi feito um filme que apresenta cenas de um feto de três meses destruído pelo sistema de aspiração. Com o nome de “The Silent Scream” (traduzido para Grito Silencioso), este filme mudou muitas cabeças dos que defendiam o aborto, pois mostrava o terror que o feto traduzia em movimentos de fuga do instrumento que o procurava no interior do útero, inclusive abrindo sua boca como que em grito desesperado, acabando por ser sugado e destruído.
Esse era um drama do qual a câmera só podia mostrar o que estava ocorrendo no plano físico. No plano espiritual, como nos instruiu Koatay 108, existe todo um planejamento para o nascimento de mais uma criança. A concentração do fluido cósmico em várias camadas vibratórias, a escolha de seus pais - e a consequente aceitação destes-, enfim, todo um complexo programa envolve um nascimento no plano físico.
Ora, se a gestação for fruto de ato criminoso, irresponsável ou leviano no plano físico, quem poderá esclarecer tal envolvimento no plano espiritual ? Aquele malfeitor, estuprador, que gerou com ódio uma criança em sua vítima, certamente tem envolvimento 

transcendental com aqueles espíritos – o da mulher que engravidou e o do filho que gerou.
Os defensores da legalização do aborto alegam que a mulher agredida deve decidir pela interrupção ou não da gravidez. E igualmente nos casos em que surge uma gravidez inesperada e não programada, fruto de um imprevisto, numa ligação legal, querem dar à mulher o poder de decisão sobre a realização do aborto em um hospital, com toda a segurança. Até aí, sob o ponto de vista social, está correto esse cuidado, uma vez que a quase totalidade dos abortos se faz de maneira rudimentar e sem higiene, em locais sem qualquer segurança para a mulher. Ora, se por seu livre arbítrio, ela quer provocar o aborto, cabe à sociedade lhe assegurar adequadas condições para o fato.

Todavia, são acontecimentos que não podem ser julgados somente no plano físico, pois compreendem muitos aspectos diversos no plano espiritual. Se no momento da concepção já são colocados na aura daquele ser em formação,  os elítrios que tiveram sua oportunidade de reajuste;  com o aborto, aquele espírito deixa de ter sua vida, de seguir sua jornada, acertando reajustes e dívidas do passado, liquidando toda a programação espiritual. Isso faz com que os elítrios, frustrados pela perda do objetivo, que iriam atuar no espírito da criança, passem a atuar na mãe que fez o aborto, causando sérios problemas emocionais e físicos, que, na maior parte, se refletem na família. A maioria dos casos de câncer uterino é produzida por elítrios residuais de abortos. E é importante ressaltar o aspecto de revolta daquele espírito que ia reencarnar, que pode se tornar um obsessor da mãe - ou do pai - causando sérias perturbações na vida familiar e no lar.
aborto determina, sempre, uma condição negativa para a mulher que o pratica, não só no campo ginecológico, mas, principalmente, no campo psicológico, pois afeta sua mente e gera estados depressivos, resultantes da sensação de vazio interior e do sentimento de culpa, além das vibrações magnéticas do espírito que foi impedido de nascer.
Vale a pena, também, observar as conseqüências nocivas do aborto; não apenas nas mulheres, mas também em seus companheiros, que em grande maioria são indutores desse crime, por comodidade e por aspectos financeiros. Para o correto planejamento familiar existem diversos e seguros procedimentos para evitar a gravidez. Jamais deveria ser utilizado o aborto.
No triste quadro do comprometimento espiritual se incluem médicos, parteiras e outros elementos que se valem do desespero de muitas mulheres, e se aproveitam da situação para ganhar dinheiro realizando o aborto, nem sempre com mínimas condições de segurança e higiene, o que causa a invalidez e morte de milhares de mulheres anualmente.

Por isso, pais que recebem a gravidez prematura de uma filha como uma tragédia que deve ter o desfecho criminoso de um aborto; maridos ou companheiros que forçam suas mulheres a abortar, pelo ponto de vista econômico ou social; os responsáveis pelas “fábricas de anjinhos”, locais que se transformam em terríveis cavernas, com espíritos do submundo atuando em todos aqueles seres encarnados; enfim, todos os que se envolvem, de uma forma ou de outra, num processo físico de aborto, estão irremediavelmente unidos em grave crime espiritual, cuja cobrança será feita, cedo ou tarde, padecendo sofrimentos imprevisíveis, tanto nesta quanto em outras vidas, pelos espíritos envolvidos nesses acontecimentos.

ABORTOS PROVOCADOS PELO ESPIRITO



Além dos abortos espontâneos, motivados em débitos cármicos do casal, que se associam às dívidas e desarmonias do Espírito reencarnante, outros fatores podem ser causa de aborto não provocado por interferência material.
Uma das causas que devem ser mencionadas é a relacionada à própria entidade reencarnante. Como nós, seres viventes do planeta Terra, temos muitas vezes o temor à morte, os Espíritos, em muitas circunstâncias, temem abandonar uma situação que se lhes afigura estável, para mergulhar novamente na matéria, aprisionando ou anestesiando suas conquistas do passado. Em outras palavras, medo de nascer.

Espíritos que necessitam renascer com severas limitações físicas, frutos de alterações expressivas em sua constituição perispiritual, atemorizam-se ante uma perspectiva que custam a aceitar Apesar de todo o trabalho dos mentores espirituais esclarecendo que a exteriorização deformante do corpo físico facilita a eliminação das anomalias em nível perispiritual, desde que acompanhada de uma postura mental saudável, os receios e as reações muitas vezes ocorrem.
Outros, embora nada tenham a temer com relação a deformidades físicas, travam intensa luta íntima, um conflito entre a razão que os faz renascer naquele lar e o sentimento de antipatia com relação a alguns dos seus membros.
Como sabemos, a ligação familiar frequentemente é o palco dos reajustes do passado. Vínculos pretéritos de desafetos que necessitam se perdoar, encontram na "anestesia" do pretérito a condição predisponente para a "cirurgia" psíquica que eliminará o "abscesso" do ódio.

Embora ocorram reencarnações compulsórias, necessárias para aqueles cujo primitivismo psíquico não permite a participação na escolha de suas provas ou expiações, na nova romagem física, normalmente o livre-arbítrio é preservado. Todos nós, seres humanos, temos a possibilidade de escolher, acertar ou errar, avançar ou recuar. A liberdade que já conquistamos nas milhares de encarnações faculta-nos o ensejo de decidir. Decidir, porém arcando com o peso das consequências.
Há Espíritos que se posicionam mentalmente de forma reiterada na recusa psíquica a reencarnar. Acentuam esta posição à medida que se sentem retidos na malha fluídico-energética materna. Nos casos onde a dificuldade anterior de relacionamento era justamente com a mãe, a interpenetração energética entre ambos pode exacerbar a predisposição contrária ao renascimento. Acordam velhas emoções que dormiam embaladas pela canção do esquecimento.

Laços fluídicos que prendiam as emanações energéticas do perispírito da entidade reencarnante ao perispírito materno ou, já unidas, ao chacra genésico da futura mãe podem romper-se. Nos casos em que a gestação já se fazia em curso, e o fluido vital do embrião em desenvolvimento se fundia com o corpo espiritual em processo de miniaturização, a súbita e intensa revolta do Espírito pode determinar a ruptura definitiva das ligações, deixando o futuro feto sem o Espírito. Inviabiliza-se a gestação por falta do modelo organizador biológico.
Ocorre o processo do aborto tido como espontâneo, porém, na realidade, provocado pela recusa sistemática, enérgica e imatura do Espírito. Perde ele, assim, uma grande oportunidade para superar-se a si mesmo e avançar celeremente rumo à felicidade.
Fonte: Ricardo di Bernardi. Reformador, dez. 1992.
Apud O Que Dizem os Espíritos Sobre o Aborto, Capítulo VI, FEB.
VIDA FORA DA MATÉRIA

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Meus Filhos.
Cada dia as nossas responsabilidades estão maiores. Por isso é necessário ficar cada vez mais ciente da vida fora da matéria; é fácil ao espírito se compenetrar da vida fora da matéria; porém não é fácil a sua adaptação a essa vida. Nos mundos espirituais ou na vida fora da matéria, a vida se compõe de negativo e positivo, isto é, de homem e mulher.
No desencarne ou no reencarne o espírito de homem continua homem e o de mulher continua mulher, apesar da afirmação de alguns iniciados, de que o espírito não tem sexo, os meus olhos de clarividente vêem o contrário. Se é tão difícil a adaptação do homem fora da matéria, e se o homem sente tantas saudades dos seus entes queridos, como seria, ou melhor, como sentiria ele nas suas concepções másculas de homem terreno, mesmo com o amor dos puros (força de expressão), sem o amor fecundo, se ele encontra a sua alma gêmea em situação contrária?
Os espíritos vivem em suas dimensões e se amam, com a ternura dos anjos.
Certa vez na UESB dois jovens decidiram se casar e eram almas gêmeas. O amor que os unia dava para enfrentar o universo, mas, na minha clarividência eu vi que eles enfrentariam um absurdo reajuste entre três espíritos que não lhes daria tréguas. Como tudo nesta vida depende muito das reações humanas, nada posso fazer, tenho sempre que esperar para ver o que faço.
Foi feito o casamento... tudo muito bem, até que Tânia engravidou. Como sempre acontece, o espírito cobrador começa sua cobrança no terceiro mês de gravidez, e isso foi o que aconteceu: Tânia e Zacarias começaram a receber as vibrações do filho que viera para cobrar. Tânia começou a ser áspera e a não se dominar; a força negativa do filho formou uma parede magnética, destruindo superficialmente aquele amor que, de outra forma, seria eterno. Não encontrando motivos plausíveis para tal comportamento, Zacarias veio falar comigo; Tânia não quis vir alegando que eu a induziria para o trabalho espiritual e por isso se rebelou contra mim.
No dia que Zacarias veio, fiquei na frente dele sem saber o que dizer. Por fim disse-lhe que tomasse cuidado com o seu padrão vibratório e fiquei nisso; Zacarias não tinha estrutura para saber que seu filhinho, tão desejado, fosse o único responsável por tudo.
"Tia, disse ele, a senhora disse que o nosso amor era eterno. No entanto Tânia nestes últimos dias parece uma fera - não sei como pôde mudar tanto. E o meu filhinho, coitado, que não tem nada com isso". Pedi a ele que tivesse paciência e lembrei-o que os filhos são provas para nossa evolução, porém nada adiantou qualquer que fosse o jeito que me expressasse. Isso mostrava que o homem deve formar uma estrutura antes que chegue o obsessor, pois este, quando encontra uma brecha fica agressivo. As correntes do obsessor nos revolvem a alma. A tendência do homem sem estrutura é de se envolver totalmente com as primeiras manifestações negativas.
Pensando estar sendo traída Tânia foi em busca de um antigo namorado, gesto esse que lhe traria total infelicidade; fora esse homem sem escrúpulos que a havia desonrado, fato esse que Zacarias já havia perdoado. Zacarias por outro lado sofria a frustração da esposa. Com três meses de nascido o filho desencarnou.
Livre das irradiações o pobre casal quis voltar ao que era antes da chegada do filho, porém era tarde demais, Zacarias perdera a imagem bela de Tânia, principalmente, devido as suas constantes eclosões como médium de incorporação que ela era. Para Zacarias, que não conhecia o fenômeno, isso foi suficiente para distanciar-se de Tânia e a falta cometida de sua traição teve como resultado o fato de não poder ter mais filhos. O crime da Tânia foi maior que de Zacarias, porque a mãe, sendo a providência divina do homem, faz com que a mulher tenha por obrigação defender a criação e tenha que lutar pelo filho.
Tânia envenenou o próprio filho no ventre, e, se esse filho se criasse, a mercê das forças irregulares daquele casal, se tomaria um verdadeiro monstro, o que Deus não iria admitir. Analisando esse caso com clareza vemos que, quando temos tolerância e humildade dominamos tudo a ponto de mudar o curso de nossas vidas.
Zacarias tentou buscar uma explicação e não a encontrou. Entretanto, se quando eu o chamei tivesse ingressado na Corrente, teria encontrado esclarecimento em tudo e mudado o curso das coisas, teria criado o seu filho, libertando-o do ódio, o que seria uma coisa tão bela, quando se pensa no tempo que um espírito espera por uma oportunidade dessas.

A Mãe em Cristo.
TIA NEIVA
Fonte: Cartas Abertas de Tia Neiva
Postado por Templo Puemar do Amanhecer 


A ADULTERA

Resultado de imagem para a adulteraSalve Deus!
O dia começava a clarear na Terra e a Clarividente apressava sua volta ao corpo, após longo tempo de permanência nos planos invisíveis. Fizera mil coisas, estivera em muitos lugares e recebera valiosas lições. Em seu coração e sua mente pulsavam as inúmeras preocupações relacionadas com sua missão na Terra. No momento pensava no retorno ao corpo que dormia a tempo de retornar as tarefas do dia a dia.
Habituada as caminhadas fora do corpo, mal percebia as fantásticas nuanças de tempo e espaço; às vezes andava, outras levitava e se transportava em frações de segundo. Tempo e espaço. Entidades de luz, espíritos sofredores, tantos enredos; às vezes sentindo-se tão grande e às vezes pequena...

Pensou que estava na Terra, mas estranhou o ambiente. As árvores eram simétricas, as ruas e casas pareciam feitas de plástico e o ambiente variado. Pessoas se movimentavam, mas tudo parecia irreal, nas cores, na iluminação e nos movimentos. Percebeu então que não era notada e sentiu certo alívio. Sua mente ágil já se reajustava à nova situação, concentrou-se por um breve instante e logo sentiu a emanação de Amanto cuja presença a colocou de imediato em estado receptivo. Amanto era o velho amigo de Capela, o Guia de tantas viagens, um dos Mestres mais constante a mante-la atualizada em sua luta doutrinaria. Despertou sua atenção uma longa fila de pessoas que se movia lentamente e cuja frente se perdia na distancia. Ia interrogar Amanto a respeito quando ouviu gritos de uma mulher que clamava algo em vós alta. Pelas palavras proferidas, Tia Neiva entendeu que ela se referia ao marido e que este estava para chegar. -Chegar onde?
-Ao Canal Vermelho, Neiva.
-Canal Vermelho?.
-Sim Neiva, na sua camada etérea, no invisível do planeta; no mundo dos espíritos desencarnados que ainda não tem condições de chegarem às estrelas ou ao planeta Mãe.
-E essa fila, para onde vai ?
-Vai para o embarque. São espíritos que não precisam mais permanecer aqui, que já se conscientizaram de sua condição de espíritos desencarnados; completaram seus reajustes, e vão agora para as casas de recuperação, de refazimento.
-Mas estes espíritos não tem evolução ?
-Não muita. Na verdade eles vêm aqui apenas para completar o seu tempo e receber alguma disciplina.
-É lindo este lugar (exclamou Tia), olhe que casas bonitas ! E aquelas árvores ? Aquilo que estou vendo pendurado nelas; o que é aquilo ?
-São placas doutrinárias, uma espécie de sinalização. Poderíamos talvez compara-las com aquelas advertências de transito das estradas da Terra, embora não sejam realmente isso.

Clarividente teve sua atenção novamente despertada pelos gritos da mulher que recrudescia. Pelo que pode deduzir das palavras, ela maldizia a Deus por permitir que o marido viesse para o Canal Vermelho, em vez de ser enviado ao “inferno”.
-Mas Amanto, que coisa esquisita ! Como é possível isso ?
-Sim Neiva, isso é perfeitamente possível aqui, pois é o melhor lugar para esses acontecimento, aliás ele foi criado para isso.Não esqueça que o espírito só se calma quando se vinga. Essa mulher foi assassinada pelo marido que a pegou em flagrante com outro homem. Como você bem sabe, isso na Terra é um ultraje, uma ofensa grave. Naturalmente ela se sentia justificada no que fazia.E a morte brusca a deixou sedenta de vingança. Daí a sua presença aqui no Canal Vermelho, onde as paixões ainda vibram mas tendem a se extinguir.
-Mas porque aqui e não em outra Casa Transitória, num hospital do espaço ? Não é para isso que foram feitas as Casas Transitórias ?
-Aqui também é uma Casa Transitória Neiva, só que tem condições técnicas especiais. Este Canal tem comunicação direta com o plano físico, o que permite a transferência do ectoplasma humano, diretamente por seus portadores. Com esse fluído os reajustes podem se completar em condições muito semelhantes aos da Terra física.
-Você disse “diretamente”, como explica isso ?
-Simples Neiva, os Médiuns ativos quando vão dormir, se transportam para cá e trazem com eles a preciosa energia mediúnica. Na verdade eles vêm para o Canal quando na Terra é noite e continuam aqui as tarefas que iniciaram durante o dia.
-Bem Amanto, você sabe que eu posso entender perfeitamente, mas isso tem que ser explicado para nossos Médiuns e eu gostaria de mais detalhes, você sabe não? Afinal você é o professor e eu sou o “burro”.
-Não Neiva, você não é o “burrão” como você diz, acho que você é mais um “burrinho” de Francisco de Assis. Mas deixemos isso de lado e vamos exemplificar: (continuou Amanto).O tempo do presente ciclo da Terra está quase terminando e com isso todas as atividades estão sendo aceleradas. Milhões de espíritos ainda tem que completar seus reajustes e a tarefa dos Mentores Espirituais é imensa. Não existem na Terra trabalhos de passagem o suficiente para dar conta de tanto espírito; a doutrinação é incompleta, o ectoplasma não da e o tempo dos trabalhos é curto demais. Por isso os Engenheiros Siderais construíram canais como esse, particularmente, este Canal se comunica diretamente com o Templo do Amanhecer. Quando o Doutrinador faz uma entrega e o espírito ainda não está pronto para Mayante, ele vem diretamente para um dos departamentos do Canal. Na primeira oportunidade, que pode ser na mesma noite ou algum tempo depois, o Doutrinador vem completar sua Doutrina. Ele como encarnado tem a capacidade de trazer consigo seu ectoplasma. Devido à semelhança de ambiente, o espírito ainda se sente na Terra e é mais susceptível de receber a doutrina. É por isso que o Templo do Amanhecer trabalha 24 horas por dia, como vocês dizem.
-Quer dizer que o Canal é uma extensão da Terra ?
-Num certo sentido sim, embora tudo aqui seja matéria etérea de outra natureza, outra dimensão. Mas da forma que na Terra física, as energias que suprem o Canal são oriundas do Sol e da Lua.

Amanto calou e Tia percebeu nisso um sinal de que era hora de voltar para o seu corpo. Olhou mais uma vez o cenário e sentiu-se tocada pela beleza do lugar. Mas uma vez ouviu a mulher que continuava a gritar e pensou consigo:
"Meu Deus! Não é justo que um assassino seja colocado num lugar tão bonito, num ambiente to espiritual..."
Naturalmente a mulher tinha consciência do lugar em que se encontrava, e também achava injusto que seu próprio algoz fosse levado para lá. Imediatamente lembrou-se da “Lei do Não Julgamento”, reequilibrou o pensamento procurando olhar o assunto por outro ângulo. A mulher também havia provocado àquela situação, esquecendo-se de seus compromissos conjugais, provocando o marido a esse extremo.
É (pensou), no fundo os dois são culpados.
Será que Tia já acordou ?
A frase cotidiana de suas manhãs lembrou-a que já estava em casa.
Salve Deus ! s/d.
 BENS MATERIAIS

Bens materiais são aqueles valores adquiridos por alguém, e que, racionalmente, deveria se limitar às reais necessidades da sobrevivência e manutenção das condições de bom atendimento àqueles que estão sob sua responsabilidade material, mas, que na verdade, vão se tornando avaros, ambiciosos e desonestos, escravos da preocupação fundamental da maior parte da Humanidade, com vistas a possuir conforto, importância, status social e poder, sob a filosofia de que mais se vale pelo que se tem - ou que se aparenta ter - do que pelo que se é.

Francisco de Assis disse:
"Cada um deve atender à sua própria natureza. Alguns de vós podem sustentar-se com poucos alimentos; outros, em troca, necessitam comer mais. Ninguém está obrigado a imitar os homens que comem pouco, mas, sim, todos devem dar ao corpo o que seja necessário para que sirva com diligência ao espírito. Do mesmo modo que devemos reprovar os excessivos manjares, tão perigosos para o corpo e para a alma, também devemos guardar-nos da demasiada abstinência."

Na Doutrina do Amanhecerembora prevaleça a ideia de que ser é melhor do que ter, muitos ainda se deixam levar pela ambição e pela vaidade, esquecidos de que a generosidade, pela Lei de Causa e Efeito, é um fator da prosperidade. Torna-se urgente o entendimento de que deve libertar-se da convicção de que, nesta vida, só valem os aspectos que derivam do orgulho, da ostentação e da posse.
Devemos conviver e aceitar, cada um, nossa condição econômico-social, buscando equilibrar nossos gastos e evitar o endividamento, mas é claro que podemos pedir à Espiritualidade ajuda para obtermos nossa melhoria material, pois o mínimo de conforto é indispensável para a vida em nosso lar. Com trabalho garantindo nosso pão de cada dia, mantendo em dia nossas contas e pendências financeiras, temos paz interior e tranquilidade, o que nos permite boas condições para trabalhar espiritualmente.

Vivemos uma época de dificuldades, desajustes sociais e desemprego, que geram mal-estar e inquietação. Por isso, temos que buscar o equilíbrio dos nossos gastos, tendo a preocupação de manter nosso trabalho material, dividindo com discernimento o que é material e o que é espiritual, lembrando dos compromissos conosco mesmos e daqueles que estão sob nosso teto, dependendo de nós.
Gastar sem esbanjar, saber dividir o que se tem em excesso, manter o essencial e evitar o supérfluo, jamais aceitar ações ilegais ou causar prejuízos a quem quer que seja, evitar a sonegação e nunca enganar pelo mau serviço ou pela falsa qualidade de produtos negociados é obrigação do Jaguar, esteja ele em qualquer posição, de patrão, de empregado ou de intermediário.
Como empregador, tem que se preocupar com a seriedade de sua gestão em benefício de seus empregados e de seu empreendimento, com a qualidade de seus produtos e serviços, com o progresso sustentado pela Justiça Social.

Como empregado, deve procurar corresponder à confiança dos patrões, servindo com seriedade e bom humor, desempenhando com dedicação as tarefas que lhe forem cometidas, buscando sempre aprender a fazer de modo mais seguro e direto tudo o que lhe for confiado, por mais simples que pareça.
Em “Jesus e o Evangelho”, de Joana de Angelis, psicografado por Divaldo Franco, (Livraria Espírita Alvorada Editora, Salvador, BA – 2000) encontramos este trecho: ...o prazer gerado na insensatez, os ganhos desonestos, as posições de relevo que se fixam no padecimento de outras vidas, o triunfo que resulta de circunstâncias más para outrem, os tesouros acumulados sobre a miséria alheia, os sorrisos da embriaguez dos sentidos, o desperdício e abuso ante tanta miséria, constituem fatores propiciadores de dolorosos efeitos, portanto, são desgraças inimagináveis, que um dia ressurgirão em copioso pranto, em angústias acerbas, em solidão e deformidade de toda ordem, pela necessidade de expungir-se e reeducar-se no respeito às Leis soberanas da Vida e aos valores humanos desrespeitados.
Quem mantém uma casa cheia de luxo e de gastos com recepções, geralmente se acha muito importante e querido por tê-la sempre cheia de pessoas, as quais considera como amigos. Todavia, esquece-se de que as verdadeiras amizades são raras, e decorrem, sempre, da ligação afetiva que independe do poder e do dinheiro. O rico e poderoso tem amigos da sua posição, e não de si. Se um dia perder a fortuna e a posição, vai perder a convivência daqueles que se diziam seus amigos.
Assim, é necessário que se tenha noção exata dos valores materiais, administrá-los de forma produtiva, para que se consiga conciliar, com eles, muitas condições cármicas que foram escolhidas para o reajuste de débitos transcendentais.

Sabemos que não temos condições de carregar, no nosso desencarne, nossos bens materiais, mas podemos levar os benefícios que fizermos através deles, ajudando e aliviando a carga de irmãos que passavam necessidades básicas, praticando a caridade racional e bem dirigida.
Deus não condena ninguém por ser rico nem é contra a riqueza. O que Deus condena é o mau uso dos bens materiais, das fortunas.
O dinheiro e o poder não devem ser fins, mas, sim, instrumentos que a Espiritualidade nos concede para testar nossa capacidade de verdadeiros missionários. Devemos agir com consciência de estarmos praticando o Bem quando a ação envolve a utilização de nossos bens materiais sem estarmos apegados a eles, em perfeita sintonia com a Espiritualidade e com o nosso Eu.
Dalai-Lama ensinou: “O dinheiro é bom! Sem dinheiro,a sobrevivência diária – para não falarmos do desenvolvimento contínuo – é impossível. Portanto, não questionamos sua importância. Ao mesmo tempo, é errado considerar o dinheiro um deus ou uma substância dotada de grande poder próprio. Pensar que o dinheiro é tudo e que o fato de tê-lo em grande quantidade resolve todos os problemas é um grave erro!”

Da mesma forma que é preciso saber ser pobre, é necessário saber ser rico. Cada um tem que saber avaliar e apreciar sua situação. Sob o aspecto espiritual, ninguém é tão pobre que não possa dar, nem tão rico que não precise receber!...
A perda ou prejuízos com bens materiais causam inevitável sofrimento ao Homem, mas o Jaguar tem que saber avaliar e cultivar o desapego das coisas materiais que não são essenciais à sua vida e à sua missão. Não sofre com suas perdas, pois entende que elas decorrem de situações espirituais que saberá um dia.

A ambição de possuir bens materiais é acompanhada pelo desejo de poder, e aquele que dá muito valor e sente prazer em ditar ordens, sentir-se poderoso pelo que possui neste plano físico, que quiser se impor aos que estão ao seu redor, desconhecendo os sentimentos e a liberdade que cada um tem, estarão ficando escravos desses bens materiais, e muito sofrerão, após o desencarne, para se libertarem desses sentimentos de apego. O apego desaparece quando nossa mente desperta para o valor real das coisas, liquidando a fascinação de nossas fantasias e nos dando a certeza de que não precisamos de nada para provar a importância de nossa vida.
Segundo Deepak Chopra, "Não desista da intenção e do desejo. Abandona, apenas, o apego aos resultados... as pessoas buscam segurança... é, na verdade, apego ao conhecido... estará no campo de todas as possibilidades!"

Como ensinou Emmanuel, "não tens aquilo que possuis, tens aquilo que dás..."
No Evangelho de Lucas (12, 16 a 21) encontramos a parábola: "As terras de um homem rico tinham produzido em abundância. E ele falava consigo: Que hei de fazer, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: derrubarei os meus celeiros e vou edificar outros, maiores, e neles guardarei toda a colheita e os meus bens, e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens, para muitos anos; assim, pois, descansa, come, bebe, regala-te... Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si guarda  tesouros, e não é rico para com Deus!"
É uma clara lição para aqueles que dão o maior valor aos bens materiais, tornando-se escravos do dinheiro e da ambição de ter poder, sem apiedar-se dos que sofrem e se extinguem na miséria, na falta de comida e no desamor.


Arthur Azevedo, em psicografia através de Dolores Bacelar, transmitiu o que lhe ensinou um Mentor: “O Homem não é senhor de nenhum bem material; os bens pertencem à Terra. São confiados por algum tempo a alguém, como instrumento de elevação espiritual. Esse alguém deve provar ao Mestre que pode usá-los sem prejuízo para a própria alma, certo de que eles lhe passam pelas mãos apenas momentaneamente, como nos laboratórios as retortas e os tubos de ensaio. Os bens são instrumentos empregados e necessários nos laboratórios evolutivos da Terra. O Homem tem que se exercitar e usá-los somente para o bem da coletividade humana, não por prazer próprio. E quando o Senhor quer premiar o merecimento de um de Seus filhos, não o faz com coisas tão frágeis como as terrenas. Ele oferta, a quem merece, os tesouros do Céu!”
ASSASSINATO


Hoje damos uma pausa nas aulas de “obsessão”, assunto que ainda terá mais 5 capítulos, culminando com o tema “desobsessão”. O tema de hoje é igualmente “pesado”, mas necessário pelo momento vivido por uma irmã bem próxima de nós.

É muito difícil para qualquer pessoa, com um mínimo de esclarecimento espiritual, aceitar ou tentar compreender um assassinato. Torna-se ainda mais difícil quando a vítima é parte de nossa família e o ato insano de um cobrador leva a tristeza e o desespero para pessoas que amamos.
Assistimos estarrecidos cenas cruéis, e de acordo com nosso entendimento, nenhum espírito vem com “missão" de terminar a encarnação do outro. Os reajustes devem acontecer e a escolha entre o amor e a dor, é parte do livre arbítrio. Aquele que tira a vida de seu semelhante corta uma vida de expiação ou de missão, e aí está o mal. Deus é justo; julga mais a intenção de quem praticou o crime do que propriamente o ato.

No seio de qualquer civilização considerada avançada sempre existirão seres cruéis, exatamente como a árvore carregada de bons frutos dos quais alguns deles não amadureceram. São espíritos de ordem inferior, ainda arraigados na velha estrada do “dente por dente, olho por olho” e encarnam em meio a homens avançados na esperança de se tornarem pessoas melhores. Mas, sendo a prova escolhida muito pesada, a natureza primitiva poderá dominá-los.
O sentimento de crueldade, característico dos espíritos distantes da Lei Crística, está ligado ao instinto de destruição; é o quê há de pior. Isto é sempre o resultado de uma natureza má que se formou por ter priorizado seus instintos bárbaros e egoístas em sua conservação pessoal. Entendemos também a forte influencia de espíritos desencarnados ao redor, imbuídos em sugar a nefasta energia desprendida do crime e dos sentimentos despertados nos que ficam.

O espírito que sofre a interrupção da encarnação desta maneira abrupta, sofre duplamente com a frustração de não ter cumprido toda sua jornada e pelos sentimentos despertados nos amigos e familiares, que tendem a pensar em vingança ou medo.
Qualquer espírito ao desencarnar precisa desprender-se deste plano físico, precisa seguira nova jornada. O Plano Espiritual é diferente, impera a Lei da Razão e o padrão vibratório nos conduz exatamente para onde nosso pensamento nos direciona. Por isso é preciso orar por eles! É preciso desprender-se das culpas e trazer o verdadeiro perdão à mente. É preciso libertar o espírito de nossos sentimentos negativos e enviar a ele somente nossa energia de carinho e esperança. Do contrário acabaremos contribuindo para que acabe enredado nas tramas do etérico e leve muito tempo para seguir sua real jornada na nova vida em que despertou.
Kazagrande
VINGANÇA

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A vingança é o ato de punir, sem atentar para regras de Justiça ou da Caridade, aquele que cometeu uma falta ou um crime, fruto de uma condenação por sentimentos que foram violados e, portanto, despida de qualquer preceito sério ou verdadeiro, porque ditada pelo impulso e pelo ódio. É considerada a Justiça privada, onde a punição de um culpado se faz pela sua vítima ou seus parentes, sem intervenção do poder público.
É um sentimento que escraviza um espírito e pode atrasar muito sua evolução, porque se distancia da Nova Estrada, dos ensinamentos de Jesus. É o terrível objetivo perseguido pelos que são vítimas do ressentimento, permanecendo após a morte e levando o espírito a tristes quadros obsessivos que atrasam sua evolução.
A vingança é o instrumento daqueles que ainda estão na Velha Lei, na Velha Estrada, tornando-se uma ação punitiva que é aplicada sem se levar em conta a justiça ou a caridade, visando unicamente pagar o mal com o mal.
Tertuliano nos ensinou que “aquele que se vinga dos inimigos fazendo-lhes o bem, vinga-se de maneira divina”.
Temos também um ensinamento do poeta Bacon: “A vingança nos torna iguais ao inimigo, o perdão faz-nos superiores a ele”.
Conforme nos relata Mateus (V, 38 a 45) no trecho do Sermão da Montanha, em que o Divino e Amado Mestre nos diz: “Ouvistes o que foi dito: olho por olho, dente por dente. Eu, porém, vos digo: Não resistais ao malvado. Pelo contrário: se alguém te ferir na tua face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que tenciona citar-te em juízo e tirar-te a tua túnica, deixa-lhe também a capa; e se alguém te obrigar a ir mil passos, anda com ele ainda mais dois. Dá ao que te pede e não voltes as costas ao que deseja fazer um empréstimo contigo. Ouvistes o que foi dito: Amarás ao teu próximo e aborrecerás o teu inimigo. Mas eu vos digo: Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos perseguem e caluniam, para serdes filhos do Vosso Pai que está nos Céus, O qual faz nascer o seu sol sobre bons e maus, e vir a chuva sobre justos e injustos!”
Muito se fala em aborto e pena de morte, mas poucos analisam estes temas sob a ótica do espírito, prendendo-se a conceitos e preconceitos puramente horizontais, baseados na vingança. Um criminoso, por mais perverso que tenha sido seu crime, tem que ser recuperado - não o seu físico, mas sim seu espírito - porque sabemos que a existência na Terra está marcada por reajustes e ódios que podem se tornar monstruosos se um espírito é fraco e se deixa tomar por outros que irão se banquetear com as baixas vibrações de um ato criminoso: medo, desespero, terror e sangue. Nossa obrigação não é dar fim àquela encarnação, mas sim buscar libertá-la das más influências e tentar a sua recuperação espiritual, dentro de correto sistema penitenciário humano e voltado para a recuperação do indivíduo.
Matar um feto ou um criminoso é um terrível ato de vingança.
Anjos Vingadores

Um dos sentimentos mais tristes que prolifera na humanidade é a vingança. Muitos tentam mascarar sua sede de vingança usando a capa da justiça, enganando a si mesmos e outros incautos.
Fazendo-se de donos da verdade, pregam suas represálias em forma de fazer o quê é justo, de não se calar ante aos desmandos com os quais foram seguramente atingidos.
Estes “anjos vingadores” já se contradizem pela própria denominação. Somos homens em busca de despertar o anjo que podemos ser ao nos unificar com Deus Pai Todo Poderoso. Seguidores da Luz, não podemos esquecer que a fé que nos move, provêm de uma fonte única de bondade, que exclui qualquer forma de vingança. Anjo e vingança não são palavras que podem conviver.
Somente semeando o perdão é que poderemos ter a verdadeira justiça. Somente aprendendo a perdoar sem mágoas, sem ressentimentos é que podemos pedir perdão por nossas próprias faltas. Como encarar um “cobrador” no Angical, ou durante uma Prisão, se nosso coração ainda clama por uma justiça dentro do que “acreditamos” ser o correto? É necessário compreender que nossos cobradores também julgam ser o correto nos justiçar! Cobrar até o último centil! Assim, se desejamos pagar com amor e obter o perdão, somente seremos dignos deste pedido se soubermos primeiramente perdoar.
Mas como reagir perante tiranos e aqueles que comprovadamente agem de má-fé? Da mesma forma! Perdoando! Nosso objetivo neste plano físico é cumprir nossa jornada e se algo ou alguém se interpõe a ela, foge de nossa responsabilidade. Pois nosso compromisso é com o trabalho espiritual, e somente através dele é que poderemos nos libertar verdadeiramente e voltar para casa.
Os anjos vingadores têm a triste sina de semear a discórdia, de alimentar a chama das desilusões e do ódio. Separando irmãos, criando em suas fantasias a ilusão de justiça, mas praticando crimes de destruir os sonhos daqueles que acreditam em suas verdades construídas pelo próprio inconsciente distorcido.
Em nossas orações, devemos pedir por eles, que desconhecem a profundidade dos ensinamentos que nos foram deixados. Que rompem com os preceitos do Divino Mestre de Amor, Humildade e Tolerância.
Não somos capazes de ter noção da verdadeira justiça! Não sabemos o quê, ou quem, está por trás de cada atitude. Assim não devemos julgar, nos resta passar pela lição com o mérito real do perdão e amor incondicional.
Postado por Templo Puemar do Amanhecer

O EGOÍSMO 


O CAMINHO DE VIVER PARA SI
O termo egoísmo faz referência ao amor excessivo e não moderado que uma pessoa sente por ela mesma e que a leva a olhar desmedida e quase exclusivamente pelos seus próprios interesses. Portanto, o egoísta não se interessa pelo interesse do próximo e rege os seus atos em função da sua absoluta conveniência.
egoísta se retrai, e passa a se ver como o centro do Universo. Acha que ele mesmo é o mais importante, e que o Universo gira ou tem que girar só em seu favor. Tudo é para ele! – É assim que ele pensa!
Longe de diminuir, o egoísmo cresce com a civilização, que, até parece, o excita e mantém, tornando-se difícil imaginar como poderá a causa destruir o efeito. Porem, quanto maior é o mal, mais hediondo se torna. Era preciso que o egoísmo produzisse muito mal, para que compreensível se fizesse a necessidade de extirpá-lo.

Um dos maiores obstáculos para a evolução e o desenvolvimento do Homem é o egoísmo, fator que cada um de nós porta em maior ou menor grau, e que consiste na ignorância dos direitos e do bem-estar dos outros, e que sempre está acompanhado por outros aspectos negativos da personalidade humana: orgulho, inveja, vaidade, ambição, avareza e despeito, bem como neuroses, neurastenia e obsessão.
A doutrina de que o egoísmo é o mal supremo e de que amar a si mesmo exclui amar os outros não se restringe de maneira alguma apenas à Teologia e à Filosofia, tendo se tornado uma das ideias correntes proclamadas no lar, na escola, no cinema e nos livros; com efeito, em todos os meios de sugestão social.
“Não seja egoísta” é uma frase que foi usada para impressionar milhões de crianças, em gerações sucessivas. Seu significado é um tanto impreciso; a maioria das pessoas diria que significa que não se deve ser egotista, sem consideração ou preocupação com os outros.

As pessoas estão grandemente voltadas para si mesmas. Esta não é nenhuma novidade. Aquilo com que convivemos rotineiramente mesmo sendo tão nocivo acaba por nos acostumar e no final achamos normal, não mais nos assustamos com o fato.
Com frequência, o egoísta não se revela de uma forma direta, mas através de um comportamento duplo. É como se tivesse duas balanças: uma para julgar a si mesmo e outra para julgar o próximo. Defendemos com acurada exatidão os nossos direitos e queremos que os outros, quanto aos seus, sejam muito condescendentes.
Queixamo-nos facilmente de tudo e não queremos que ninguém se queixe de nós. Os benefícios que fazemos ao próximo sempre nos parecem “muitos”, mas reputamos em “nada” os que os outros nos fazem. Resumindo, temos dois corações: um – doce, caridoso e complacente – para tudo o que nos diz respeito; e outro – duro, severo e rigoroso – para com o próximo.
Negação da caridade, o egoísmo gera insegurança para os Homens, porque como o egoísmo e o orgulho andam de mãos dadas, a vida será sempre uma corrida em que vencerá o mais esperto. Uma luta de interesses, em que nada, nem ninguém merece respeito.
Observa-se, repetidas vezes, nos coletivos apinhados, a corrida por um banco para sentar. Não se respeitam idosos com dificuldade de equilíbrio, que são simplesmente empurrados. Não se respeitam deficientes, na sua marcha difícil, nem mulheres com crianças ao colo. Uma vergonha para humanidade.
INGRATIDÃO

A verdadeira caridade é prestada quando está totalmente desprovida de expectativas!
(Ministro Anavo)

Meus irmãos e irmãs, muitas vezes nos decepcionamos com as pessoas que ajudamos, pois esperamos um reconhecimento pelo bem prestado. É um sentimento humano esperar por isso.
Quem de nós não passou por alguma situação em que além da falta de reconhecimento ainda recebeu de volta a triste ingratidão?
Porém, a ingratidão é igualmente um sentimento humano e ela só torna-se real quando havia expectativa de reconhecimento, e assim, o bem proporcionado não real caridade.

Em nossa Doutrina aprendemos e realizamos a mais pura caridade: auxiliamos a espíritos, encarnados e desencarnados, totalmente desconhecidos e que na maioria das vezes não possuem qualquer possibilidade de “retribuição”, e se houver reconhecimento, não saberemos.
Esta lição prática de nossa vida doutrinária deveria ser levada adiante em nosso dia a dia também! Quando auxiliamos alguma pessoa não podemos esperar retribuição ou reconhecimento, somente assim estaremos prestando a verdadeira caridade.

Desta forma a ingratidão também passa a ser uma escolha pessoal. Podemos escolher não esperar nada em troca e assim jamais existirá a ingratidão. É natural se entristecer ao constatar que o beneficiado não percebe o bem recebido, mas jamais podemos nos deixar levar pela negatividade de uma pretensa cobrança.
Por outro lado, ao recebermos algum benefício, devemos ter a consciência de sermos gratos, de reconhecermos o esforço alheio ao menos com nossas vibrações, lembrando-se de nossos benfeitores em nossas orações e com o carinho de nossos pensamentos.

Cabe ainda recordar uma mensagem de Pai Joaquim das Cachoeiras, que recebi em um momento em que havia me decepcionado com um amigo:
“Meu filho, você não precisa da gratidão de ninguém deste plano. Saiba que cada espírito que você elevou, com amor e desprendimento, jamais lhe esquecerá! Um espírito jamais esquece aquele casal que participou de sua libertação. Eles seguem seus caminhos, vão para hospitais, escolas, se preparam para seus novos reajustes, mas nunca esquecem. Filho, já tem um montão de gente orando por você aqui deste lado e quando você desencarnar haverão milhares de rostos desconhecidos e braços amigos querendo lhe abraçar e agradecer”.
Kazagrande


Chuva de luz

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