sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

DO PROCESSO EVOLUTIVO



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O QUE É EVOLUÇÃO

Quem de nós nunca fez algo malfeito?
Quem de nós nunca decepcionou ninguém, ou decepcionou-se fortemente com uma amizade?
Qual de nós nunca ficou doente?
Qual de nós nunca sentiu a dor do abandono, ou foi ignorado em uma paixão?
Quem de nós nunca perdeu um ente querido?
Quem nunca se enganou em um negócio?
Tudo isso faz parte de nosso trajeto por este carreiro terrestre...
As lutas, as decepções, as dores e tristezas.
Porém, o importante na verdade, não é o quê passamos ou “sofremos”, e sim como reagimos face ao que nos acontece.
Evoluímos ao não perder a esperança, nem entregarmo-nos ao desânimo, ou renegar a fé.
Evoluímos ao aceitarmos a realidade e acreditarmos que temos forças em encará-la para viver melhor. Aceitando o destino com a coragem de poder modificá-lo!
Evoluímos ao aceitar o quê ficou para traz, e nos dispomos a planejar e construir o que ainda virá.
Evoluímos ao vencermos a nós mesmos, ao dominarmos nossas ações, palavras e pensamentos.
Semeando coisas boas e produtivas, e sempre perguntado antes de qualquer reação: Vale à pena? Vai fazer bem a quem?
Nada de lamentar o tempo perdido, mas sim aproveitar ao máximo o que ainda se apresenta. Lembrando que a primeira cobrança de nossa consciência não será pelo que fizemos, mas sim pelo que deixamos de fazer.
Evoluir é agregar experiências buscando sempre o positivo em cada fato de nossas vidas. Ter objetivos e esforçar-se em cumpri-los! Assim é que compreendo a disciplina de Pai João... Sempre orientando a perseverar, a cumprir as promessas e juramentos, a ser fiel aos princípios e melhorar sua personalidade a cada dia.
Evoluir é estar acima dos comentários e julgamentos. É dar satisfação por caridade, e não se importar com o desdém dos menos esclarecidos.
Criar raízes e burilar o caráter.
A evolução também faz parte da felicidade, da consciência reta, dos erros do passado perdoados e a cada dia sendo trocados por uma semente de uma boa árvore... Que crescerá... Que frutificará... Há seu tempo... No seu merecimento!
Evoluir é ser sensível a natureza humana, é compreender, é amar, perdoar...
É enfrentar o frio com o coração quente, colher as flores sem importar-se com os espinhos, é marcar sua passagem neste plano, mesmo que suas pegadas ergam a poeira.
Evoluir é saber delimitar ilusão e esperança, saudade e tristeza, compaixão e frivolidade.
Evoluir é compreender a Prece de Francisco de Assis... A mensagem de Pai Seta Branca, o amor de Tia Neiva.
Kazagrande


FAMÍLIA
PARTE 01

Salve Deus! Meus Filhos, minhas Filhas!
Quando nós viemos para a Terra, chegamos cheios de Amor para aqueles que se dizem nossos inimigos. Nós contraímos uma dívida, e pedimos numa Encarnação, para vir e pra resgatar esta dívida, para fazer voltar a Deus aqueles irmãos, as nossas vítimas, que nós tanto ofendemos, que conduzimos, com a nossa ira e incompreensão, ao erro!
Chegamos aqui equipados de tudo que é bom, e aqui criamos uma Família com nossas vítimas do passado. Dívidas, desamor de outras Eras. Encarnamos, e Deus nos concede a graça da escolha.
Muitas vezes, um Homem e uma Mulher, vão longe buscar sua companheira ou companheiro, para se reajustarem, e receber em seu Lar suas vítimas do passado como filhos queridos.
Deus nos dá a Bênção do Amor, para amar os filhos. Filhos que, cheios de esperança, recebemos nos nossos lares. Mas chega a triste hora dos reajustes...
O Homem, impensadamente, abandona aquele lar, a mulher, muitas vezes nas horas mais difíceis não lhe ajuda a mãe que deu a vida a aquele filho, e transformam em inimigos.
Filhos que uma vez mais se lançam contra seus assassinos. E ainda faz pior, joga os filhos contra a mãe, e joga as mães contra os filhos. Esse Homem perde tudo. O filho passa a não confiar em ninguém. Não acredita em sua mãe, não acredita no seu pai, não acredita em quem lhe deu a Vida. Por quê? Por falta de paciência, por falta de Amor, ou melhor, por irresponsabilidade do próprio Espírito.
Meus Filhos, a Família é algo muito sério. Eu estou vendo um caminho desastroso, homens se perdendo por falta do olhar daquela que lhe pôs no mundo, por falta do olhar de amor de mãe, daquela que diz que seu próprio Pai é um irresponsável, um tirano.
E esse Homem caminha desesperado, sem Lei, sem Deus, o Deus era sua mãe, que nunca lhe ensinou, nunca colocou em seu coração. Então, não existe Deus para este Homem, e a vida vai cada dia se complicando por esses Corações impensados.
Eu não aceito! Eu não aceito que um Homem seja criado sem o calor de sua mãe. Então, firme neste propósito eu estou aqui, amando vocês cada vez mais. E digo, pela luz dos meus olhos que entreguei a JESUS, sou verdadeiramente VOSSA MÃE!

Tenho Amor por todos como se fossem filhos de minhas entranhas, amo verdadeiramente, porque nós, Filhos de Seta Branca, todos vós meus filhos, só encontrarão o Caminho da Verdade e do Amor se me tiverem como Mãe!
Mil pessoas falam que eu sou líder, que eu domino vocês, vinte mil, setenta mil, sabe Deus... Eu não sou nada, eu sou apenas Mãe! E vocês me acompanharão, porque eu tenho o Espírito da Verdade, e posso dizer a vocês o que estou dizendo!
Filhos Queridos do meu Coração! Vamos erguer as nossas mentes, vamos lembrar daquele espírito, daquele Espírito desejoso de acolher em seu lar aquelas vítimas, que já estão como obsessores, e vamos pedir a Deus o Amor. Vamos lembrar daquele Espírito que não tinha a oportunidade de uma Encarnação, pedindo a Deus a caridade, uma oportunidade de vir nessa Encarnação como mãe.
Salve Deus! Eu sei que muitos casamentos a incompatibilidade é tão grande, que é preciso um desquite, uma separação. Eu não sou absolutamente contra. Eu sei que pode haver desespero, dor, ou vai piorar a situação daqueles que vieram receber esta oportunidade de Amor, muitas vezes eu digo: – Vá meu filho, faça a separação, você tem a Bênção de Deus... Certo, mas quando fizer, saiba repartir com Amor. Nunca jogue um contra o outro, lembrem-se desse filho, lembre-se de fazer de seu filho aquilo que você não conseguiu ser.
Salve Deus! Meus filhos, eu estou dizendo, com o Coração cheio de mágoa, porque vi acontecer, e senti uma dor muito grande.
Meus filhos, quem está vos dizendo é sua Mãe! Eu crio moças, jovens, na minha casa com meus próprios filhos. Muitas vezes tenho problemas de separação entre eles, de casamentos, de desquitados.
Já vi uma jovem esposa com três, quatro filhos, e o marido encontrou uma outra mais bonitinha, e ali abandona aquela esposa, abandona aqueles filhos, e começam novamente.
Porém antes se amavam, pediram a oportunidade de virem na Terra e se encontrarem para criar suas vítimas, e terminam subindo com suas vítimas ainda mais enfurecidas, e a inimiga, os inimigos não sobem.
E isso acontece até com Almas Gêmeas!
Às vezes dois espíritos se amando, vêm na Terra, e precisam de uma prova. Uma das mais dolorosas é a traição, a mentira, e aqueles dois entes queridos às vezes se traem entre eles, e sofrem terrivelmente. Muitas vezes passam cem anos no Canal Vermelho, vagando, sem poderem chegar nas suas Origens.
Que não aconteça isso com um Filho de Seta Branca! Que a vida aqui seja diferente, que a gente possa, quando houver necessidade de dividir essas vítimas, faça com dignidade, faça com Amor. Não destrua o que vocês fizeram com tanto sacrifício, não abandone a Bênção de Deus, porque Deus Abençoou quando você veio para cá encontrar com o Amor da sua vida, com seu esposo, com sua esposa, e aqui, a traição, as ganâncias sociais, enfim, tudo acontece...
Tia Neiva



Interação Familiar – 2
 Esposo(a)
A mulher, esposa e Ninfa!
Como a maioria dos relacionamentos no Vale do Amanhecer o meu encontro, ou diria reencontro, com minha Ninfa, foi “relâmpago”.
Conhecemos-nos na saída da Mesa Evangélica e pela primeira vez fui convidado por uma Ninfa para ir aos Tronos. Trabalhamos durante algumas horas e imediatamente reconhecemos nossa afinidade no trabalho. Após o primeiro encontro sem uniforme já estávamos enamorados. Dali para o casamento foram apenas três meses.
Após o período inicial de identificação de afinidade é que aparecem as diferenças de personalidade e reajustes. Passamos a conviver diariamente e surgem as diferenças de opiniões, as incompreensões e as discordâncias.
No nosso caso, após um ano e meio de relacionamento “encomendamos” a primeira filha. Deus nos brindou com uma menina linda “do jeitinho que eu pedi”.
Tivemos períodos difíceis, em virtude de nossas diferenças de personalidade, mas fomos nos conhecendo, nos compreendendo e, passadas as primeiras crises, acabamos descobrindo, um no outro, uma fonte constante de provas de evolução.
Ela aprendeu a tolerar, e depois respeitar, minha “madrugadas fora de casa” por conta de trabalhos “extra-templo”. A reforma da Casa Grande foi o primeiro grande teste, pois eu a deixava dormindo e ia para a casa de Tia Lúcia só retornando quase ao amanhecer. Depois vieram os trabalhos junto a Editora, e ainda, a seguir, as intermináveis viagens aos Templos do Amanhecer, acompanhando o Adjunto Aluxã. Devido ao seu trabalho material, em um hospital, ela pouco podia participar.
Porém ela superou tudo isso! Passou a valorizar o quê eu fazia e a esforçar-se para, dentro do possível, se fazer presente. Somos ainda muito diferentes, mas muitos elos nos unem, e nos fazem a cada dia mais fortes. Descobri nela algo além da personalidade tão diversa da minha, e aos poucos, juntos, encontramos o amor incondicional. Incondicional porque realmente não impõe condições para se amar. Aprendemos juntos com nossas falhas, como nossas necessidades de evolução e ao nos conscientizarmos da necessidade de melhorar em algo, procuramos nos ajudar.
Superamos muitas situações difíceis e diariamente descobrimos um pouco mais do outro e em que podemos contribuir para melhorar. Ela diz que aprendeu muito comigo, mas não sei se foi mais do que eu já aprendi com ela! Companheira, amiga, mãe, esposa e Ninfa!
Compreender as mulheres e elas nos compreenderem já não é uma tarefa simples... Agora quando a mulher torna-se sua esposa e Ninfa, deixa de ser uma tarefa e passa a ser uma missão!
Interligam-se física e espiritualmente para a realização de vários objetivos comuns, entre eles destacam-se a família e o Templo!
Ser um casal dentro da Doutrina implica em buscar a evolução conjunta e exercitar, em todos os momentos de convivência, os ensinamentos praticados dentro do Templo.
Sua companheira(o) não convive somente com o Mestre/Ninfa... Convive com sua personalidade também... Conhece seus defeitos mais graves e naturalmente se torna quem primeiro irá verificar suas faltas. Não tem como esconder, como ter uma vida dupla! É preciso trazer para dentro de casa a harmonia que sente durante os trabalhos espirituais e transformar a companheira(o) no doce porto de equilíbrio e segurança, necessárias no cumprimento da jornada!
Nossas ligações espirituais ocorrem por dois motivos: afinidade ou reajuste! Porém, mesmo as que são nitidamente um reajuste, começam pela atração, pela sensação de reconhecimento mútuo e uma “vontade de estar perto” de alguém que significa algo ainda a ser desvendado. Manipulada a energia inicial de atração, começam as cobranças e os reajustes. Se superamos a etapa do necessário reequilíbrio da balança, além de reajustarmos, podemos conquistar a grande companheira(o) da vida toda!



Não se iludam que “encontrar a alma gêmea” é sinônimo de felicidade garantida... Não! Mesmo entre as almas gêmeas podem existir difíceis reajustes e somente pela tolerância e que se pode chegar ao verdadeiro amor, ao amor incondicional. Não temos como saber em que parte da grande escada evolutiva está nosso amor, por isso ao deparar-se com quem amamos, devemos nos esforçar para não “perdê-lo” de vista, acompanhando sua evolução.
Voltando ao meu caso... Aprendemos a “abrir mão” das coisas serem do jeito que queremos, pois não se pode planejar pensando que tudo deve acontecer como sonhamos, se os acontecimentos não dependem exclusivamente de você, existe o outro envolvido, com seus próprios planos e sonhos, e que também deseja as “coisas do seu jeito”.
Hoje registro minha homenagem a todos que conseguem se compreender, se aceitar e passam a entender a necessidade de semear a harmonia no lar. Respeitando as diferenças, colocando-se no lugar do outro para compreender suas atitudes, não condenando nos momentos de fraqueza, e sim, auxiliando a reerguer-se mais forte!
De todos os relacionamentos podemos tirar uma única e comum conclusão: Não foi por acaso que ficaram juntos! Há uma razão! Seja para descobrir o grande amor de sua vida, ou para transformar um antigo desafeto, em um amigo fiel e verdadeiro, para juntos, semeando o perdão, terem o direito de pedir perdão aos outros que irão chegar. Salve Deus!
Kazagrande


Interação Familiar – 3 
 Os filhos
Ah! Os filhos…
Como podem, sob a égide de uma mesma formação e família, serem tão diferentes?
Tenho duas meninas, uma com oito e outra com catorze. Personalidades totalmente diferentes. Enquanto uma é totalmente dependente, necessitando ser lembrada sempre de suas obrigações, a outra é a expressão da independência, com iniciativa e desprendimento. Isso em casa... Pois na escola a que é mais dependente, torna-se a líder, com idéias e iniciativas seguidas pelos colegas e aplaudidas pelos professores.
Ambas destacam-se nos estudos, com excelentes notas, porém uma demonstra grandes habilidades esportivas, enquanto a outra coordena a todos sem precisar participar ativamente nas atividades físicas.
Uma tem a liderança natural, e os colegas a seguem sem que ela se preocupe com isso. A outra conquista pelas atitudes os mesmo seguidores. Diferenças positivas, sem somar pontos que dêem preferência a qualquer uma das duas.
Como explicar esses nuances tão fortes em uma família que distribui igualmente o mesmo carinho e atenção?
Mergulhar nos ramos da psicologia seria insuficiente, pois a mesma baseia suas explicações na formação da personalidade construída dentro do meio em que se convive. Chegaríamos a pontos em que não haveria explicação convincente para determinadas situações e reações.
Somente considerando a grande diferença da bagagem espiritual de cada ser, e as características próprias da ligação familiar, é que podemos encontrar respostas concretas e solidamente aceitáveis.
Escrevo primeiramente analisando minha própria família, com a graça de Deus devidamente harmonizada e vivenciando os princípios do Evangelho.
Porém, observando atentamente aos que nos cercam, encontramos extremos ainda mais fortes. Onde filhos de um mesmo casal, igualmente atentos a educação e por vezes aos princípios espirituais, vivenciam vidas opostas.
Um perde-se pelas drogas e violência, enquanto outro é a expressão do amor. Seriam muitos casos e situações a serem relatados, tornando extenso e improfícuo este texto destinado a reflexão e aceitação.
Recebemos, no seio familiar, seres que podem ou não ter uma ligação espiritual de afeto e amor fraternal. Muitos arriscariam dizer que na maioria das vezes, são frutos de nossos reajustes. Somente na condição de pai e filho, dois inimigos ferrenhos seriam capazes de reencarnar naturalmente se amando.
Compreender que, a dor que um filho pode nos causar tem a origem no necessário reajuste, é fundamental para entender a responsabilidade de jamais desistir! De entregar-se ao máximo na missão que nos é confiada de conduzir aquele ser ao entendimento, ao esclarecimento. Existem situações contrárias, onde os filhos é que vêm com a missão de encaminhar os pais, mas isso trataremos em outra postagem.
Temos que entender que nós os aceitamos espiritualmente como filhos! Sim! Somos responsáveis! Um espírito ao preparar-se para uma encarnação escolhe os seus pais. Estes então são chamados a aceitar ou não aquele compromisso. Tudo isso se passa espiritualmente, e o compromisso é firmado de comum acordo, sempre visando o reequilíbrio necessário da balança energética um dia desequilibrada por não sabermos amar.
Considerando que assumimos este compromisso espiritual, como Médiuns conscientes, passamos a ter a obrigação de jamais desistir de um filho. Todo filho é uma missão onde não devemos falhar!
Obviamente não depende exclusivamente de nossa vontade, pois se assim fosse, o livre arbítrio estaria restringido. Receber um espírito rebelde, cobrador, é uma oportunidade que além de pedida, é merecida! Pois nem todos tem a felicidade de encontrar aqueles que feriu sob a proteção do manto familiar, sob um necessário amor que naturalmente aproxima pela consanguinidade. Encontrar nos filhos um espírito destinado a reajustar é bênção, pois estando em outras condições, não sabemos quanto mais terríveis seriam suas cobranças.
Respeitemos as diferenças e olhemos sempre para nossos filhos como uma das maiores graças que Deus pode nos conceder. Não importa se serão nosso apoio e alegria, ou nossa necessária dor para o reajuste e evolução. Nós pedimos, merecemos e assumimos o compromisso desta nobre missão.
Kazagrande

Família e Trabalho 
(Emprego)

Estes são realmente dois temas que, quando em desequilíbrio, nos afetam profundamente.
Os vínculos familiares são os primeiros que recebemos ao assumirmos a nova jornada física, de maneira que são também os primeiros que manipulamos e os mais difíceis de romper quando ligados diretamente a um reajuste.
No lar, invariavelmente, encontramos os espíritos com os quais seria mais difícil estabelecer uma nova ligação sem a desastrosa influência de outros envolvidos em um mesmo enredo. Assim ligados, passamos a amar diretamente pelo primeiro contato e pela ligação sanguínea.
Claro que existem muitos casos onde a recepção familiar se dá justamente para amparar um espírito afim enredado em muitos outros reajustes cármicos. Mas quando o principal reajuste é dentro de casa, sentimos interiormente uma “culpa” ao nos afastamos e deixarmos a mãe ou o filho entregue a “própria sorte”.
A maneira de encarar as relações familiares deve ser sempre a mais intuitiva possível. Auxiliando incondicionalmente, mas acima de tudo tendo o bom senso de avaliar as atitudes, para não aprovar caminhos que afastam da Luz. Do contrário, nada ensinamos, nada aprendemos e novamente corremos o risco de falhar e estagnar.
A falta do trabalho remunerado, do emprego, agrava as relações familiares e nos leva a uma depressão que acaba por tirar nosso ânimo para todas as demais ações que fazem parte de nossa vida.
Como agir em meio a estas situações difíceis? Seria o correto rezar até tudo melhorar? Ou largar de vez o Templo e dedicar-se por completo à solução dos problemas?
Nem uma coisa, nem outra! Em nossa Doutrina tudo pode ser respondido com bom senso. O equilíbrio é a chave para o sucesso em todos os campos, inclusive o espiritual.
O erro que cometemos mais comumente é justamente considerar que nossa balança de equilíbrio é igual às que vemos nas imagens, com apenas dois pratos. A balança da vida é equilibrada de acordo com a nossa natureza tríplice. Também aí está a triplicidade dos equilíbrios: Espiritual, emocional e físico.
Não podemos colocar toda nossa energia somente em um dos pratos da balança, pois geraremos ainda mais desequilíbrio. O empenho na vida física (saúde e trabalho material), deve ser o mesmo das nossas emoções (sentimentos e relacionamentos) e da vida espiritual (religião ou Doutrina).
O primeiro passo para “dar a volta por cima” é justamente identificar onde está o fator de desequilíbrio. É compreender que nenhuma situação em nossa vida acontece sem motivo e que todos os problemas têm algo a nos ensinar.
Porque procuro trabalho há tanto tempo e não encontro? O quê a vida deseja lhe mostrar com isso?
Por que é tão difícil relacionar-me com meus familiares? Onde está minha própria parcela de culpa?
Não caia nas armadilhas que a mente conturbada proporciona. Busque o equilíbrio e aja naturalmente. O melhor caminho é sempre o natural. Só podemos contar com ajuda, com apoio, quando nossas vibrações permitem!
Quando estamos mal e pensamos somente nos problemas, atraímos ainda mais problemas. Já ouviu aquele horrível ditado de que desgraça atrai desgraça? Pois é, tem seu fundo de verdade.
Somente passamos a atrair coisas boas quando pensamos em coisas boas. Não pense nos problemas, mentalize-os já solucionados! Viva a vida sentindo que tudo está resolvido, pois esta energia é que estará sendo projetada e é dela que você precisa.
Não pense em pagar a dívida, pois assim pensa em dívidas e atrai ainda mais dívidas. Pense no dinheiro e nas coisas boas que pode proporcionar, quando ele chegar as dívidas serão pagas naturalmente.
Não pense em procurar um emprego, mentalize você já trabalhando e fazendo o que você gosta!
Não pense nos desajustes familiares, pense na harmonia da compreensão perante boas notícias que chegarão!
Entendeu o mecanismo? Pode acreditar funciona! E funciona com uma explicação muito simples: Temos nossos Mentores que desejam nos auxiliar, mas sua energia só pode nos atingir se houver a compatibilidade energética. Assim também atuam os cobradores, nossos irmãozinhos... Ao encontrarem você com o padrão suscetível, lhe inspiram ainda mais insegurança, desconfiança, temores, e tudo acaba dando ainda mais errado, ou caminhando ainda mais devagar.
Minha vida mudou muito com o domínio das energias, e do nada, tudo passou a se materializar. Agora sim vale citar outro dito popular: Querer é poder! E isso é verdade.
Kazagrande

Coisas de família
Quando vamos amadurecendo (para não dizer ficando mais velhos), guardando experiências e criando juízo, vamos aprendendo certas coisas que sinto a obrigação de compartilhar.
Não existe felicidade senão soubermos amar. O amor rompe todos os obstáculos, elimina os preconceitos, dá vida! E não existe quem saiba amar que não seja verdadeiramente amado, que não tenha bom humor, que não descubra que sabendo amar, e tratar bem a todos, desarmamos aqueles que se dizem nossos inimigos.
Descobri com o tempo a ineficácia dos ciúmes, ter ciúmes não vai tornar ninguém que você goste fiel. As paixões passam e o amor não se implora, sequer se pede, ou espera. Vivemos o amor... ou não!
Nossos filhos são o maior presente, a mais bela forma de reajuste que Deus nos concede. Não adianta querer ensinar os filhos com aquilo que você fala, eles só absorvem verdadeiramente o quê você faz.
Também aprendi que amigos de verdade nunca lhe abandonam, não importa o tempo, a distancia, o “sumiço”... Gostam de você pelo que você é, e nada mais. Não importa o que representa, o seu bolso, o seu conhecimento... Almas ligadas espiritualmente a tudo relevam, e nestas que reside a verdadeira amizade.
Passei a notar que todas as pessoas que falam de outras pessoas para mim, sempre falam de mim para outras pessoas... Negativa ou positivamente. Falar de pessoas é uma pobreza de espírito a ser sanada.
Ser verdadeiro no que se faz e fala vai agradar a quem precisa e desagradar a quem merece.
Muito obrigado, por favor, me perdoe, fui eu... São palavras abençoadas em qualquer idioma do Universo.
Não guardar mágoas, perdoando verdadeiramente e esquecer o quê não lhe fez bem, nos renova interna e externamente.
Deus é harmonia, é equilíbrio, é infinito. Sendo assim não criou extremismos e coisas finitas. Deus está em nosso íntimo e não em templos de paus e pedras. Deus nos fez infinitos, para chegarmos pela harmonia ao equilíbrio.
Kazagrande

 A FAMÍLIA
Cartas de Tia Neiva

Resultado de imagem para Família é a união de pessoas por vínculos de casamento, parentesco e afinidade, criando histórica e sociologicamente a primeira comunidade – a do lar, campo onde o Homem põe em prática ações nascidas de seus anseios e instintos mais profundos, proporcionando a cada componente familiar a vivência das diversas faces do amor – conjugal, fraternal, condicional e incondicional – através de afeições, racionalidade, instintos, hábitos, solidariedade, gratidão, respeito e responsabilidade.


Família é a união de pessoas por vínculos de casamento, parentesco e afinidade, criando histórica e sociologicamente a primeira comunidade – a do lar, campo onde o Homem põe em prática ações nascidas de seus anseios e instintos mais profundos, proporcionando a cada componente familiar a vivência das diversas faces do amor – conjugal, fraternal, condicional e incondicional – através de afeições, racionalidade, instintos, hábitos, solidariedade, gratidão, respeito e responsabilidade. Jesus teve uma família, tendo como pais José e Maria, e como irmãos Tiago, José, Simão e Judas, sendo Jesus o primogênito, como citado nos Evangelhos (Mateus, XIII, 55 a 57). Ainda em Mateus (XII, 46 a 50) nos é relatado que alguém disse a Jesus: “Olha que tua Mãe e teus irmãos estão ali fora e te buscam. E Ele, respondendo ao que lhe falava, disse: Quem é minha Mãe e quem são meus irmãos? E estendendo a mão para seus discípulos, disse: Eis minha Mãe e meus irmãos; porque todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos Céus, esse é meu irmão, e irmã, e Mãe!” A família tem, como início, o casal. Geralmente, buscamos a perfeição em outra pessoa, criando uma imagem ideal que se distancia da realidade, uma vez que somos todos humanos e, por conseguinte, temos nossos defeitos e limitações que precisam ser clara e humildemente reconhecidos, não só por nós mesmos como por aqueles que nos amam. Uma grande parte das separações dos casais e, por conseqüência, dissolução das famílias, se deve a essa fantasia que é feita em relação àqueles que se tornam objeto de uma utopia, por parte de seu companheiro ou de sua companheira, e não suportam a visão realista daquelas personalidades e individualidades. Tolerância, humildade e, sobretudo, amor – são as bases sólidas para qualquer convivência. Como a instituição mais antiga da vida humana, a família vem se modificando, atualizando-se pelos modos de pensar, sentir e viver do Homem. Essa marcha se faz na medida da evolução daqueles que compõem uma família, que pode ter duas naturezas:

FAMÍLIA CÁRMICA ou FAMÍLIA BIOLÓGICA
Forma o núcleo de escolaridade da Terra e nenhum espírito pode fugir de suas lições, fonte de reajustes e oportunidades evolutivas das pessoas unidas pela força de fatores transcendentais, espíritos que, pela Lei de Causa e Efeito imperando sobre ações praticadas em encarnações anteriores, se propuseram a evoluir, uns às custas dos outros, cobrando ou resgatando dívidas em jornadas paralelas e muito próximas. Marcadas por conflitos, ingratidões, traições, inveja e cobiça, as jornadas das famílias cármicas são um contínuo processo de evolução. Quando um membro sai e se desliga é porque, na maioria dos casos, resgatou suas dívidas com aquele grupo. Há também aquele que se liga ao membro de outra família, pela união de um casal, dando origem a uma nova família, que também prosseguirá com sua marcha evolutiva, pois os laços físicos do sangue não garantem afinidade, harmonia ou amor. Dentro da Lei de Causa e Efeito, um filho vem para se reajustar com seus pais, e pode se tornar um criminoso, assassinar o pai ou a mãe, enveredar pelos negros caminhos do vício e das drogas. Somado ao possível reajuste do casal, vemos que não podemos nos surpreender com tantas famílias desajustadas, onde o ódio entre o casal, entre pais e filhos, entre irmãos, deve ser olhado de modo abrangente, sem julgamento das ações cometidas. As dores, lutas e doenças, a desarmonia e o desequilíbrio fazem parte do processo evolutivo. Cada espírito tem que enfrentar e passar por tudo de acordo com sua consciência, sua sensibilidade e seu amor. Aquele que abandona a família biológica de forma impensada e impulsiva só estará aumentando seus débitos com aquele grupo, e sofrerá as dores e angústias por não ter sabido superar suas provações que ele mesmo pediu em seu plano reencarnatório. Os comuns casos de abandono de idosos por seus familiares, as separações de casais e a indiferença de pais por seus filhos, abandonando crianças mal preparadas para a vida, tudo são frutos da incompreensão e da falta de esclarecimento e consciência desses espíritos fracassados. Dentro da sabedoria divina, quando uma família está com seu carma muito pesado e ameaçando ruir pela fraqueza ou cansaço de seus membros, sempre é colocada a ajuda de um missionário, que encarna no grupo para dar apoio àqueles espíritos. Nos casais, embora raros, existem casos de almas gêmeas que se unem para o resgate de uma dívida comum com seus familiares.


FAMÍLIA ESPIRITUAL

É a que se forma pela sintonia de espíritos, reunidos numa mesma onda vibratória, e que, quando encarnados, se encontram espalhados pela Terra, algumas vezes com dois compondo um núcleo da família biológica, no trabalho de apoio e evolução daqueles espíritos que juntam. Em missões diferentes, há muitos membros de uma família espiritual que não se encontram com outros na Terra. Podemos ter um irmão ou um filho espiritual que está encarnado em outro país, ao qual não encontraremos senão após o desencarne de ambos. A união da família espiritual é tão intensa que ela só parte para suas origens depois que todos os seus membros estiverem reunidos, isto é, não tenham mais débitos a resgatar. Encarnados ou desencarnados, formam pelas vibrações de amor uma poderosa fonte de forças que agem e interagem em seus componentes que, embora em lugares desconhecidos e distantes, são assistidos por elas. Há muitos casos de membros de uma mesma família espiritual que estão juntos numa família biológica, ocasionando as grandes afinidades entre si que podemos ver no relacionamento de pais e filhos, irmãos e primos, que chamam a atenção pela harmonia e compreensão.
Pai Seta Branca sempre fala na família com amor, desejando que a família seja, realmente, o ponto de partida do Homem. Vou explicar: duas pessoas se amam após se verem muitas, ou até na primeira vez, e sem procurar realmente dar conta de seus sentimentos, sem considerar seus erros, muitas vezes com sentimentos ruins, com falta de esclarecimento de tudo, se conquistas e se casam. Depois, sempre há erros! E isso faz com que muitos tenham necessidade da separação. Podem ter sentimentos, mas, quando se separam, separam também os filhos. O que Mãe Tildes e Pai Seta Branca falam é sobre as separações por real necessidade. O Homem é consciente dos filhos, e muitas vezes, na maioria, procuram reparar essa separação com coisas materiais, ajudas aos filhos, deles não se esquecendo. Há casos diversos, em que o Homem, muitas vezes, só depois do casamento é que descobre seus verdadeiros sentimentos. Isto é muito natural e muito certo! Mas, na maioria dos casos… Eu perguntei a Mãe Tildes o que acontece nestes casos, em que o Homem, nestes desquites, dá um desgosto tão grande a Deus, qual seria a responsabilidade desse Homem e qual seria a responsabilidade de Deus para com esse Homem. E ela me disse: É, minha filha, a lei que chama o Homem à razão é a mesma que o conduz a Deus. As leis estão obrigando o Homem a dar a metade dos seus honorários para cuidar materialmente dos filhos. Quer dizer: onde o sentimento do Homem não vai, a Lei vai! E, da mesma maneira, conduz ele a Deus, dentro desta Doutrina que nós temos. E, na nossa Doutrina, o Homem tem que ser… As pessoas têm uma doutrina, têm uma religião, têm sentimentos no coração! Sei que nós vamos conseguir tudo. Como já disse a vocês, eu, sozinha, consegui chegar até aqui. Imaginem todos nós juntos! Já podemos contar com um Doutrinador preparado e vamos lhe levar todo o conhecimento e, principalmente, o conhecimento da família, que é o princípio do Homem na Terra. Este é o sentimento mais profundo. A vocês, jovens, vou contar uma conquista, uma coisa que aconteceu comigo um dia. É uma das muitas obras de todo este mestrado. Veio um casal do Rio de Janeiro, que havia visto, pela televisão, nossa consagração do Primeiro de Maio, e que estava se desquitando. Era um casal jovem (vocês, jovens, ouçam bem!). Um rapaz de boa aparência e uma moça bonita, com dois filhos, e começaram a se odiar a ponto dele não poder mais ficar em casa. Desde o nascimento do último filho não mais se toleravam, parecendo que queriam um matar o outro. Ele arranjou uma outra moça, que é uma das coisas mais fáceis para desencaminhar um casamento, e vez por outra vinha ver os filhos. Mas o casal era apaixonado por seus dois filhos. Como ele saíra de casa, os pais da moça foram morar com ela, e aquele casal de velhos também adorava seus netinhos. As duas crianças, uma de cinco anos e outra de três, com quem os pais tinham dívidas a resgatar, passaram a ficar mais com seus avôs. Um dia, os velhos foram fazer uma longa viagem e levaram as crianças, com o consentimento do pai. Na hora das despedidas, o pai e a mãe se encontraram, mas nem se olharam de tanta mágoa. Sem as crianças, os dois entraram em desespero e o sofrimento deles os juntou, principalmente o sofrimento do pai, porque ele começara a odiar a esposa primeira do que ela a ele. Quando viram a reportagem sobre nosso mestrado tiveram a certeza de que nós poderíamos tirar tudo aquilo de seus corações. Vieram e receberam toda a graça aqui! Receberam tanto que já escreveram, contando que estão como se nunca tivessem brigado, como se tivessem casado naquele dia. Eu comecei a me perguntar sobre isto em meus papinhos com Mãe Tildes. Vimos que aqueles dois nunca haviam deixado de se amar, apenas não conheciam seus sentimentos. É bem mais fácil você deixar uma pessoa, deixar de dar uma Doutrina a quem você não gosta, ou pensa que não gosta, e sair, do que dialogar e procurar ver seus sentimentos. Pense nisto, principalmente quem está na Doutrina. Nós estamos aqui para unir, para fazer o Homem ter consciência de seus sentimentos, sentir o que tem em seu coração. Não estamos aqui para adivinhar nem fazer previsões. Mesmo que eu fosse um anjo, se eu adivinhasse todas as coisas mas não tivesse os sentimentos de amor, de caridade, de Mãe, eu não saberia nada! Quero que vocês procurem seus sentimentos em seus lares, vejam o que está certo, vejam o amor que têm no coração e que procurem assimilar, junto de seus companheiros ou companheiras, os nossos princípios. Digo a vocês, com todo o amor, com toda a honestidade, pelos olhos que entreguei a Jesus, que os vejo como meus filhos, como se fossem nascidos de mim. E lhes digo que o sentimento é o primeiro caminho para Deus, é a primeira missão que vocês têm na Terra. Então, vamos começar, nesses planos, a não querer corrigir mas, sim, a levar o sentimento de religião, de amor, o sentimento verdadeiro deste espírito que nos cerca. Não nos preocupemos tanto com as mensagens, mas sim, em primeiro lugar, com nossas famílias, com nosso lar, com o que temos dentro de nós! Depois, então, vamos servir a Deus sobre todas as coisas. Meus filhos, temos tantas maravilhas! Jesus está esperando somente que o Homem se certifique de seus sentimentos… 
(Tia Neiva, 27-6-76)
Estava na minha frente, para ser consultada, uma bela senhora de cerca de 40 anos, recentemente viúva de um suicida. Junto com ela estavam sua sogra, um jovem aparentando 18 anos – um belo rapaz com um futuro prometedor – e uma jovenzinha me parecendo leviana, porém de bom aspecto. Vi que se tratava de uma família. 
-Veja o que pode fazer pela minha sogra, Tia Neiva. Vim para consolá-la, porque Lúcio se suicidou e ela está sofrendo muito (Lúcio era filho da anciã). Ela está me dando muito trabalho. Vê se a faz esquecer, faça qualquer coisa que me dê sossego! 
-Sim, – disse a anciã – a minha maior dor é saber que meu filho não tem salvação. Foi tão bom!… Não sei como pode fazer isso! 
A viúva arrematou depressa e com desprezo pelo marido
:-Deixou-nos na pior situação. Enfim, traumatizou todo mundo! 
Disse o rapaz: 
-Sim, Tia Neiva, pelo amor que meu pai tinha por nós não é fácil entender o que ele fez e nem tampouco para mim e minha pobre mãe viver sem ele. Foi horrível o que passei, pois, no fim, ele mostrou que não gostava mesmo era da gente, Tia Neiva. Minha avó, coitada, pensa no quanto ele irá penar. Nisso eu não acredito muito, pois sei que Deus não irá deixar, porque ele era bacana mesmo, compreendia a mim mais do que todo o mundo. Quando eu não estava satisfeito com as coisas da mãe, ele sempre me dizia que o filho que não gosta da mãe nunca se realiza. Era bacana mesmo… Não sei como foi tão fraco! 
Depois, ficamos calados, só ouvindo os soluços da vovozinha. São os restos do carma, logo a senhora estará com ele – disse eu com tranquilidade e falando com carinho à pobre sogra. A viúva começou a tagarelar sem parar e sem qualquer sentimento de amor: 
-Como, Tia Neiva? – falou a anciã – A senhora não entendeu que ele se suicidou? Deu um tiro nos miolos, e agora só Deus sabe por onde anda meu filho!… Meu pobre Lúcio! Não sei. Um homem tão culto… Quis ser médico, e foi. Quis seguir a mesma profissão do pai, pobre pai, pobre marido meu, que Deus o tenha também em bom lugar. Era como Lúcio, seu filho, um homem bom. Morreu do coração. Foi um golpe duro para mim, porém não tão duro como este do meu filho. Sim, Tia Neiva, o meu mal foi ter me casado com outro. Não dei satisfações ao meu Lúcio e este atual marido não combinava com ele. Por causa deste infeliz, Lúcio estava afastado de mim. Lúcio saiu de casa e só voltou quando ele foi embora. Será, Tia Neiva, que foi por isso que ele se suicidou? Guardou toda a vida esta mágoa?
-Será que não foi pelos atritos com Lúcio Júnior? – perguntei.
-Não, – respondeu a anciã – ele até queria a grande herança de meu marido. Lúcio, coitado, ficou decepcionado comigo. Sempre que podia, me falava: o Homem nunca pode pensar nos defeitos da mãe. Mas ele sempre me beijava, ria e ficava por isso mesmo. Acredito que era só da boca para fora.
Terminado o diálogo, vi que o pobre suicida se fora para evitar desgraça maior, pois o quadro daquela gente era o pior possível! Somente o jovem sofria, pois perdera o pai para se salvar. Chamei o Tiago e recomendei um trabalho. Fiquei observando se Lúcio se manifestava por ali, porém ele não veio. Obsessor? pensei. Fui, então, encontrá-lo no Canal Vermelho. Aproximei-me dele e disse: 
-Estive com sua família, seu filho e sua filha, seus dois filhos. 
-Só tenho Fernando e Fernanda. O que Fernando pensa de mim? A senhora sabe?
 -Sei – respondi – bem como também sei o que o levou ao suicídio. 
-Falou com ele? perguntou-me desesperado. 
-Não, tenho um juramento na Terra que me obriga a respeitar os sentimentos dos outros e seria incapaz de denunciar alguém. 
-Fui suicida e, no entanto, aqui, ninguém me condenou por isso. 
-Sim – disse eu – foi aquilo que eu aprendi: a respeitar os outros. 
-E minha mãe?
-Sua mãe, Lúcio, sentiu e sente a maior dor! 
-Meu Deus! -gemeu Lúcio. 
-Lúcio, sua mãe optou pelo homem que amou, quando você partiu pela primeira vez, e a mãe não tem porque optar senão pelo próprio filho. 
-Sim, Tia Neiva, foi horrível no dia que meu padrasto me esbofeteou, na frente de minha mãe, dizendo que ele ou eu ficaria naquela casa, e minha mãe disse que ia me levar para a casa de minha avó, mãe do meu falecido pai. Tive uma decepção tão triste que nunca mais me recuperei, apesar de todo o carinho de minha avó. Minha mãe não me quis, preferiu ficar ao lado do homem a quem amava. Mesmo traumatizado e cheio de tristeza, casei-me. Minha esposa parecia me amar muito. Tivemos dois filhos maravilhosos, Fernando e Fernanda. Tudo corria aparentemente bem. Foi então que entrando na casa de Marcelo, meu maior amigo, ouvi a voz de Edna, minha esposa. Marcelo veio ao meu encontro e perguntei de quem era aquela voz. Ele gaguejou e disse que não era ninguém. Desci e fiquei em frente à casa, até que saíssem. E quem saiu foi ela, a própria Edna! Fiz uma viagem, porém aquilo não saía de minha cabeça, pensando em tudo que um homem traído em seu casamento pode pensar. Ela não se modificou e Marcelo também persistiu no erro. Eu não quis mais ver o que estava acontecendo. Tive vontade de matar os dois, porém decepcionar Fernando com sua própria mãe não era possível. Se eu morresse, ele nunca ficaria sabendo da sua traição. Pensei comigo: se tudo estiver bem para Fernando, espero aqui o que Deus quiser. Deus há de me perdoar por minha pobre incompreensão. Tenho certeza de que, um dia, Deus me perdoará! 
É verdade, pensei. Fernando estava sem complexos, vivendo sua vida e amando ainda mais sua mãe. Estávamos bem, quando ouvimos a campainha da chamada. 
-Está vendo para onde irei? perguntou-me Lúcio. 
-Você vai para o outro lado deste Canal – respondi. 
Ele partiu, e soube que tinha ido para reencarnar e pagar na carne o seu erro de se suicidar. E qual a sua pena? Voltará com uma forma de disritmia. Perguntei quem seria sua mãe. Sua mãe será novamente a mesma velhinha, porque rejeitou o direito de criá-lo, fazendo assim seu primeiro trauma, por ter preferido o homem que amava, deixando que ele fosse para a casa de sua avó. O desequilíbrio de uma mãe desajusta uma família. No outro sábado, aquela família voltou para falar comigo e, vendo-os sentados à minha frente, tive vontade de dizer tudo: que tinha me encontrado com Lúcio no Canal Vermelho e que era ela a única responsável pela sua morte. Como sempre me limito, apenas, a proteger, porque entreguei meus olhos a Jesus para nunca escravizar ninguém com palavras ou por insinuações, e muito menos por julgamento. Fico frustrada pensando nas palavras de Pai Seta Branca: ajudar, comunicar sem participar, não dividir nem tomar partido das pessoas! 
(Tia Neiva, dez/79)
Lembro de algo que Humarran preparou para mim: naquele dia, ia para o sono cultural um jovem que deixara, na Terra, uma complicada cobrança, envolvendo sua enteada, uma jovem mulher, empenhada em dívidas. Era o quadro que eu via, e Humarran me explicou: 
-A moça já está grávida e agora veremos se vai dar tempo. Seu sono e sua cultura foram muito tristes. Ele teria que voltar quando tivesse sete anos, mas, se tudo corresse bem, poderia voltar até depois de setenta ou oitenta anos.
-Por que a enteada? perguntei. 
-Porque o jovem se apaixonou por ela, fez dívidas e estragou a vida dele, deixando a mulher "naquela" situação.
-E que culpa teria a moça para perder seu filho, que é uma dor tão grande? 
-É que ela alimentava o amor de seu padrasto, perdendo o sentimento pela mãe, não havendo respeito. Já se passaram mais ou menos cinquenta anos da Terra, mas Deus não tem pressa. Eles estão chorando porque aqui sofrem mais e são mais conscientes.
-Mas não era esta família que estava na Terra?
-Não. Amaro, que é este jovem, já estava endividado com Susana. É a segunda vez que ele volta. Seu pecado é não respeitar sua família. Comporte-se em seu lugar, como Mestre Instrutora.
-Não é falta de respeito o comportamento. Estando na Terra, todos podem se libertar uns dos outros sem precisar traumatizar ou cravar uma injúria ou uma falsidade, que é o mesmo que matar fisicamente. E nosso amigo estava devendo anteriormente. Vai e volta, e ninguém lhe ensina nada? 
-E o sono cultural, filha? Lá é dito tudo o que o Homem precisa saber. Inclusive, vai para um lar decente, com pais que ensinam a moral. Não há necessidade de erros… Todos têm uma oportunidade! Em cada canto tem alguém ensinando alguma coisa.
E em lágrimas e tristezas o nosso personagem se despediu, indo para o sono cultural. Sabe Deus quando voltará. Se tudo der certo, faz sua cobrança e volta. Pensei comigo: o que é bom para um não é bom para outro. E vendo aquele mundo de gente, pensei em um por um deles. Humarran, vendo o meu pensamento, foi logo dizendo: 
-Sim, as coisas de Deus são assim. Na Terra, todos têm seu encaminhamento e, aqui, muito mais. Veja ali, na Ponta Negra! Olha o Vale Negro, lá embaixo… 
(Tia Neiva, 11.9.84)

VALE DO AMANHECER E A FAMÍLIA

Família cármica e família espiritual

Para todas as religiões a família é um vinculo sagrado, ao qual estamos ligados para a evolução de todos e cumprimento de carmas e juras transcendentais. é importante que haja respeito e solidariedade entre os membros de uma família, uma vez que o amor muitas vezes fica dificultado por reajustes vários.Sabemos que devemos honrar pai e mãe, pois a eles devemos nossa encarnação e a eles devemos nossa vida, são laços profundos permitidos pela Bênção de Deus, sendo que, em muitos casos são os relacionamentos mais difíceis que muitos têm neste plano.Os irmãos, escolhidos entre espíritos amigos e afins podem, também ser escolhidos entre cobradores e inimigos espirituais, para que os laços afetivos diminuam ou terminem com as diferenças e ódios pretéritos. Jesus, em sua infinita sabedoria ensinou "haverá pais contra filhos e filhos contra pais, irmãos contra irmãos..." Sabemos que os Espíritos Superiores prelecionam que a verdadeira caridade começa em casa.
Estava com muita sintonia de postar sobre a família pois ouvi de um Mestre do Amanhecer palavras de maldição para a família, dizendo que "todos deviam estar queimando no inferno: pai, mãe e irmãos", dos quais não tinha sequer notícia há mais de 20 anos. Este mestre não sabe a dor de uma mãe que se vê esquecida ou abandonada por um filho! Da mesma forma ouvi uma Ninfa dizer que "não tem pai, que para ela ele morreu." Minha irmã desconhece as leis divinas da paternidade, que visa imitar em pequena escala o amor e proteção divina neste planeta, tanto que chamamos a Deus; " Pai Nosso!". Mas, estamos aqui para julgar e, sim, para esclarecer. Salve Deus!
Na nossa bendita doutrina aprendemos que existem duas formas de famílias: a família cármica ou biológica e a família espiritual.



A família cármica ou biológica


Forma o grupo de escolaridade da Terra e nenhum espírito pode fugir de suas lições, fonte de reajustes e oportunidades evolutivas de pessoas unidas pela força de força de fatores transcendentais, espíritos que, pela Lei de Causa e Efeito imperando sobre ações praticadas em encarnações anteriores se propuseram evoluir, uns às custas dos outros, cobrando ou resgatando dívidas em jornadas paralelas e muito próximas. Marcadas por conflitos , ingratidões, traições, inveja e cobiça, as jornadas das famílias cármicas são um contínuo processo de evolução. Por isto sempre tem aquele filho que dá mais trabalho, ingrato, que não reconhece o sacrifício dos pais para sua educação e conforto; há o pai violento e agressivo com os filhos e esposa, há a esposa "reclamona", briguenta que nunca está satisfeita com nada. Porém até mesmo nas famílias cármicas tem os espíritos afins que vêm para amenizar o sofre daquele grupo: sempre é um familiar mais carinhoso, compreensivo, às vezes carinhoso e que sempre se dispõe a harmonizar a família e afundar nos momentos de crise, pois se dentro de um grupo familiar fosse somente de seres em busca de cobranças e reajustes, tudo seria muito, muito difícil, Quando um membro sai ou se retira é porque, na maioria dos casos, resgatou suas dívidas com aquele grupo. Dentro da Sabedoria Divina, quando uma família está com seu carma muito pesado e ameaçando ruir pela fraqueza ou cansaço de seus membros, sempre é colocada a ajuda de um missionário que encarna no grupo para dar apoio àqueles espíritos.
Há também aquele que se liga ao membro de outra família pela união de um casal gerando nova família que seguirá sua marcha evolutiva. Dentro da Lei de Causa e Efeito um filho vem para se reajustar com seus pais e pode se tornar um criminoso, assassinar o pai ou a mãe, enveredar pelos caminhos dos vícios e das drogas. Muitas famílias são formadas pela vítima e o assassino, pelo traído e seu rival, pelo que roubou e pelo que foi roubado, pelo injustiçado e seu algoz que pedem a bênção divina de uma nova chance para, através da convivência e do amor reajustar e resgatar as dívidas do passado. por isto, aquele familiar que nos traz tristeza, injúrias, incompreensões e ingratidão pode ser aquela pessoa em que em outra encarnação fizemos sofrer e cabe a nos que temos algum entendimento vibrar no amor incondicional para aquele ser, para que através do amor, o ódio e o sentimento de vingança se enfraqueçam ou se extinguem. Porque só o amor pode nos levar à evolução.
Tive bons pedaços com meu primeiro marido, sofri muito, ainda tenho as marcas de sua violência e ódio. Não o odeio e sempre peço a Deus por ele; porém um dia conversando com minha família sobre a família cármica eu disse que gostaria de ter nova chance com ele. Ela me olhou muito assustada e completei: " Gostaria de viver novamente com ele; não como mulher e marido, mas, gostaria, se Deus permitir de ser sua mãe, pois assim tenho certeza que poderia acabar todas as mágoas e outros sentimentos negativos que se originaram desta triste encarnação que tivemos. Acho que seria um boa mãe para ele. Acho que ele seria um filho rebelde e violento mas, o amor de mãe tudo resiste, tudo aceita e tudo constrói".


Família espiritual

Na erraticidade existem grupos de espíritos que se encontram e pela sintonia se unem formando verdadeiras famílias, que muitos chamam de falange. esses espíritos forma fortes laços de amor e compreensão que não se desfazem e se reúnem lá, como aqui para trabalho em verdadeiras frentes. Portanto família espiritual é a que se forma pela sintonia dos espíritos, reunidos numa mesma onda vibratória, e que, quando encarnados, se encontram espalhados pela Terra, algumas vezes com dois compondo um núcleo da família biológica, no trabalho de apoio e evolução daqueles espíritos que juntam.Em missões diferentes .há muitos membros de uma família espiritual que não se encontram com outros na Terra. Podemos ter um irmão ou um filho espiritual que está encarnado em outro país, ao qual não encontraremos senão após o desencarne de ambos. A união da família espiritual é tão intensa que ela só parte para suas origens depois que todos os seus membros estiverem reunidos, isto é, não tenham mais débitos a resgatar, Encarnados ou desencarnados formam pelas vibrações de amor uma poderosa fonte de forças que agem e interagem em seus componentes que, embora em lugares desconhecidos e distantes são assistidos por elas. Há muitos casos de membros de uma mesma família espiritual que estão juntos numa família biológica, ocasionando as grandes afinidades entre si que podemos ver no relacionamento de pais e filhos, irmãos e primos, que chamam a atenção pela harmonia e compreensão.
No mundo espiritual estes espíritos afins protegem e inspiram seus "familiares" o que a humanidade entende por "anjos da guarda" ou "espíritos familiares", na linguagem Kardequiana. é importante que neste plano faça,os o maior número possível de amigos, de seres que bos queiram bem e aos quais queiramos bem a fim de ampliar nossa família espiritual.
Muitas vezes, encontramos pessoas que nunca vimos antes e sentimos por elas uma grande simpatia ou um forte sentimento de amizade esta pessoa, muita afinidade e, não raro, saudade logo após este primeiro encontro; provavelmente faz parte de nossa família espiritual.
Postado por Jurema Nogueira


A DOUTRINA E A VIDA MATERIAL


Salve Deus
A busca do homem por sua identificação espiritual e consequente evolução tem sido uma constante em nossos dias . A medida que seu conhecimento sobre a ciência tem ampliado, da mesma forma, os fatos chamados espirituais tem sido desmistificado e incorporado em sua forma de ver e viver portanto, a busca de resposta tem levado esse homem a melhorar seu relacionamento com o todo que lhe rodeia.
Já partindo para o princípio da aceitação e vivência desse modo de vida, o desafio é compatibilizar essa disponibilidade religiosa ou doutrinária com a vida material.
No conceito universalista, evolução tem um sentido bem mais amplo e deve ser feito em todos os sentidos. A penitencia, a auto-flagelação e a vida reclusa já não é sinônimo de alcance e evolução espiritual. Muito embora, a abnegação de si mesmo é uma demonstração de desapego material portanto, vamos direcionar esses conceitos para a doutrina do amanhecer para tentarmos entender como nós os vemos e aplicamos em nossas vidas.
Segundo definição de nossa Clarividente os pontos primordiais a ser seguido em nosso meio são:
A Família, a vida material depois a doutrina.
Família:
Nem sempre a família física é a mesma espiritual. Existe dois tipos de laços que unem as famílias na Terra.
Família espiritual:
É aquela em que todos os indivíduos contidos nela têm um laço afetivo bastante acentuado e estão na mesma sintonia. Pode até haver discussão mas há um respeito e cuidado integrado entre os membros que direcionado ao bem comum de todos. Assim como, há uma preocupação com o aspecto espiritual ou religioso, e isso independente da forma e credo de cada um.
Família cármica:
É aquela em que os membros, embora ocupem o mesmo espaço, não tem nenhuma sintonia entre os mesmos. O comportamento agressivo e mesmo patológico é um fato constante, esses desvios chegam ao nível de cobranças entre os membros cujo desfecho pode ser trágico. Esses desvios pode ser na verdade uma forma de cobrança espiritual , pode também acontecer de estar presente em um deles “um missionários” cuja função ou missão é justamente promover ou tentar equilibrar os outros membros. Esse tipo de situação cármica pode descambar para obsessões que devido a tônica pesada densa, pesada atrai ainda mais outros parentes (desta vez desencarnados) tornando ainda mais difícil a convivência.
Vida Material:
Há um ditado popular um tanto interessante que nos diz:
“É muito difícil rezar com a barriga vazia”
Também é sabido que ter bens materiais não é sinal de transgressão espiritual, muito embora Jesus tenha afirmado que é mais fácil um camelo (era uma corda usada para amarras em uma embarcação) passar por um fundo de uma agulha que um rico entrar no céu,bens materiais adquiridos de maneira honesta ou fruto de trabalho contribui para a harmonia das pessoas.
Fica muito complicado o médium que deixa sua família e sua vida material de lado para dedicar inteiramente a doutrina, primeiro para estar na doutrina demanda custos com uniforme, alimentação transporte etc.
Por outro lado há de considerar a responsabilidade assumida com os familiares no sentido da educação e formação da personalidade. Um lar isento de dos pais é conhecido como um sinal de desajustes psicológicos, principalmente pelos filhos que sofrem pela falta de assistência paterna ou materna.
Estar presente no Templo onde o homem consegue manipular sua mediunidade é algo que o ajuda a resgatar suas dividas espirituais e compensar os desmandos de suas heranças transcendentais, mas essa situação não pode interferir ou atrapalhar sua vida com seus familiares criando cobranças e desequilíbrios com os seus, mesmo sabendo que a manipulação de correntes negativas pesadas entre eles, onde o bom senso é o elemento primordial para adquirir essa evolução espiritual.
É sabido também que cultura não é sinal de sabedoria, mas também é sabido que a cultura auxilia o homem a raciocinar evitando que o mesmo caia nas armadilhas de espíritos e de pessoas que aproveitam da boa vontade de muitos.
Sabemos que o assunto é complexo e aqui vimos apenas a parte superficial do mesmo, deve prevalecer sempre o bom senso e o que chamamos de razão doutrinária que é justamente esse equilíbrio.

Gilmar Adjunto Adelano
Publicada por Cristiano Patricio
Etiquetas: Adj. Adelano, Mestre Gilmar

Reparação

Salve Deus!
A nossa missão neste valioso Vale do Amanhecer é uma reparação dos nossos erros do passado, e é só através desta consciência que saberemos o final de uma longa história vivida sob a égide da espada.
Quem tem amor não se entrega a falta de conduta que leva muitos jaguares a se entregar pelo vicio da discórdia, da insurreição e do ódio, mantendo sob seus pés os seus algozes encouraçados espíritos. Estes algozes são na verdade a nossa moral enfraquecida pela violência desraigada por uma sociedade in-moral se permitindo as falhas dos seus laços de afinidades. Cada família tem que manter-se dentro do permitido, não que tudo seja proibido, mas deverá ensinar aos componentes de sua linhagem os segredos da evolução.
A nossa idolatria é como tentar fugir das participações em determinados assuntos pertinentes à época do ocorrido, mas não há como se livrar da responsabilidade espiritual, porque como sempre todos dizem: Nada passa despercebido para Deus, ou, Deus está vendo.
E ele vê sim, mas ele não te condena, o que te condena é as suas próprias falhas, o seu caminho imperfeito, a sua falta de força moral para equilibrar seus três reinos. Eu tenho acompanhado muitos casos de verdugos passando pelos trabalhos, pessoas que simplesmente matavam sem um pingo de amor. Tem uma grande diferença, matar por amor e matar sem nenhuma razão especifica, mas os dois estão totalmente errados, porque não podemos sair por ai matando.
Quando uma pessoa senta num trono as enormes filas se anunciam e vai definindo quem é quem nesta história de evolução e involução, pois a transição de um corpo para outro não muda o destino e nem altera o seu carma.
Ser consciente neste evento entre o Céu e a Terra nos permite definir a lógica do envolvimento que cada pessoa tem com sua própria história, porque tudo é uma eterna história do bem e do mal.
Não vamos querer tapar o sol com a peneira nos esquivando da nossa missão de mudar o nosso quadro espiritual, sim, meus irmãos, o que Pai Seta Branca está fazendo por nós, nenhum outro espírito quis assumir esta missão, porque somos bárbaros homens das cavernas vivendo no futuro. A machadinha ainda está em nossas mãos, ainda está golpeando o espaço em nosso redor, e aí daquele que cruzar nossas vidas por algum motivo de reparação.
Nós fomos carrascos e hoje nos plantamos de santinhos numa sociedade fútil e cheia de mesquinharias. São estas coisinhas que mudam o destino das pessoas, são estas quinquilharias que destroem o comportamento humano da razão e sentimentalmente iludem as famílias a cometerem os desajustes entre si e com os demais envolvidos.
Eu vi estes dias o que é ser um carrasco, um algoz, um verdugo. Meu Deus! Eu vi a triste história de um ser infernizado pela sua má vivência cristã em que foi algoz de suas vitimas tendo como conseqüência a sua morte no campo dos mártires. Hoje ele é o infernizado, ele é o sentenciado pelas suas ações do passado. Nada que construa será edificado e quando lá em cima estiver logo cairá por terra com tudo que ergueu.
Sofrimento, não, reparação. Aí daquele que não reconhecer seus atos históricos nesta passagem do terceiro para o quarto ciclo, porque nesta condição de aceitação é que os restos cármicos serão compensados e queimados. Quando Pai Seta Branca nos disse que veríamos fumaça sem ter fogo é porque ali estaria sendo desintegrado um carma, ele queimaria pelo fogo etérico. Tudo isso ele está promovendo em nosso favor, pela força do Mestre Jesus que está reformulando o planeta Terra. Com a queima deste carma seria também desentrelaçar a nossa dor com o rompimento das cobranças, sim, os espíritos estariam participando deste cerimonial. Eles estariam vendo o seu algoz sendo queimado pelo fogo etérico, para eles seria uma grande vitória, a finalização desta cobrança milenar e assim voltariam para Deus.
Para que isso aconteça é preciso escutar a sua voz interior te chamando para o sacerdócio, te chamando para a casa de nosso pai, te dando a certeza que está no caminho certo, mesmo que tenha mil dificuldades, mas com o pé na estrada, de cabeça erguida e cantarolando seus mantras.
Não deixe de emitir seus mantras, onde quer que esteja ele é um poder que remove as cargas perigosas a sua volta e te deixa mais ligado ao seu padrão mental espiritual. Emane o seu amor para que todos vejam quem realmente você é.
Salve Deus! Adjunto Apurê
Publicada por Cristiano Patricio
Etiquetas: Adjunto Apurê

Separação de casais
by Carmen Nyara Montalvão Casagrande



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Muitas vezes iniciamos um relacionamento sob os auspícios de uma fraterna amizade ou de um grande amor. Mostramos e vemos o quê mais nos agrada na pessoa e nos encantamos com a possibilidade de estar ao lado de um companheiro(a) para toda a vida. Isso acontece nos namoros, casamentos, amizades, sociedades e em praticamente todas as relações interpessoais.
Porém, com o passar do tempo, novas facetas, da então pessoa admirada se revelam, e surgem os conflitos... e despertam-se os reajustes e cobranças.
Teria tudo dado errado? Quando somos conscientes paramos para nos questionar onde erramos. Quando não temos a consciência desperta, normalmente jogamos a culpa no outro, acusamos que a pessoa “mudou”, e as dores do convívio, as intimidades, passam a ser objeto de sofrimento.
Meus irmãos e irmãs, todos nossos reencontros são programados. O reajuste irá se processar. Se ambos estiverem chegado a um nível de evolução e compreensão, entenderão que é chegada a hora de parar, de terminar a ligação sem a necessidade de tornarem-se “inimigos íntimos”.
A energia do reajuste, após manipulada, trará o natural desligamento, quando os envolvidos sentem que cumpriram seu papel. Ou, se insistirem em manter o insustentável, seja pela vaidade, orgulho, ganância, ou qualquer outro sentimento de posse negativo, correrão o risco de iniciar um novo ciclo de desequilíbrio e dívidas futuras.
Nenhuma separação é fácil. Seja uma amizade rompida pela desconfiança, uma sociedade que se esfacela pelo radicalismo de uma parte, ou um matrimônio que desmorona pela incompatibilidade detectada nas personalidades.
Porém é preciso identificar o momento em que termina a cobrança, em que o reajuste está cumprido e esforçar-se ao máximo, com todas as forças mesmo, para terminar em harmonia. Para conquistar o mérito pela consciência.
“O reajuste mais barato é o que se paga com dinheiro, as vezes um grande prejuízo material é o menor preço cobrado pelos nossos desequilíbrios de um passado sombrio de tantas encarnações passadas”. (Pai Zé Pedro)
Terminar bem é a coroação do reajuste pelo amor. Não importa se uma das partes “levou tudo”. Como diz Pai Zé Pedro, pode ter sido o melhor preço negociado para sua vida seguir adiante, com saúde e sem perseguições. O apego material nos traz muito mais dor e pode gerar um novo ciclo cármico a ser pago com mais um retorno a este planeta... e as oportunidades de voltar estão escasseando...
Ao identificar a necessidade dos fechamentos, das finalizações, procedamos este “parto” sem dores sofridas! Abra mão, esforce-se para fazer o melhor para outra parte, afinal você não sabe até onde deve, mas sente que deve terminar e tem consciência de que se terminar “bem”, o ciclo estará cumprido, o reequilíbrio realizado e o reajuste finalizado. Assim, estará livre e pronto para o próximo passo, para a próxima missão.

Kazagrande



As pessoas que passam em nossas vidas

Um grande amor, ou paixão, um melhor amigo ou amiga, companheiros de jornada e até mesmo familiares... Porque muitos apenas passam por nossas vidas, tornam-se marcantes naqueles momentos, e depois desaparecem sem deixar sequer saudades? Até mesmo as lembranças parecem ficar meio apagadas...
A escada da vida, e da evolução, é fatal! Já nos alertava Tia Neiva de que, ao encontrar um grande amor ou um grande amigo, que não o perdêssemos de vista no trilhar da jornada. Ficamos para trás... Ou deixamos para trás.
As sintonias mudam, os passos avançam, ou se estagnam, e as pessoas se perdem. A ligação, quando exclusivamente vibracional, se rompe no próximo passo.
Alguns deixam uma lembrança que jamais se perde com a distância física e, no reencontro, parece que o adeus de anos passados, foi apenas um “até logo” do dia anterior. Assim identificamos a verdadeira ligação espiritual! Quando no reencontro sentimos que foi “ontem”. Parece o tempo não ter passado.
Outros, no reencontro, parecem nunca terem feito parte de nossas vidas.
Caminhemos juntos! Abracemos nossos amores, familiares e amigos. Auxiliemos a cada um a nos acompanhar e aprendamos com os passos que vemos os outros avançarem. Assim, somente assim, não nos perderemos nesta escada e deixaremos a vida física para o reencontro, no porto da grande viagem, como se fosse apenas um “até logo”.
Kazagrande

Encontro com familiares desencarnados


Uma das maiores dores, pelas quais passa um ser humano, é a perda de um parente ou de um ente querido.
É um dos momentos em que se sente a necessidade de buscar o lado espiritual da vida, ansiando por um “contato”, uma comunicação que possa tranquilizar os familiares e aplacar um pouco a grande saudade que se sente com a perda.
Em nossos atendimentos nos Templos do Amanhecer, diariamente encontramos pacientes angustiados por um contato. Mesmo Médiuns, com anos de casa, ao depararem-se com a situação, ficam ansiosos, esperando uma resposta e por vezes questionando a Espiritualidade.
Por este motivo venho esclarecer sobre assunto.
Meus irmãos e irmãs, Salve Deus! Para que se possa obter uma comunicação com um familiar, existem fatores que devem ser considerados e inevitavelmente pesados na balança, antes de qualquer revolta:
As condições espirituais da pessoa desencarnada;
O merecimento dos envolvidos;
A afinidade do médium que realizará a comunicação, e,
Fundamentalmente a utilidade desta comunicação, pois tudo que provêm da Luz deve ser útil!
Abordemos separadamente cada um destes quesitos:
Um espírito ao desencarnar passa por um período de adaptação.
Um novo “corpo”, uma nova realidade. É outra vida! Existe uma consciência transcendental a ser despertada, as lembranças de outras vidas, de outros familiares... O nível de apego do ser, que deixou na vida física, é que vai determinar o tempo que durará este período de adaptação. Por isso, muitas vezes a comunicação torna-se prejudicial, pois faz com que o espírito reforce sentimentos e consequentes apegos, retardando seu processo de adaptação à realidade espiritual que agora vive. Existem aqueles que libertam-se das “amarras” físicas e emocionais rapidamente, mas é um processo que pode durar de horas a anos e anos.
Uma comunicação é uma dádiva dos Céus! Por isto existe o fator “merecimento” envolvido. O merecimento tem que ser de ambas as partes. Do espírito, já liberado de seus apegos e verdadeiramente encaminhado no plano espiritual; e da pessoa que solicita esta comunicação... Quais as intensões? Existe pureza no pedido? A pessoa que pede a comunicação terá o merecimento de movimentar toda uma estrutura de proteção espiritual para trazer um espírito recém-desencarnado às condições necessárias de uma comunicação presencial? Quantos bônus (dos dois) serão necessários para tanto?...
Existe ainda a questão do preparo do Médium. Não é fácil ter uma sintonia tão grande com um espírito que ainda não possui preparação para incorporar. O Médium tem que ser muito puro ou muito experiente, para que, ao receber perguntas que somente aquele espírito pudesse responder, não turvar a sua mente com seus próprios pensamentos e acabar no descrédito. O Médium precisa ter uma grande afinidade com o espírito para conseguir passar uma comunicação precisa.
Finalmente entra a questão da “utilidade”. Será que a comunicação será útil? Irá fazer com que a pessoa desperte para uma realidade espiritual, ou somente trará mais dúvidas? E o fator vaidade, não estará envolvido também? É preciso que uma movimentação espiritual desta grandeza possa ter uma aplicação útil e beneficie a ambos os lados. Lembremos sempre: Se é da Luz, é útil! Nada proveniente da Luz é inútil!
Por estes fatores é que, na maioria das vezes, ao pedir a comunicação com um parente, ou ser amado, nossos Mentores “dão notícias”. Contam como está a situação do espírito, mas muito raramente permitem a presença. Mesmo porque, em nossos Tronos, somente uma Entidade de Luz pode manifestar-se verbalmente. Em alguns Angicais acontecem excepcionalmente estas comunicações, mas sempre respeitando: condição, merecimento, afinidade e utilidade.
Kazagrande



OS DESAFIOS DO MISSIONÁRIO 
 VIDA E FAMÍLIA.

Entrei para a Doutrina e parece que tudo piorou na minha vida. Isto realmente acontece?
NÃO. Acreditar nisto é como se houvesse uma punição para aquele que encontrou seu caminho no orbe terrestre. Quem está falando isto, ou dando a noção de que tudo piorou, é a mente. Na verdade muitos chegam em desequilíbrio espiritual, com forças agindo contra suas vontades superiores, os fazendo acreditar estarem “mal-colocados” no mundo, ou até mesmo fracassados e perdidos. Ao chegarem à Doutrina recebem um alinhamento e podem continuar suas caminhadas com maior equilíbrio, que se reflete em sua porção emocional. Os acontecimentos na vida, assim como ocorreram com o maior missionário presente na Terra (Jesus Cristo), não deixarão de se realizarem, mas devido o trabalho padrão da mente humana, que age sempre no ganhar, acabará a mesma propondo uma noção de que as coisas pioraram ou não se resolverão. A mente traz o futuro e sempre o recheia de sombras ou alegorias, justamente para o teste do espírito, que se manterá em sua presença, vivendo os fatos imediatos ou se, em conjunto com ela, se transportará em sofrimentos de coisas que nem aconteceram ou poderão não acontecer. A ação cármica é aliviada pelos Mentores dos que empregam suas forças na Lei do Auxílio, e se não houvesse esta intervenção, muitos teriam que passar por desencarnes dolorosos, situações de lástima moral ou processos graves de perdas de órgãos e/ou membros físicos.
Mas se estou na Doutrina, por que ainda certas coisas parecem acontecer com frequência, principalmente desentendimentos familiares?
Só estar na Doutrina não resolve as coisas que você precisar trabalhar internamente. O conhecimento do bem sempre é trazido pelos Mentores, e cabe a cada um a prática do que compreendeu, quando necessário for. Os Mentores não resolverão os problemas que criamos através de nossa intolerância ou falta de humildade. Quem valoriza a humildade utiliza mais a audição do que a fala, e o tolerante saberá se portar quando desafiado ou desacreditado. Para que haja uma discussão é necessária a presença de dois agentes, pois senão haverá nada além de um monólogo. Quando as brigas forem de outras pessoas, cabe ao expectador não buscar aflitamente tomar partido, e sim, quando presente, transmitir seu equilíbrio e agir quando sentir abertura em uma das partes, que inevitalmente buscará conversar a respeito. A oportunidade surgirá para a transmissão das palavras de perdão e tolerância, que tanto já foram ditas pelos seus Mentores durante os “trabalhos espirituais”. Buscar a causa ou culpados das situações de desentendimentos não vai resolver a questão, primeiramente, é preciso saber como se sentiria enquanto estivesse na posição do outro, e somente após, começar a vê-la com os conceitos próprios e que nem sempre se assemelham aos nossos. 
Ninguém é obrigado a concordar com o outro, mas estará exercendo a compreensão quando lhe der o direito de ser como quiser, pois só Deus pode modificar alguém. A própria postura de quem acredita em seus Mentores fará com que os outros, mesmo em seus sofrimentos, vislumbrem como chegarem neste estado de maior equilíbrio.
Mas se forças negativas estiverem atuando sobre pessoas que gosto?
Então lhe caberá, se assim quiser, auxiliar. Sendo condutor de forças positivas, ou de integração e do entendimento. Por já ter consciência que tal pessoa esteja sendo influenciada por forças de baixa vibração, saberá então que ela merece maior compreensão, pois que em determinado momento, talvez por invigilância, esta pessoa começou a sintonizar-se com energias negativas e, em nenhum momento isto pode servir de julgamento. Já que, necessariamente, é um processo que conduzirá esta pessoa a ter suas provas e expiações. Assim o maior auxílio estará quando o mesmo for solicitado e não quando acreditarmos que alguém precise dele. Ao passo que se agirmos somente de nossa própria vontade, sem uma abertura do outro para isso, de todo modo, aí haverá algum tipo de julgamento e estaremos, mesmo sem intenção explícita, a expandir a contrariedade desta pessoa e a dificultar sua saída para um padrão vibracional mais elevado.
Sinto-me só e preciso de alguém para enfrentar a vida, o que faço?
Não procure. A busca incessante é cheia de sentimentos de abandono, tristeza e amargor, e poderá trazer uma pessoa que se tornará uma grande prova, pois normalmente, esta busca é através da mente e das sensações físicas. Procure estar tranqüilo, que a pessoa vai chegar, quando tiver que chegar. É melhor estar só do que passando por questões a dois que só iriam trazer descontentamento a ambos. Estar com alguém ao lado não é garantia de felicidade, pois a mesma é interna. É de conhecimento comum que os grandes relacionamentos tem um início sutil, no “acaso” e às vezes de forma inesperada. Os que precisarem cumprir missão juntos, inevitavelmente terão este encontro, mas entregar a paz interior a um relacionamento inexistente é perder momentos preciosos que não retornarão.
Anderson Augusto - Mestre Lua
Kazagrande


Alimento Espiritual
Resultado de imagem para alimento espiritual

Meu amigo, no vasto caminho da Terra, cada criatura procura o alimento espiritual que lhe corresponde à posição evolutiva.
A abelha suga a flor, o abutre reclama despojos, o Homem busca emoções. Mas ainda mesmo no terreno das emoções, cada espírito exige tipos especiais.
Há sofredores inveterados que outra coisa não demandam além do sofrimento, pessimistas que se enclausuram em nuvens negras, atendendo a propósito deliberado, durante séculos. Suprem a mente de torturas contínuas e não pretendem construir senão a piedade alheia, sob a qual se comprazem. Temos os ironistas e caçadores de gargalhadas que apenas solicitam motivos para o sarcasmo de que se alimentam.
Observamos os discutidores que devoram páginas respeitáveis, com o único objetivo de recolher contradições para sustentarem polêmicas infindáveis.
Reparamos os temperamentos enfermiços que sorvem tóxicos intelectuais, através de livros menos dignos, com a incompreensível alegria de quem traga envenenado licor.
Nos variados climas do mundo, há quem se nutra de tristeza, de isolamento, de prazer barato, de revolta, de conflitos, de cálculos, de aflições, de mentiras...
O discípulo de Jesus, porém - aquele homem que já se entediou das substâncias deterioradas da experiência transitória -, pede a luz da sabedoria, a fim de aprender a semear o amor em companhia do Mestre...
Para os companheiros que esperam a vida renovada em Cristo, famintos de claridade eterna, foram escritas as páginas deste livro despretensioso.
Dentro dele, não há palavras de revelação sibilina.
Traduz, simplesmente, um esforço para que nos integremos no Evangelho, celeiro divino do nosso pão de imortalidade.
Não é exortação, nem profecia. É apenas convite.
Convite ao trabalho santificante, planificado no Código do Amor Divino.
Se a candeia ilumina, queimando o próprio óleo, se a lâmpada resplende, consumindo a energia que a usina lhe fornece, ofereçamos a instrumentalidade de nossa vida aos imperativos da perfeição, para que o ensinamento do Senhor se revele, por nosso intermédio, aclarando a senda de nossos semelhantes.
O Evangelho é o Sol da Imortalidade que o Espiritismo reflete, com sabedoria, para a atualidade do mundo.
Brilhe vossa luz! - proclamou o Mestre. Procuremos brilhar! - repetimos nós
Autor Desconhecido
Postado por Templo Puemar do Amanhecer

Ideologias Materialistas

As Ideologias Materialistas Não Se Ajustam À Mensagem Dos Espíritos
Deus não concede privilégios a ninguém, e, se há sofredores e felizes é por força do mau ou bom uso do livre arbítrio do Espírito. Por força da liberdade de escolha, cada pessoa decide qual o caminho a seguir. Não é com regozijo que coexistimos com o infausto vulto do “mendicante social”.
Quem é tal figura? Ressalvando-se as exceções, não ignoramos que há pessoa insensível, usurpadora, que abomina trabalhar, não produz nada para a sociedade e (sobre)vive vampirizando os recursos dos programas sociais do estado. Apresenta-se como uma coitadinha, “abandonada social”, e exige impetuosamente muitos direitos para si, despreocupada com os próprios deveres.
Existe pessoa que fala de si como uma infeliz desfavorecida, mas não cumpre suas obrigações, ou se as cumpre, entende que está sendo explorada. Não gosta de estudos, detesta leituras (quando alfabetizada). Quase sempre por ter ojeriza à sala de aula e professores, esquivou-se da escola, mas responsabiliza a sociedade e o “(des)governo” por sua condição de iletrada e pobre. Não esqueçamos que Deus proporciona a todos os seres idênticas e incessantes oportunidades de crescimento. Coloca em estado latente o mesmo poder, a mesma sabedoria e os mesmos estímulos evolutivos para todos, no longo e difícil trajeto para a perfeição.
Nessa linha de raciocínio, o que pensar do cidadão que execra e exorciza tudo o que exige raciocínio? Aquele que vive na sua mansarda sem quaisquer bens, exceto um aparelho de TV, para poder discutir sobre capítulos de novela e jogos de futebol. Comumente alimenta a fé nas religiões que praticam o comércio espiritual, prioritariamente as que incluam exorcismos e rituais com berreiros e espasmos convulsivos. Culpa o destino, o governo, a raça, a cor, o bairro onde reside. Em suma, a responsabilidade da sua inércia é sempre do outro.
Por outro lado, há cidadãos que laboram de sol a sol com dignidade para enaltecer a vida na sociedade. Por oportuno, e com muita exultação, evocamos aqui no debate o célebre José Mujica, atual presidente do Uruguai, ele que é considerado o chefe de estado mais despojado do mundo. Possui um fusquinha e dedica cerca de 90% do salário para obras sociais. Vive assim por opção. É um idealista sincero e crê na igualdade e justiça dos homens para a conquista da paz. Adora mencionar Sêneca quando diz que “pobres são aqueles que precisam de muito”. Não proclama a “valorização da pobreza”, mas do comedimento no viver. Sem dúvida, Mujica é uma alma grandiosa e deveria ser inspiração para os homens públicos do Brasil.
O presidente uruguaio, em que pese o seu estupendo exemplo de vida, é arauto de uma sociedade igualitária. Será possível ou mera utopia o sonho de Mujica? Deus a nenhum homem concedeu superioridade natural, nem pelo nascimento, nem pela desencarnação: todos aos seus olhos são iguais. Eis o sentido correto da Lei de Igualdade. Portanto, perante Deus somos iguais a despeito da colossal fissura que se abre pelas disparidades sociais.
O Criador criou-nos essencialmente idênticos, contudo nem todos foram criados na mesma época, e, por conseguinte, uns são mais velhos e somam maior conjunto de aquisições do que outros mais “jovens”. As desigualdades entre nós estão na diversidade dos graus da experiência alcançada e do exemplo nos caminhos do bem sob a tutela do livre arbítrio.
A variedade das aptidões, ao contrário do ideal igualitário, é um meio propulsor do progresso social, já que cada Homem contribui com sua parcela de conhecimento. As desigualdades que apresentamos entre nós, sejam em inteligência ou moralidade, não derivam de privilégios de uns em detrimento de outros, mas do maior ou menor aproveitamento desse “tempo cósmico”, no esforço do alargamento das habilidades e virtudes que nos são inerentes, consoante o melhor uso do livre arbítrio por parte de cada um. Destarte, as desigualdades naturais das aptidões humanas são os degraus das múltiplas experiências do passado. E cremos que essas diferenças constituem os agentes do progresso e paz social.
Como se vê, a nossa tese é contrária à pretendida igualdade sócio-econômica, frequentemente artificial na vida de relação dos Espíritos encarnados. Por que não são igualmente ricos todos os homens? Com base nas instruções do XVI capítulo do Evangelho Segundo o Espiritismo, aprendemos que não o são por uma razão muito simples: por não serem igualmente inteligentes, ativos e laboriosos para adquirir, nem sóbrios e previdentes para conservar. A pobreza é, para os que a sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.
A desigualdade social é o mais elevado testemunho da verdade da reencarnação, mediante a qual cada espírito tem sua posição definida de regeneração e resgate. “A pobreza, a miséria, a guerra, a ignorância, como outras calamidades coletivas, são enfermidades do organismo social, devido à situação de prova da quase generalidade dos seus membros. Cessada a causa patogênica com a iluminação espiritual de todos em Jesus Cristo; a moléstia coletiva estará eliminada dos ambientes humanos”.
Carece, pois, o pobre de motivo assim para acusar a Providência, como para invejar os ricos e estes para se glorificarem do que possuem. Se abusam, não será com decretos ou leis santuárias que se remediará o mal. As leis podem, de momento, mudar o exterior, mas não logram mudar o coração; daí vem serem elas de duração efêmera e quase sempre seguidas de uma reação mais desenfreada. A origem do mal reside no egoísmo e no orgulho: os abusos de toda espécie cessarão quando os homens se regerem pela lei da caridade.
A Mensagem de Jesus não preconiza que os ricos do mundo se façam pobres e sim que todos os homens se façam ricos de conhecimento, porque somente nas aquisições de ordem moral descansa a verdadeira fortuna. Reconhecemos que o socialismo que vigora em muitos países da Terra é uma bela expressão de cultura humana, enquanto não resvala para os polos do extremismo.
Porém, “a concepção igualitária absoluta é um erro grave dos estudiosos, em qualquer departamento da vida. A tirania política poderá tentar uma imposição nesse sentido, mas não passará das espetaculosas uniformizações simbólicas para efeitos exteriores, porquanto o verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço;”.
Aos radicais segmentos progressistas vimos esclarecer que aceitar os preceitos espíritas não significa concordância conformista dos problemas de natureza econômica e política, porém maior compreensão desses estágios humanos.
Os conceitos espíritas não concebem as desigualdades como algo estático e insensível a mudanças pelas nossas ações. As lições espíritas jamais visam privilegiar os interesses de uma elite rica no campo social. A necessidade de se transformar a nossa sociedade desigual em uma sociedade justa é o escopo doutrinário, sem necessidade absoluta de ideologias materialistas e tacanhas para esse desiderato.
Adjunto Puemar, Mestre Edemar Meotti
Publicada por Cristiano Patricio
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Individualidade e Personalidade

Imagem relacionadaA individualidade é toda a carga transcendental e meritória de um espírito. É, na sua essência, o próprio espírito, pois é una e indivisível, compreendendo a natureza, características, tendências, preferências e objetivos de cada espírito, tornando-o distinto de todos os outros.
A individualidade é uma qualidade do espírito, enquanto a personalidade  é relacionada com o corpo e a alma. Enquanto a personalidade (persona, pessoa) é o ser humano, efêmero, existente apenas em cada reencarnação com seu próprio nome, suas características e temperamento, resultantes da sua própria individualidade e da educação psicossocial, a individualidade é eterna.
Geralmente, são conflitantes, e esses conflitos ocorrem no campo consciencional e são contínuos.
Nós temos plena consciência de nossa personalidade, isto é, do que gostamos ou não gostamos, das necessidades de nosso corpo e dos anseios de nossa alma, que nos procuram enquadrar na sociedade em que vivemos, como atores em peças complicadas. Todavia, existe a percepção de que nem tudo é de acordo com o nosso íntimo, que divergimos continuamente das diversas tendências e inclinações de nossa personalidade, e vamos conseguindo penetrar pouco a pouco em nossa individualidade, o impulso fundamental e transcendente, uma energia latente que tenta romper as barreiras da personalidade.
Quando na Terra, Jesus falava perante multidões, mas, na realidade, falava para a individualidade, isto é, para o coração de cada um.
A individualidade é que nos permite a ligação com os planos espirituais, é a nossa verdadeira forma de ser, é onde se acumulam todas as experiências das encarnações por que passamos, é a nossa imagem real e sem retoques, é a responsável pelo nosso livre arbítrio e, por conseguinte, pelo nosso merecimento e pela nossa posição na escala evolutiva.
Dentro da Lei de Auxílio, não há como trabalhar com nossa personalidade, mas unicamente na nossa individualidade. Por isso, na Doutrina do Amanhecer, não é importante o grau de cultura ou posição social do médium, porque esses são fatores da personalidade.
Faz-se questão, sim, do amor, da humildade e da tolerância - os três reinos da natureza da individualidade - que dão as verdadeiras caraterísticas do espírito a caminho de Deus, proporcionando-lhe condições da realização de grandes fenômenos pela correta manipulação das forças que lhe forem confiadas pela espiritualidade.
Pela profunda diferença entre individualidade e personalidade é que nos é vedado o poder de julgar alguém, porque são inúmeros os casos de grandes individualidades que reencarnam com pesadas personalidades, dentro de um plano de evolução de almas afins.
Publicada por Cristiano Patricio


O PERDÃO


Salve Deus!
A compreensão do mundo que vivemos e a aceitação dos fatos dos quais, em sua maioria, somos responsáveis é sinal de evolução. Nossa condição de missionários nos condiciona agir e pensar de forma diferente. Nessa ação está implícito o compromisso maior que é perdoar, e perdão é uma das maiores dádivas que Deus nos concede.
Mas o Perdão vai além da palavra, ele é um conjunto de ações no qual a palavra é uma das últimas coisas. Os ressentimentos e animosidades nascem dos melhores relacionamentos, desentender-se é uma situação que ocorre com uma naturalidade imensa em nossa caminhada, as obsessões resultam em formar obsessores terríveis que dependendo do grau e da cobrança espiritual passa a ser classificados obsediados que são as dividas espirituais formadas por Elitrios.
O Perdão liberta, é um acerto de contas que ultrapassa os limites de nossos plano físico, acontece, expande nos planos espirituais devolvendo fluidicamente aos ´participantes dessa trama transcendental a capacidade de não mais estarem sendo ligados e podem caminhar livres das vibrações causadas pelas mágoas dos desencontros causados em mais de uma encarnação.
Um dos casos mais comuns dos desentendimentos ocorridos em nosso meio sãos os causados pelos rompimentos dos relacionamentos emocionais ou seja, entre os casais.
Em nossa Doutrina, a grande maioria dos relacionamentos tem um fundo transcendental, e normalmente, quando se encontram é movido por uma forte paixão e por vezes, um compromisso cármico que traz consigo fortes heranças de desajustes provocadas pela incompreensão e falta de tolerância ocorrida em mais de uma encarnação. Os mentores então, juntam-nos, principalmente em nossa Doutrina, na esperança que a doutrina e seus conhecimentos iniciáticos e evangélicos possam resolver essas situações transcendentais intrincadas e fazendo com que o perdão possa ser abastecido, impulsionado pelos bônus adquiridos em nossos rituais e assim essas dividas possam ser acertadas.
As oportunidades na concessão desses perdões na Doutrina são muitas. Por sermos uma Doutrina espiritualista, é normal que aconteçam durante os rituais de Angical , porém nesse momento os laços transcendentais ,quando o momento é propicio e há realmente uma renovação interior do médium devedor, seja ele Apará ou Doutrinador, os Mentores conduzem o sofredor a aquele ritual , auxiliado pelo local iniciático, os bônus adquiridos e a vontade real dessa libertação , o perdão é concedido e alcançado tanto pelo devedor, quanto pelo cobrador e aquele espírito volta para sua caminhada espiritual retomando sua condição de espírito em busca de Deus!
Gilmar
Adjunto Adelano
Postado por Cristiano Patricio


RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE


RELIGIÃO - Deriva do termo latino "Re-Ligare", que significa "religação" com o divino. Essa definição engloba necessariamente qualquer forma de aspecto místico e religioso, abrangendo seitas, mitologias e quaisquer outras doutrinas ou formas de pensamento que tenham como característica fundamental um conteúdo Metafísico, ou seja, de além do mundo físico.
RELIGIOSIDADE - Reunião das virtudes religiosas; preceitos éticos de caráter religioso.

AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS
De posse dos conceitos, vejamos as principais diferenças em termos reais e práticos.
Na Religião, o indivíduo vai à Igreja, frequenta Cultos, participa dos Rituais na condição de frequentador ou líder. Ao voltar para sua casa, esse mesmo indivíduo, dentro do seu mundo cármico e de reajustes ele pode ser um fofoqueiro; pode ser um invejoso; pode ser um estelionatário, ou qualquer outra personalidade distorcida que ele achar certo em suas convicções equivocadas. Nessas horas ele nunca pensa em termos religiosos e nem divinos, ele é puramente um ser humano horizontal, totalmente personalista e distante de sua individualidade, portanto, distante de Deus. Ele pensa que o simples ato de ir à uma Igreja ou Templo o coloca na condição de um "religioso".
Dentro do conceito da Religiosidade, as coisas tomam um outro rumo. O indivíduo não é apenas um frequentador de uma Igreja em suas aspirações religiosas, mas ele tem a consciência ininterrupta de que deve a todo instante, em qualquer lugar, ser um praticante das virtudes religiosas baseadas nas leis do amor, da moral e da justiça. Portanto, religioso é aquele que pratica os valores da Religiosidade dentro ou fora da Religião.
Na Religião, muitas das vezes se defende uma ideologia ou um dogma, enquanto que a Religiosidade enxerga o todo baseando-se em uma filosofia universal. A Religião divide, a Religiosidade agrega valores sem dividir - reconhece todos como filhos de Deus sem querer instigá-los à uma ou outra posição religiosa.
Na Religiosidade há o respeito e não o fanatismo; respeito que leva ao equilíbrio, à harmonia, à serenidade e à uma boa convivência social.
Vivamos, portanto, a Religiosidade dentro e fora da Religião. Assim, com certeza seremos mais felizes e ficaremos em paz com o Criador.
"A guerra das religiões assemelha-se à luta de dois homens por uma mulher à quem nenhum dos dois dá a menor importância."
Lord Halifax.
Postado por EDSON RODRIGUES


EVANGELIZAÇÃO

Na sociedade moderna somos envolvidos por um conjunto de conforto e materialismo que, na maioria dos casos, nos posiciona em uma situação de ignorância altamente prejudicial à nossa marcha evolutiva. Destacamos, como as principais:
a) ignoramos Deus, por não nos dedicarmos a entender nossa existência nem as leis que nos regem neste Universo;
b) ignoramos nós mesmos, por não nos aprofundarmos no exame das questões existenciais, de quem somos, de onde viemos, o que devemos fazer e para onde vamos;
c) ignoramos nosso próximo, por não sabermos nossas implicações cármicas e transcendentais com aqueles que são colocados ao nosso lado;
d) ignoramos os elevados sentimentos sociais da coletividade, não exercendo nossa cidadania e não sabendo formar uma razoável escala de valores; e
e) ignoramos nossa mediunidade, não a desenvolvendo ou não a direcionando positivamente.
Como solução para essa situação de ignorantes, temos a Evangelização, que nos mostra o caminho da Nova Estrada.
Nossa Doutrina é uma Escola de Jesus, do Cristo Caminheiro, vivo e ativo, nos ensinando a agir com Amor, Tolerância e Humildade. Estas as três colunas que nos sustentam, nos ensinam e nos aperfeiçoam, bases primordiais do nosso templo interior.
Quando aceitamos Jesus em nosso ser, no íntimo de nosso coração, por tudo que nos foi revelado pelos Evangelhos e pela nossa vivência espiritual, e passamos a viver de acordo com Ele, podemos dizer que fomos evangelizados e teremos, então, uma bela jornada para percorrer.
Mas, não podemos ser egoístas, guardar Jesus só para nós mesmos. É preciso levar Jesus ao coração de outros irmãos, isto é, fazer a evangelização de forma intensa e ininterrupta, para que os fortes alicerces se formem para serem erigidos novos templos interiores.
Evangelizar é apresentar Jesus, o Caminheiro, de forma viva, fascinante, bonita e testemunhal, de modo a fazer nascer, em quem nos ouve, a vontade de conhecer melhor Jesus! Faz-se necessário apresentar Jesus e Suas obras de forma simples e emocionante, para que possam os nossos irmãos sentirem a grandeza de que se reveste a missão de Jesus na Terra, sentindo Seus passos e Suas palavras tão plenos de uma Amor radiante, de forma que sinta, cada um, o imenso Amor de Jesus e, assim, passe a amá-lo também.

Evangelizar é fazer Jesus acontecer na vida de outro irmão, provocar esse encontro de tal forma que se torne um acontecimento marcante para aquele espírito, modificando-lhe a vivência, pelo novo sentido que terão seus pensamentos, seus atos e suas reações, suas palavras e suas atitudes.
Paulo de Tarso, grande perseguidor dos cristãos, teve sua evangelização na estrada de Damasco, quando se encontrou com Jesus e obteve a graça da Sua revelação, tornando-se um dos maiores evangelizadores da nossa história. Na sua I Carta aos Coríntios (IX, 16 a 18), escreveu:
“Porquanto, se prego o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois esta obrigação me é imposta. E ai de mim se não evangelizar! Pelo que, se o faço de boa vontade, terei o prêmio. E se por força, é porque o ofício de despenseiro me foi confiado. Qual é, portanto, a minha recompensa? Que pregando o Evangelho, anuncie gratuitamente o Evangelho, para não abusar do meu direito no Evangelho.”
Segundo João (X, 9), Jesus disse:
“Eu sou a porta!” referindo-se ao Reino de Deus. E essa Porta é a que todos buscamos para a Nova Estrada, para a felicidade da realização de nosso espírito.
Por isso não temos a ideia de Jesus crucificado e morto, mas sim a de Jesus, o Caminheiro, ressuscitado e vivo, nos amando e amparando, acolhido com todo nosso amor, em nosso coração.
Pode um pessoa ter muito conhecimento dos Evangelhos, de História das Religiões, de teorias teológicas, mas não ser evangelizada, pois seus conhecimentos sobre Jesus repousam somente em seu intelecto, em sua cabeça. Para ser evangelizada, a pessoa tem que ter Jesus vivo no coração, independentemente de seu intelecto, de sua sabedoria ou de sua inteligência.
Basta ter sensibilidade e amor! O próprio Jesus foi evangelizador, como se pode ver em muitas passagens dos Evangelhos, quando ele se apresentava como o Messias, Filho de Deus, o Cristo que, conforme prometido e profetizado pelos antigos, seria o Salvador da Humanidade, e fazia grandes fenômenos para comprovar Sua origem divina.
João (III, 13 a 21) relata:
“Porque ninguém subiu aos céus senão aquele que desceu dos céus, ou seja, o Filho do Homem, que está nos céus! E assim como Moisés, no deserto, levantou a serpente (referindo-se à serpente de bronze que levava a cura àqueles que a olhassem), assim importa que seja exaltado o Filho do Homem, para que todo aquele que Nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porquanto Deus amou tanto o mundo que lhe deu seu Filho Unigênito. para que todo o que crê Nele não pereça, mas tenha a vida eterna. Nem Deus enviou Seu Filho ao mundo para julgar o mundo, mas sim para que o mundo seja salvo por Ele! Quem Nele crê, não será condenado; mas o que não crê. já está condenado, porque não crê no nome do Filho Unigênito de Deus. E esta á a causa da condenação: a Luz veio ao mundo, mas os Homens amaram mais as Trevas do que a Luz, porque eram más as suas obras. Porquanto, todo aquele que faz o mal, odeia a Luz e a ela não se chega para que não sejam arguidas suas obras. Mas aquele que pratica a Verdade chega-se à Luz, para que suas obras sejam conhecidas, porque são feitas em Deus! “
Jesus é, pois, o Evangelho vivo! E esclarecendo que aquele ainda não era o momento das grandes revelações, Jesus disse (João, XVI, 12 a 15):
“Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não podereis compreende-las agora. Quando vier o Espírito da Verdade, Ele vos há de ensinar toda a Verdade, porque não falará de si mesmo mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos há de anunciar o que há de acontecer. Ele Me há de glorificar, porque receberá do que é Meu, e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai tem é Meu. Por isso, vos disse: Receberá do que é Meu e vo-lo anunciará!”
Nossa missão evangelizadora foi imposta por Jesus quando, logo após ressuscitado, apareceu aos apóstolos e lhes disse (Marcos, XVI, 15 e 16): 
“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a todas as criaturas. O que crer e for batizado, será salvo; porém, o que não crer, será condenado!”
E temos que nos empenhar em levar Jesus aos nossos irmãos, não só no Templo, mas onde estivermos, dando o exemplo vivo da Sua presença por nossas palavras, ações e reações.
Não somente falar do Evangelho, mas viver o Evangelho, amando a todos, fazendo o bem, praticando a caridade, sentindo-se feliz com a felicidade dos outros, fazendo com que aqueles que estejam perto de nós sintam a projeção de Jesus em nosso coração.
Em Lucas (VI, 46 a 49) está este trecho do Sermão da Montanha:
“Mas por que me chamais vós: Senhor, Senhor, e não fazeis o que Eu vos digo? Todo o que vem a mim e ouve as minhas palavras e as põe em prática, eu vos mostrarei a quem é ele semelhante: é semelhante a um Homem que, para edificar sua casa, cavou profundamente e assentou os alicerces sobre a rocha; e quando veio a inundação, a torrente investiu impetuosamente contra aquela casa e não a pode mover, porque estava assentada sobre a rocha. Mas o que ouve e não pratica, é semelhante a um Homem que edifica a sua casa sobre terra movediça, na qual bateu, com violência, a corrente do rio, e logo caiu, e grande foi a ruína daquela casa.”
Só poderemos evangelizar e levar Jesus ao coração de um irmão se tivermos Jesus em nosso coração.
Hoje, no limiar de um Novo Tempo, quando os materialistas e ateus aperfeiçoam seus métodos de exploração do Homem, buscando a valorização do dinheiro e do consumo em detrimento de doutrinas cristãs, por ação de mercenários se infiltrando e liquidando religiões e doutrinas elevadoras do espírito, torna-se imperiosa nossa ação como evangelizadores, mas não de forma impertinente ou fanática, e sim simples e sistemática, com amor e dedicação, exercendo-a o mais possível, em contatos individuais, em grupos, em aulas e em reuniões, e estimulando a evangelização do lar, para dar melhores condições aos espíritos reunidos em famílias, por seus laços cármicos, a enfrentarem seus reajustes e suas cobranças.
Postado por EDSON RODRIGUES

Aula de Evangelização

Salve Deus!
Uma carta de Tia Neiva diz: “... a vaguear na amplidão circunstancial desta Doutrina.” Esta frase é importante em nossos contatos, nestas informações sobre evangelização, pelas circunstâncias e atitudes das coisas. Se quisermos entender a nós mesmos, se quisermos entender esta Doutrina, temos que nos colocar mentalmente nas circunstâncias que rodearam o Mestre Jesus. Não esqueçamos o fato fundamental de que, enquanto Ele não fez sua aparição pública, Ele estava interligando todos os pontos do Sistema. No mundo anterior a Jesus – talvez dois milênios – toda uma civilização, aqui nas Américas, lá no Oriente Médio, na Índia, no Tibete e em outras regiões do mundo, tudo estava acontecendo de terrível e problemas estavam se acumulando, da mesma forma como está ocorrendo atualmente.
Hoje, o fator básico humano, fundamental, determina, pelo mecanismo natural, o fator religioso que já entrou em fase de abstração. Os homens falam da doutrina de Deus, mas de maneira totalmente abstraída. Da mesma forma, predomina em certas regiões o formalismo religioso, em detrimento de seu sentido mais profundo, que é a religiosidade natural. O mecanismo sempre foi o mesmo: o espírito vem para a Terra e prepara o seu retorno. Seria absurdo pensar que Deus Pai Todo Poderoso houvesse criado o mundo e não houvesse criado os mecanismos para cada geração, para cada milênio. Todo o mecanismo do Sistema Crístico está no interior do Homem, porque sua religiosidade acontece naturalmente. Em todos os quadrantes do planeta, todos os seres humanos dispõem do mesmo mecanismo: nascem, crescem, reproduzem e, quando se completam, começam a se preparar, conscientemente, para sua partida de volta. Assim, cria-se o culto, a reverência a Deus, exteriorizada em termos de individualidade.
Os índios, por exemplo, adoram o Sol e a Lua. Os fatores Sol e Lua estavam previstos nas antigas religiões, há milhares de anos. Periodicamente, o excesso de formalismo fazia cair no dogmatismo, isto é, o indivíduo abandonado, no impulso natural de encontrar dentro de si a divindade, põe em prática as coisas que lhe são ensinadas por fora. Este fenômeno cíclico se repete, periodicamente, e estava acontecendo, também, no tempo de Jesus. Os homens haviam abandonado a percepção interior e buscavam os mecanismos das coisas exteriorizadas nos livros dos sistemas de cultos, dos templos, etc.
Se nossa assistência doutrinária não fosse ininterrupta, poderíamos cair, também, no mesmo formalismo, e isto acontece quando o médium se afasta do seu trabalho de elaboração interna, do seu interior, se afasta da observação dos fatos que ocorrem consigo mesmo. Ele fica só no exterior, desligado, e quando chega a hora da cobrança cármica, ele está despreparado e desguarnecido. Segundo o próprio Jesus, isto ocorre com o Homem que construiu sua casa em terreno arenoso. Quem constrói em terreno firme, tem sua casa segura. As coisas seguras só podem ser obtidas na elaboração individualizada, isto é, ninguém pode lhe dar segurança. Você terá de obtê-la no raciocínio interior, próprio, na percepção interiorizada. Aí, sim, estaremos fazendo religião.
Resultado de imagem para seitas religiosasJesus começou desbastando toda aquela camada pesadíssima, onde os homens não perderam o instinto normal de religiosidade, não perderam o impulso natural de derivação. Eles perderam a percepção e começaram a se agarrar ao exterior, ficando dominados pelo orgulho e procurando fazer de Deus a sua imagem e semelhança. Os homens começaram, então, a pensar de acordo com seus interesses e suas imaginações, e até criaram uma suposta legislação vinda de Deus, que determinava as maneiras de proceder. Este é o mesmo mundo que estamos vivendo hoje, mundo em que viveram, naquele tempo, os homens do Oriente Médio. A falta de funcionamento do organismo mediúnico atrofia os impulsos do Homem, e ele vai vivendo ao sabor das circunstâncias, agarrando-se às idéias que lhe são fornecidas, porque perdeu sua capacidade de elaboração própria.
Surgem, aí, as seitas, como esta do Reverendo Moon, que é um exemplo dos mais fantásticos e terríveis. A mente humana chega à alienação total. O Homem abriu mão de seu poder decisivo, de seu poder de livre arbítrio.
Cada vez mais ele se transforma em massa. Seus mecanismos de comunicação, neste plano, se atrofiam, e ele começa a viver um Deus falso e uma nuvem negra cobre o planeta, não deixando passar mais nem a voz. O nêutron se satura de tal maneira que fica quase impossível transpô-lo.
Jesus, quando chegou, iniciou a primeira fase do trabalho da preparação, e tudo o que aconteceu, a partir daí, foi feito no silêncio do recolhimento dos grandes espíritos missionários, que tinham suas sedes, seus lugares e sua triangulação de forças, como temos aqui, em nosso Templo. Nossas três elipses formam uma triangulação de forças. Isto significa estabelecer um sistema que irradia para todos os quadrantes, para todos os lugares, do centro para a periferia. A triangulação de forças tornou possível a transferência de espíritos. É preciso que, para se entender bem as coisas, se mantenha a mente ligada nesta ponte que estamos formando entre o que estamos fazendo aqui e o que foi feito no tempo de Jesus. Ele preparou tudo, organizou o Sistema e, depois, quando tudo estava preparado, iniciou o ensinamento público, dando exemplo público.
Os Grandes Mestres tibetanos trabalhavam diretamente com os Apóstolos, no Oriente Médio. Eles tinham a capacidade da percepção e da emissão. Muito pouca coisa ficou registrada e nós, através da Clarividente, podemos ficar sabendo destes detalhes, que estamos trazendo. A amplidão circunstancial desta Doutrina de Jesus é casual e está sendo transmitida pelos espíritos. Os Grandes Iniciados não aprendiam a Doutrina de Jesus como era ensinada, mas, sim, aprendiam o que era Jesus, o que era o Sistema. Aí a diferença entre a Filosofia Cristã e o Sistema Crístico. O Sistema Crístico é o aprendizado transmitido de mestre para discípulo, através dos tempos. Esta é a segurança da comunicação interplanos.
Estamos vivendo intensamente, hoje, situações similares às do tempo de Jesus. Quando a massa maior vai entrando no processo de alienação, da não percepção e da não individualização, este processo de integração com a mente integrada nos formalismos, nas formas preestabelecidas, surge a necessidade do carma coletivo, porque os indivíduos viram massa. Os espíritos entram em catástrofes, e são transferidos para outras escolas, conforme o tipo de atividades religiosas. Nós estamos caminhando para um destes carmas coletivos e já há quem esteja fazendo planos de sobrevivência.
Assim foi, no tempo de Jesus, quando Ele transferiu multidões de espíritos através dos canais de comunicação dos mestres preparados. O Sistema Crístico foi se impregnando na Humanidade através dos fenômenos que aqueles homens faziam. Os Iniciados de Jesus transformavam verdadeiras multidões pela iluminação dos resíduos ectoplasmáticos, das cargas magnéticas pesadas, e as pessoas começavam a sentir as suas percepções. Jesus já havia, antes, preparado aqueles espíritos, mas, durante aqueles três anos, foram as demonstrações práticas, pois, a partir daquele instante, Ele apareceu publicamente e começou a pregação, a demonstração prática e mediúnica de execução dos trabalhos.
Todos os supostos milagres de Jesus não eram mais do que técnicas, que eram ensinadas e que Ele demonstrava para os discípulos como fazer. Aquela região foi escolhida porque ali havia uma amostragem da Humanidade daquele tempo. As coisas que hoje estamos aprendendo foram ensinadas por Jesus àqueles, naquele tempo, para que as transmitissem à frente, dando alicerces ao Sistema Crístico. Estas coisas não estão escritas, porque os segredos iniciáticos só são transmitidos de mestre para discípulos, verbalmente. Através da percepção mediúnica estes ensinamentos são transmitidos e recebidos até hoje.
Nossa grande dificuldade, hoje, não está no perdão que a Doutrina possa nos dar, mas sim na nossa capacidade de perdoar a nós mesmos. As coisas só são erradas quando nos atingem pessoalmente. Para aprendermos a nos perdoar, temos que ser humildes, e seguir Jesus. Toda esta filosofia que existe entre nós é o Sistema Crístico em funcionamento. É a nossa vibração própria que irá estabelecer os campos magnéticos. Uma sensação de culpa pode levar muito mais ao desespero e ao fracasso do que qualquer agressividade que possamos ter.
A religião, no sentido restrito da palavra, é aquele desenvolvimento que nós aqui fazemos como mestres e que se refere ao nosso Sol Interior. Nosso Sol Interior é alimentado com as coisas que são tão vivas como no tempo de Jesus. Nós vivemos o Cristo Redivivo, como diz nossa Mãe Clarividente. É assim, porque temos Iniciação, consagrações, ligações com os nossos Cavaleiros, nossos Ministros, nossas Princesas, etc.
Quando ligamos nosso espírito, colocamos nossa mente na condição de percepção das coisas que dominam o nosso espírito. Saímos da personalidade e ingressamos na individualidade e, através dessa vivência, vamos alimentando nosso Sol Interior.
Salve Deus!
Trino Tumuchy, Mestre Mario Sassi

Compreender e Auxiliar

Quando olhamos para dentro de nós mesmos podemos ver o quanto é difícil mudar certos hábitos e até pensamentos para nossa verdadeira evolução. Vemos também que certas atitudes parecem impossíveis de serem mudadas e preferimos justificá-las, com uma pretensa desculpa de justiça, ou necessidade de agir para o sustento material.
Quantas vezes vislumbramos as consequências de nossos atos, e palavras infelizes, e mesmo assim fazemos pela intolerância ou pela insana justificativa, acabando conscientemente mergulhando em algo que nos trará sofrimentos futuros em troca de uma pequena estabilidade presente.
Muitos jaguares, aos nossos olhos físicos, parecem afastados do que chamamos de “verdadeiro caminho” e condenamos suas ações e palavras, mesmo sabendo que nada enxergamos do que se opera espiritualmente.
Escolhemos condenar ao invés de auxiliar, de unir, respeitando o pensamento e as decisões de cada um. Cada um responde pelo que é seu, pelo que faz. Nosso dever é respeitar e ter ser uma palavra amiga de união, que quebre as barreiras impostas no físico, e eleve-se ao ideal espiritual que nos une.
Muitos de nós erramos pela pressão das necessidades de ordem material. Cedemos às tentações que parecem irresistíveis. Mergulhamos em sentimentos de auto-piedade alegando a dor familiar. Ou ainda nos enredamos em problemas cada vez mais insolúveis e realmente não encontramos forças naquele momento para resistir e vencer o orgulho.
Temos que compreender o quê é abrir o coração aos que sofrem. Não importa se seu sofrimento é proveniente de suas próprias falhas, e assim é sempre! Importa apenas a atitude de caridade, de amor e fraternidade.
Não será posando de donos da verdade, de senhores da justiça, ou colocando-se em um patamar superior, onde se afirma que “ali eu não errei”, que vamos ajudar alguém.
Caridade não é perguntar por quê. Apenas ajudar! Recordo sempre uma passagem que vivi ainda no Templo Mãe, onde estava na rua quando um jovem, filho de médiuns, com uns 18 anos, se aproximou para pedir dinheiro para comprar pão. Estava no meio da rua conversando com um Arcano veterano que havia encontrado na padaria. Eu não tinha o hábito de dar “esmolas”, e ao ver as condições claramente alcoolizadas do jovem, imediatamente disse que não daria dinheiro para ele sair bebendo mais. Ele saiu xingando e senti o impulso de confirmar minha atitude com o Mestre. Ele me disse: se você quer e pode dar, dê! Não importa o que ele vai fazer. Dê o dinheiro e uma palavra amiga se possível, mas não condene, não julgue! Sua parte é a caridade, acreditar que ele pede porque precisa, se ele vai comprar pão ou bebida é o livre arbítrio dele. Caso consiga inspirar nele alguma coisa boa, seus mentores estarão lhe ajudando para isso.
Ouvindo isso, lembrei de quando cheguei ao Vale e extremamente envergonhado fui pedir um prato de comida pela primeira vez na vida. Se aquele Mestre que dividiu seu almoço comigo tivesse negado, eu estaria disposto a me matar e sequer teria recebido tudo que recebi naquele bendito dia!
Nunca mais julguei quem me pede alguma coisa. Se posso dou, se não posso, nunca deixo a pessoa se afastar sem uma palavra amiga ou um sorriso de esperança.
O remédio para todas as dores é o AMOR! Que atua de forma homeopática, gota a gota, e cada gota vem de um espírito que semeia a Luz.
O remédio destinado à recuperação do corpo é o símbolo do amor com que nos será possível reajustar a harmonia da alma doente.
Aos nossos irmãos ofertemos sempre a humildade e a compreensão, sem julgamentos. Apenas uma gota de Amor e Luz e nossas Entidades farão sua parte com aquela energia depositada em favor.
Em nossa jornada, muitas vezes escapamos “por um fio” e temos o desplante de dizer que “tivemos sorte”. Somos poupados do pior, a custa de lágrimas em certas situações. Então porque exigir que seja diferente com nossos irmãos?
Encontrando aqueles que nos são enviados, ou mesmo confiados, vamos agir com a máxima do Evangelho do Divino Mestre, traduzida por nosso querido Pai Seta Branca por AMOR, HUMILDADE  e TOLERÂNCIA. Ajudando sempre a erguer e jamais nos tornando mais um peso daquela cobrança. Não importa o quê levou o irmão a sucumbir, ou o conduziu àquela situação. É óbvio que a resposta esta sempre em suas atitudes! Assim como o quê também afasta nós mesmos dos caminhos da felicidade.
Publicada por Cristiano Patricio
Etiquetas: Exilio do Jaguar , Kazagrande






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