quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

A VIRGEM DE GUADALUPE

   


   



  Fé e Ciência
 A Virgem de Guadalupe:
 desafio à ciência moderna

Para o ateu moderno, acostumado a dar valor só ao que julga provado pela ciência, o milagre de Guadalupe, no México, é no mínimo constrangedor. Pois a ciência prova que houve milagre!
Valdis Grinsteins

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O MISTÉRIO DO MANTO DA VIRGEM DE GUADALUPE

Uma pessoa não totalmente ateia, mas profundamente contaminada pelo pensamento moderno, dizia-me que aquilo que não é provado cientificamente não existe. Mas — típica contradição da alma humana — não queria falar do Santo Sudário de Turim, pois as descobertas científicas sobre ele a abalavam; e se fosse obrigada a olhar o assunto de frente, teria de negar o valor da ciência ou... converter-se.

Vejamos o problema do ponto de vista desses amantes indiscriminados da ciência. Para eles, tudo aquilo que não se demonstra em laboratório entra para o domínio da fantasia. Ciências, com C maiúsculo, são para eles a Física, a Química, a Biologia, etc. Já a História lhes parece suspeita, pois é irrepetível e muito subjetiva, ao depender de testemunhas. Muito mais ainda se for história eclesiástica, e o auge do suspeito lhes parecem as histórias dos milagres. São como o Apóstolo São Tomé, que precisou ver para crer. Para esse tipo de almas incrédulas, que havia até entre os Apóstolos, Nosso Senhor realiza certo tipo de milagres, de forma que não possam alegar a falta de provas. E uma dessas provas é a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, no México.
Breve resumo da história


A aparição da Virgem de Guadalupe aconteceu em 9 de Dezembro de 1531, nas proximidades da Cidade do México, a então capital do portentoso e deslumbrante Império Asteca. A Virgem apareceu ao humilde índio Quauhtlatoatzin  que havia sido batizado com o nome de Juan Diego  e pediu-lhe que dissesse ao Bispo da cidade para construir uma igreja em sua honra no morro de Tepeyac.
 Juan Diego transmitiu o pedido, e o bispo exigiu alguma prova de que efetivamente a Virgem aparecera. Recebendo de Juan Diego o pedido, Nossa Senhora fez crescer flores numa colina semi-desértica em pleno inverno, as quais Juan Diego devia levar ao bispo. Este o fez no dia 12 de dezembro, acondicionando-as no seu manto. Ao abri-lo diante do bispo e de várias outras pessoas, verificaram admirados que a imagem de Nossa Senhora estava estampada no manto. O Bispo ordenou então que fosse construído o Templo dedicado a Virgem de Guadalupe, exatamente no Morro de Tepeyac, lugar onde ocorreram as aparições.
Muito resumidamente, esta é a história, que foi registrada em documento escrito. Se ficasse só nisso, facilmente poderiam os céticos dizer que é só história, nada há de científico.
Os problemas para eles começam com o fato de ter-se conservado o manto de Juan Diego, no qual está impressa até hoje a imagem. Esse tipo de manto, conhecido no México como tilma, é feito de tecido grosseiro, e deveria ter-se desfeito há muito tempo. No século XVIII, pessoas piedosas decidiram fazer uma cópia da imagem, a mais fidedigna possível. Teceram uma tilma idêntica, com as mesmas fibras de maguey da original. Apesar de todo o cuidado, a tilma se desfez em quinze anos. O manto de Guadalupe tem hoje 475 anos, portanto nada deveria restar dele.
Uma vez que o manto (ou tilma) existe, é possível estudá-lo a fim de definir, por exemplo, o método usado para se imprimir nele a imagem. Comecemos pela pintura. Em 1936, o bispo da cidade do México pediu ao Dr. Richard Kuhn que analisasse três fibras do manto, para descobrir qual o material utilizado na pintura. Para surpresa de todos, o cientista constatou que as tintas não têm origem vegetal, nem mineral, nem animal, nem de algum dos 111 elementos conhecidos. “Erro do cientista”poderia objetar algum cético. Difícil, respondemos nós, pois o Dr. Kuhn foi prêmio Nobel de Química em 1938. Além do mais, ele não era católico, mas de origem judia, o que exclui parti-pris religioso.
No dia 7 de maio de 1979 o prof. Phillip Serna Callahan, biofísico da Universidade da Flórida, junto com especialistas da NASA, analisou a imagem. Desejavam verificar se a imagem é uma fotografia. Resultou que não é fotografia, pois não há impressão no tecido. Eles fizeram mais de 40 fotografias infravermelhas para verificar como é a pintura. E constataram que a imagem não está colada ao manto, mas se encontra 3 décimos de milímetro distante da tilma. Para os céticos, outra complicação: verificaram que, ao aproximar os olhos a menos de 10 cm da tilma, não se vê a imagem ou as cores dela, mas só as fibras do manto.
Convém ter em conta que ao longo dos tempos foram pintadas no manto outras figuras. Estas vão se transformando em manchas ou desaparecem. No caso delas, o material e as técnicas utilizadas são fáceis de determinar, o que não acontece com a imagem de Nossa Senhora.

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Na manhã do dia da aparição, 9 de Dezembro de 1531, ocorreu um Solstício de Inverno, símbolo cósmico da ressurreição do Sol, do retorno da vida. Neste Solstício a Terra começa a se aproximar novamente do Sol e, no hemisfério norte, o inverno começa a perder sua força e a luz solar chega ao planeta com maior intensidade. Para muitas culturas ao redor do mundo esta data é de maior importância, e o mesmo não era diferente para as culturas das Américas.
Estão gravadas no manto as estrelas mais brilhantes das principais constelações visíveis desde o Vale de Anáhuac naquela madrugada de 9 de Dezembro de 1531. As estrelas estão agrupadas de forma impressionante, retratando com exatidão as constelações que testemunham a maravilha do acontecimento.
As informações foram retiradas do livro: “La Virgen de Guadalupe y Las Estrellas”, de Juan Homero Hernández Illescas, Mario Rojas e Enrique Salazar, publicado pelo Centro de Estudos Guadalupanos.Também impressionante é a descoberta do doutor Juan Homero Hernández Illescas, que comprovou que no manto da Virgem de Guadalupe ficou reproduzido o mapa do céu no exato momento em que ocorreu a aparição, ou seja, na manhã do Solstício de Inverno de 1531.
No manto, ao lado esquerdo da Virgem (à direita de quem a vê de frente) estão impressas as constelações do Sul:
Quatro estrelas que fazem parte da Constelação de Ophiucus. Abaixo se observa Libra e à direita, o que parece ser a ponta de uma flecha, correspondente ao início de Scorpius. Ao meio estão assinaladas duas estrelas da constelação de Lupus e ao extremo de Hydra. Abaixo se evidencia Crux, e à sua esquerda aparece o quadrado ligeiramente inclinado da constelação de Centaurus. Na parte inferior, solitária, resplandesce Sirius. No manto, ao lado direito da Virgem encontram-se as constelações do Norte:
No ombro, um fragmento das estrelas da constelação de Bootes; abaixo e à esquerda vem a constelação da Ursa Maior. Ao seu redor estão, à direita acima, os cabelos de Coma Berenices, à direita abaixo, Canes Venatici,   e esquerda Thuban, que é a estrela mais brilhante da constelação de Draco. Abaixo de duas estrelas que formam a Ursa Maior, é possível ver outro par de estrelas da constelação de Auriga e ao oeste, abaixo, três estrelas de Taurus. Outras constatações aumentam ainda mais a relevância do Manto da Virgem de Guadalupe.
Quando se mede a temperatura da fibra de maguey utilizada para confeccionar o manto, constata-se que ela mantém uma temperatura constante de 36.6 graus, a mesma do corpo de uma pessoa viva.
Um dos médicos que analisou o manto colocou seu estetoscópio sobre a imagem do ventre da Virgem e encontrou batimentos que se repetem ritmicamente a 115 pulsações por minuto, igual a de um bebê no ventre materno.
O engenheiro José Aste Tonsman, do Centro de Estudos Guadalupanos do México, graduado em engenharia de sistemas ambientais pela Universidade de Cornell, estudou durante mais de vinte anos a imagem da Virgem, e divulgou os resultados de duas investigações em uma conferência, onde afirma que a fibra de maguey que constitui o manto não permanece consistente, em condições normais, por mais de 20 ou 30 anos. Contudo, depois de mais de 4 séculos a imagem de Maria permanece intacta, mesmo depois de ter permanecido mais de um século sobre uma parede úmida, entre a fumaça de milhares de velas, e manuseada por uma multidão de índios.
Em sua conferência, o doutor Aste afirmou que a imagem da Virgem não foi pintada por mãos humanas, já que não foram descobertos traços de tinta no manto. Quando aproximamos a vista a uns 10 centímetros da imagem, é apenas possível enxergar as fibras cruas de maguey. A esta distância as cores desaparecem. Uma emissão de raio laser foi lançada verticalmente sobre o manto e assim se detectou que a coloração não está nem na parte frontal e nem no verso. As cores parecem flutuar sobre as fibras a uma distância de três décimos de milímetro, sem tocá-lo.
Em 1979 os norte-americanos Philip Callahan e Jody B. Smith estudaram a imagem com raios infravermelhos e foram surpreendidos pela ausência de vestígios de pintura.
Callahan e Smith mostraram ademais que a imagem muda ligeiramente de cor segundo o ângulo de visão, um fenômeno conhecido como iridescência, uma técnica que não pode ser reproduzida com mãos humanas.
Aste Tosman recorda que Richard Jun, prêmio Nobel de Química, através de análises químicas, constatou que a imagem não possui corantes naturais, nem animais, nem muito menos minerais. Já que na época não existiam corantes sintéticos, a origem da imagem é inexplicável.
Por diversas vezes, ao longo dos séculos, foram pintadas figuras sobre o manto, que com o tempo desaparecem por completo, permanecendo apenas o desenho original, com suas cores vivas.
Estudos oftalmológicos realizados nos olhos de Maria detectaram que, ao serem aproximados de um foco de luz, a pupila se contrai, e ao ser retirado este foco de luz retirar la luz, torna a pupila a dilatar, tal como ocorre com um olho vivo. Seus olhos também apresentam refrações de imagem típicas de um olho humano.
engenheiro Aste também investigou o enigma dos olhos da Virgem. O reflexo emitido pelos olhos da Virgem de Guadalupe é exatamanete a cena na qual Juan Diego mostrava ao Bispo Juan de Zumárraga e aos presentes o manto com a misteriosa imagem, em 9 de Dezembro de 1531.
Seus estudos a respeito dos olhos da Virgem começaram em 1979. O pesquisador aumentou as íris dos olhos da Virgem até alcançar uma escala 2.500 vezes superior ao tamanho real e, através de procedimentos matemáticos e ópticos, conseguiu identificar doze pessoas impressas nos olhos.
Nestes mesmos olhos estão refletidas as testemunhas do milagre de Guadalupe, do momento em que Juan Diego mostrava o manto ao Bispo. Os olhos da Virgem contêm o reflexo que teria ficado impresso nos olhos de qualquer pessoa nesta posição.

Os olhos da imagem


Talvez o que mais intriga os cientistas sobre o manto de Nossa Senhora de Guadalupe são os olhos dela. Com efeito, desde que em 1929 o fotógrafo Alfonso Marcué Gonzalez descobriu uma figura minúscula no olho direito, não cessam de aparecer as surpresas. Devemos primeiro ter em vista que os olhos da imagem são muito pequenos, e as pupilas deles, naturalmente ainda menores. Nessa superfície de apenas 8 milímetros de diâmetro aparecem nada menos de 13 figuras! O cientista José Aste Tonsmann, engenheiro de sistemas da Universidade de Cornell e especialista da IBM no processamento digital de imagens, dá três motivos pelos quais essas imagens não podem ser obra humana:
• Primeiro, porque elas não são visíveis para o olho humano, salvo a figura maior, de um espanhol. Ninguém poderia pintar silhuetas tão pequenas;
• Em segundo lugar, não se consegue averiguar quais materiais foram utilizados para formar as figuras. Toda a imagem da Virgem não está pintada, e ninguém sabe como foi estampada no manto de Juan Diego;
• Em terceiro lugar, as treze figuras se repetem nos dois olhos. E o tamanho de cada uma delas depende da distância do personagem em relação ao olho esquerdo ou direito da Virgem.
Esse engenheiro ficou seriamente comovido ao descobrir que, assim como os olhos da Virgem refletem as pessoas diante dela, os olhos de uma das figuras refletidas, a do bispo Zumárraga, refletem por sua vez a figura do índio Juan Diego abrindo sua tilma e mostrando a imagem da Virgem. Qual o tamanho desta imagem? Um quarto de mícron, ou seja, um milímetro dividido em quatro milhões de vezes. Quem poderia pintar uma figura de tamanho tão microscópico? Mais ainda, no século XVI...

O Mistério nos olhos de Nossa Senhora
De acordo com vários cientistas que analisaram a imagem, podemos ver refletidos em Seus olhos, em ambos e numa precisa localização da mesma forma como refletido por um olho humano vivo, várias figuras que tem sido extensivamente analisadas e parecem corresponder à forma e tamanho de figura humana localizada na frente da imagem.
Em 1929, Alfonso Marcue, o qual foi fotógrafo oficial da antiga Basílica de Guadalupe na Cidade do México, achou que se parecia claramente com a imagem de um homem de barba refletido no olho direito da Virgem. Primeiramente ele não acreditou o que estava diante de seus olhos. Como poderia ser? Um homem de barba dentro dos olhos da Virgem? Depois de várias análises de sua fotografia em preto e branco, ele não tinha dúvidas e decidiu informar as autoridades da Basílica. Ele foi orientado para manter completo silêncio a respeito do descobrimento.
Mais de 20 anos depois, em 29 de maio de 1951, Jose Carlos Salinas Chavez, examinou uma boa fotografia da face, redescobriu a imagem de que aparece claramente ser um homem de barba refletido no olho direito da Virgem, e o localizou no olho esquerdo também.
Desde então, várias pessoas tiveram a oportunidade de analisar mais de perto os olhos da Virgem na tilma, incluindo mais de 20 médicos, oftalmologistas.
Pela primeira vez, em 27 de março de 1956, foi o Dr. Javier Torroella Bueno, MDS, um respeitado oftalmologista. O primeiro relatório nos olhos da imagem emitido por um médico, ele certifica a presença de uma tripla reflexão (Samson-Purkinje efeito), característica de todo olho humano vivo e situa que no resultado, as imagens estão localizadas exatamente onde elas deveriam estar de acordo com tal efeito, e também que a distorção das imagens combina com a curvatura da córnea.
No mesmo ano outro oftalmologista, Dr. Rafael Torrija Lavoignet, examinou os olhos da imagem com um oftalmoscópio em grande detalhe. Ele observou a aparente figura humana nas córneas nos dois olhos, com a localização e distorção de um olho humano normal e, especialmente, notou uma singular aparência dos olhos: eles parecem estranhamente vivos quando examinados.



Vários outros exames dos olhos da imagem na tilma foram feitos por oftalmologistas depois dessas primeiras. Com mais ou menos detalhes todos concordam com as conclusões desses médicos mencionados acima.
Mas um novo e fascinante tipo de análise dos olhos começou em 1979, quando o Dr. Jose Aste Tonsmann, Ph D, graduado pela Universidade Cornell, trabalhando para IBM em processamento digital de imagens, ao digitalizar em um scanner de altíssima resolução, uma ótima fotografia da face da Virgem, tomada diretamente da tilma original. Depois de filtrar e processar as imagens digitalizadas dos olhos para eliminar os "ruídos" e acentuá-las, fez algumas surpreendentes descobertas: não só era claramente visível em ambos os olhos o "busto humano", mas outras figuras humanas eram também visíveis!
Dr. Aste Tonsmann publicará em alguns meses, os seus últimos estudos sobre os olhos na tilma, com completos detalhes e fotografias. Talvez um dos aspectos mais fascinantes de seu trabalho em sua opinião é de que Nossa Senhora não só nos desejava sua imagem  impressa como prova de sua aparição, mas também certas mensagens que permaneceram escondidas em seus olhos para serem reveladas quando a tecnologia permitisse descobri-las e em um tempo em que fossem mais necessárias.


Este seria o caso da imagem de uma família presente no centro dos olhos da Virgem, em momentos em que a Família se encontra precisamente ante a sérios ataques em nossos dias. A imagem de várias figuras humanas que parecem constituir uma família (incluindo várias crianças e um bebê levado nas costas por sua mãe, como se acostumava no século XVI ), aparecem no centro da pupila da Virgem, como centro de sua visão, como se pode verificar nesta excelente imagem do olho direito ressaltando a família, cedida gentilmente pelo Dr. Aste Tonsmann.

O LAUDO ESPECÍFICO DOS OLHOS DA VIRGEM MARIA


A córnea direita da imagem mede apenas 8 milímetros e ela reflete imagens, como um espelho, que somente é possível de acontecer com seres VIVOS. Portanto, Maria aparece na tilma como uma pessoa VIVA. Dentro desta córnea foram encontradas as seguintes figuras:
- Um indígena sentado com a pernas cruzadas; posição típica dos incas daquela região;
- O rosto de um ancião com características espanholas; identificado como sendo a face do Bispo. Foram comparados quadros pintados com a figura do Bispo com a imagem contida na córnea da Virgem e constataram que era realmente o bispo;
- Um outro espanhol, que, como se sabe, servia de intérprete entre o Bispo e Juan Diego;
- Uma mulher negra. Sabe-se, historicamente, que o bispo libertava os escravos e que havia uma que trabalhava na sede episcopal e que se chamava Maria;
- Uma família com seis pessoas, dentre elas, crianças. A Igreja vê neste fato uma chamada de atenção de Nossa Senhora para a importância da família, hoje em dia tão atacada;
- Um índio com a tilma abaixada (esticada) contendo a imagem. Esta figura é a de Juan Diego.

Tentativa de apagar o milagre



Assim como meu conhecido não desejava falar do Santo Sudário, outros não querem ouvir falar dessa imagem, que representa para eles problemas insolúveis. O anarquista espanhol Luciano Perez era um desses, e no dia 14 de novembro de 1921 colocou ao lado da imagem um arranjo de flores, dentro do qual havia dissimulado uma potente bomba. Ao explodir, tudo o que estava perto ficou seriamente danificado. Uma cruz metálica, que ficou dobrada, hoje se conserva no templo como testemunha do poder da bomba. Mas... a imagem da Virgem não sofreu dano algum.
E ainda ela está hoje ali, no templo construído em sua honra, assim como uma vez esteve Nosso Senhor diante do Apóstolo São Tomé e lhe ordenou colocar sua mão no costado aberto pela lança. São Tomé colocou a mão e, verificada a realidade, honestamente acreditou na Ressurreição. Terão essa mesma honestidade intelectual os incrédulos de hoje? Não sei, porque assim como não há pior cego do que o que não quer ver, não há pior ateu do que o que não deseja acreditar. Mas, como católicos, devemos rezar também por esse tipo de pessoas, pedindo a Nossa Senhora de Guadalupe que lhes dê a graça de serem honestas consigo mesmas.


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MAIS DESCOBERTAS SOBRE O
MANTO DA VIRGEM DE GUADALUPE
“Padroeira da América”

Veja o que a ciência descobriu sobre o manto da
 Virgem de Guadalupe:

1. Estudos oftalmológicos realizados nos olhos da imagem de Maria detectaram que, ao aproximar luz, a retina se contrai e ao afastá-la, ela se dilata, exatamente como ocorre em um olho vivo.
2. A temperatura da fibra de maguey, com a qual está confeccionada o ponche que usou Juan Diego, mantém uma temperatura constante de 36.6 graus, a mesma de um corpo humano vivo.
3. Um dos médicos que analisou o ponche colocou seu estetoscópio embaixo do cinto que Maria possui e escutou batidas, que em ritmos, se repetem a 115 pulsações por minuto, igual a um bebê no ventre materno.
4. Não se descobriu nenhum vestígio de pintura no tecido. Na realidade, a uma distância de 10 centímetros da imagem, só se vê o tecido de maguey crú: as cores desaparecem. Estudos científicos não conseguem descobrir a origem da coloração que forma a imagem, nem a forma que a mesma foi pintada. Não se detectou vestígios de pinceladas nem outra técnica de pintura conhecida. Os cientistas da NASA confirmaram que o material que dá origem às cores não pertence a nenhum dos elementos conhecidos na Terra.
5. Foi passado um raio lazer no sentido lateral sobre o tecido e descobriu-se que a coloração da mesma não está nem na frente e nem no verso, e sim, que as cores flutuam a uma distância de três décimos de milímetro sobre o tecido, sem tocá-lo. As cores flutuam sobre a superfície do ponche. Não é surpreendente?
6. A fibra de maguey que constitui o tecido da imagem, não dura mais que 20 ou 30 anos. Há vários séculos se pintou uma réplica da imagem em um tecido de fibra de maguey  idêntica, e a mesma se desintegrou depois de varias décadas, enquanto que, há quase 500 anos do milagre, a imagem de Maria continua tão firme como no primeiro dia. A ciência não consegue explicar porque a tela não se desintegrou.
7. No ano de 1791, derrubou-se, acidentalmente, ácido muriático no lado superior direito do tecido. Num intervalo de 30 dias, sem tratamento algum, o tecido afetado se reconstituiu milagrosamente.
8. As estrelas visíveis no Manto de Maria refletem a exata configuração e a posição em que se apresentava o céu do México, no dia em que aconteceu o milagre.
Do lado direito, do manto da Virgem, encontram-se “comprimidas” as constelações do sul: 4 estrelas que formam parte da constelação de Ofiuco (Ophiucus). Abaixo, se observa Libra e à direita, a que parece uma ponta de flecha, corresponde ao início de Escorpião (Scorpius). No meio, se assinalam duas: a constelação de Lobo (Lupus) e no extremo, a de Hidra (Hydra). Abaixo se vê a Cruz do Sul (Crux). Sem dúvida alguma, à esquerda, aparece o quadrado ligeiramente inclinado da constelação de Centauro (Centaurus).
Do lado esquerdo do manto da Virgem, vêem-se as constelações do norte:
No ombro, um fragmento das estrelas da constelação de Boyero (Bootes); abaixo, e à esquerda, a constelação Osa Mayor (Ursa Maior). Em volta e à direita, Berenice (Coma Berenices); abaixo, Lebreles (Canes Venatici), e à esquerda, Thuban, que é a estrela mais brilhante da constelação de Dragón (Draco).
Abaixo das duas estrelas, (que todavia formam parte da Ursa Maior), percebe-se outro par de estrelas da constelação de Cochero (Auriga) e à oeste, abaixo, 3 estrelas de Touro (Taurus).
Desta maneira, ficam identificadas, na sua totalidade e no seu lugar, um pouco comprimidas, as 46 estrelas mais brilhantes que rodeiam o horizonte do Vale do México.
9. No início do século XX, um homem escondeu uma bomba de alto poder entre um arranjo floral e o colocou aos pés do manto. A explosão destruiu tudo ao redor, menos o manto, que permaneceu intacto.
10. A ciência descobriu que os olhos de Maria possuem os três efeitos de refração da imagem de um olho humano.
11. Nos olhos de Maria (de apenas 7 e 8 mm) se descobriram minúsculas imagens humanas, que nenhum artista poderia pintar. São duas cenas e elas se repetem em ambos os olhos. A imagem do Bispo Zumárraga nos olhos de Maria foi aumentada com tecnologia digital, revelando que nos seus olhos está retratada a imagem do índio Juan Diego abrindo seu ponche frente ao Bispo. Sabem qual o tamanho desta imagem? Uma quarta parte de um milésimo de milímetro.
Para finalizar, vejam outros 3 fatores surpreendentes:
1. Guadalupe; significa no idioma indígena: “amassa a cabeça da serpente". É o que está em Gênesis 3,15: …“Ela (a mulher) te esmagará a cabeça (da serpente)…” é Maria, Vencedora do Mal.
2. A imagem é uma pintura tal qual detalha Apocalipse 12: “Apareceu no céu um grande sinal: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os seus pés…”
3. A Virgem tem um cinto no ventre: “está grávida”; para indicar que Deus queria que Jesus nascesse na América, no coração de cada americano. Exaltarei ao Senhor toda minha vida, cantarei ao meu Deus enquanto exista. (Sal 146,2)

UMA ESTÁTUA RÉPLICA DA IMAGEM DE GUADALUPE FOI ABENÇOADA PELO PAPA JOAO PAULO II DOIS MESES ANTES DE SUA MORTE, FOI ENVIADA COMO PADROEIRA E PEREGRINA VISITANDO OS PAÍSES DA AMERICA LATINA. NO DIA 14 DE NOVEMBRO DE 2005 ELA CHEGOU EM CORO CIDADE DA VENEZUELA. DURANTE SUA ENTRONIZAÇÃO NA IGREJA DIVERSAS FOTOGRAFIAS FORAM TIRADAS, AO OBSERVÁ-LAS, NOTOU-SE QUE A IMAGEM FITAVA DIRETAMENTE NOS OLHOS DAQUELE QUE A FOTOGRAFAVA.

IMAGEM TRANSFIGURADA IMAGEM ORIGINAL

O fato foi levado à presença do Bispo local. Ao primeiro impulso pode parecer apenas um truque fotográfico tão comum em nossos dias, estudos preliminares por especialistas nas fotografias e no local das fotos não indicaram nenhum indicio de fraude. Os fatos foram encaminhados ao Vaticano para estudos e a manifestação oficial da Igreja Católica a respeito deste acontecimento.
Nunca se esqueça das palavras que Ela disse ao índio Juan Diego:
Hijito mío, el mas pequeño: no te aflijas por nada ¿Acaso no estás en mi regazo? ¿Acaso no estoy yo aquí, que soy tu madre?
Filhinho Meu, És muito Pequenino: Não te aflijas por nada! Acaso não estás em meu colo? Acaso não estou Eu aqui, que sou tua mãe?

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Quando se mede a temperatura da fibra de maguey utilizada para confeccionar o manto, constata-se que ela mantém uma temperatura constante de 36.6 graus, a mesma do corpo de uma pessoa viva.
Um dos médicos que analizou o manto colocou seu estetoscópio sobre a imagem do ventre da Virgem e encontrou batimentos que se repetem ritmicamente a 115 pulsações por minuto, igual a de um bebê no ventre materno.
O engenheiro José Aste Tonsman, do Centro de Estudos Guadalupanos do México, graduado em engenharia de sistemas ambientais pela Universidade de Cornell, estudou durante mais de vinte anos a imagem da Virgem, e divulgou os resultados de duas investigações em uma conferência, onde afirma que a fibra de maguey que constitui o manto não permanece consistente, em condições normais, por mais de 20 ou 30 anos. Contudo, depois de mais de 4 séculos a imagem de Maria permanece intacta, mesmo depois de ter permanecido mais de um século sobre uma parede úmida, entre a fumaça de milhares de velas, e manuseada por uma multidão de índios.
Em sua conferência, o doutor Aste afirmou que a imagem da Virgem não foi pintada por mãos humanas, já que não foram descobertos traços de tinta no manto. Quando aproximamos a vista a uns 10 centímetros da imagem, é apenas possível enxergar as fibras cruas de maguey. A esta distância as cores desaparecem. Uma emissão de raio laser foi lançada verticalmente sobre o manto e assim se detectou que a coloração não está nem na parte frental e nem no verso. As cores parecem flutuar sobre as fibras a uma distância de três décimos de milímetro, sem tocá-lo.
Em 1979 os norte-americanos Philip Callahan e Jody B. Smith estudaram a imagem com raios infravermelhos e foram surpreendidos pela ausência de vestígios de pintura.
Callahan e Smith mostraram ademais que a imagem muda ligeiramente de cor segundo o ângulo de visão, um fenômeno conhecido como iridescência, uma técnica que não pode ser reproduzida com mãos humanas.
Aste Tosman recorda que Richard Jun, prêmio Nobel de Química, através de análises químicas, constatou que a imagem não possui corantes naturais, nem animais, nem muito menos minerais. Já que na época não existiam corantes sintéticos, a origem da imagem é inexplicável.
Por diversas vezes, ao longo dos séculos, foram pitadas figuras sobre o manto, que com o tempo desaparecem por completo, permanecendo apenas o desenho original, com suas cores vivas.
Estudos oftalmológicos realizados nos olhos de Maria detectaram que, ao serem aproximados de um foco de luz, a pupila se contrai, e ao ser retirado este foco de luz retirar la luz, torna a pupila a dilatar, tal como ocorre com um olho vivo. Seus olhos também apresentam refrações de imagem típicas de um olho humano.
O engenheiro Aste também investigou o enigma dos olhos da Virgem. O reflexo emitido pelos olhos da Virgem de Guadalupe é exatamente a cena na qual Juan Diego mostrava ao Bispo Juan de Zumárraga e aos presentes o manto com a misteriosa imagem, em 9 de Dezembro de 1531.
Seus estudos a respeito dos olhos da Virgem começaram em 1979. O pesquisador aumentou as íris dos olhos da Virgem até alcançar uma escala 2.500 vezes superior ao tamanho real e, através de procedimentos matemáticos e ópticos, conseguiu identificar doze pessoas impressas nos olhos.
Nestes mesmos olhos estão refletidas as testemunhas do milagre de Guadalupe, do momento em que Juan Diego mostrava o manto ao Bispo. Os olhos da Virgem contêm o reflexo que teria ficado impresso nos olhos de qualquer pessoa nesta posição.
É possível identificar um índio sentado, que olha para o alto; o perfil de um ancião, com a barba branca e a pronunciadamente calvo, exatamente como o retrato do Bispo Juan de Zumárraga feito por Miguel Cabrera  para representar o milagre; um homem mais jovem, provavelmente o intérprete Juan González; um índio com barba e bigode, que abre seu próprio manto ante o Bispo, sem dúvida Juan Diego; uma mulher de rosto escuro, uma serva negra que estava a serviço do Bispo; um homem de traços espanhóis que olha pensativo cofiando a barba com a mão.
No centro das pupilas, a uma escala muito mais reduzida, é possível ver outra cena, totalmente independente da primeira. Trata-se de uma família indígena composta por uma mulher, um homem e algumas crianças. No olho direito aparecem outras pessoas de pé atrás da mulher.
No ano de 1791 foi derramado acidentalmente ácido mutiático sobre o lado superior direito do manto. Trinta dias depois, sem nenhuma espécie de intervenção, o tecido danificado se reconstituiu. O único sinal deste acidente é uma suave descoloração no local onde foi derramado o ácido.
No dia 14 de novembro de 1921, Luciano Pérez, um anarquista espanhol, cometeu um atentado com explosivos contra o manto, destruindo tudo ao redor, inclusive uma pesada cruz de metal que havia ao redor. O manto permaneceu em perfeito estado de conservação.

As Aparições e o Milagre

Todos os escritos narrados sobre as aparições da Nossa Senhora de Guadalupe são inspirados no Nican Mopohua, ou Huei Tlamahuitzoltica, escrito em Nahuatl, a linguagem Azteca, pelo Índio erudito Antônio Valeriano em meados do século XVI.
Infelizmente o original deste trabalho não foi achado. Uma cópia foi primeiramente publicada em Nahuatl por Luis Lasso de la Vega em 1649. Isto é o que nós veremos aqui.
Segue-se aqui uma tradução para o Português:
Dez anos depois da tomada da Cidade do México, a guerra chegou ao fim e houve uma paz entre os povos. Desta maneira começou a brotar a fé, o conhecimento do Deus Verdadeiro, por quem nós vivemos. Neste tempo, no ano de mil quinhentos e trinta e um, nos primeiros dias do mês de dezembro, aconteceu que havia um pobre índio, chamado Juan Diego, inicialmente conhecido pelo nome nativo de Cuautitlan. No que diz respeito as coisas espirituais, ele pertencia ao Tlatilolco.
PRIMEIRA APARIÇÃO
Era sábado de madrugada, pouco antes do amanhecer, ele estava em seu caminho, a seguir seu culto divino e empenhado em sua tarefa. Ao chegar no topo da montanha conhecida como Tepeyacac, o dia amanhecia e ele ouviu cantos acima da montanha, assemelhando-se a cantos de vários lindos pássaros. De vez em quando, as vozes cessavam e parecia que o monte lhes respondia. O som, muito suave e deleitoso, sobrepassava do "coyoltototl" e do "tzinizcan" e de outros pássaros lindos que cantam. Juan Diego parou, olhou e disse para si mesmo: "Porventura, sou digno do que ouço? Será um sonho? Estou dormindo em pé? Onde estou? Será que estou agora em um paraiso terrestre de que os mais velhos nos falam a respeito? Ou quem sabe estou no céu?". Ele estava olhando para o oriente, acima da montanha, de onde vinha o precioso canto celestial e então de repente houve um silêncio. Então, ouviu uma voz por cima da montanha dizendo-o: "Juanito, Juan Dieguito.". Ele com coragem foi onde o estavam chamando, não teve o mínimo de medo, pelo contrário, encorajou-se e subiu a montanha para ver. Quando alcançou o topo, viu uma Senhora, que estava parada e disse-lhe para se aproximar. Em Sua presença, ele maravilhou-se pela Sua grandeza sobre-humana. Seu vestido era radiante como o sol, o penhasco onde estavam Seus pés, penetrado com o brilho, assemelhava-se a uma pulseira de pedras preciosas e a terra cintilava como o arco-íris. As "mezquites", "nopales", e outras ervas daninhas que ali estavam, pareciam como esmeraldas, sua folhagem como turquesas e seus ramos e espinhos brilhavam como ouro. Ele inclinou-se diante Dela e ouviu Sua palavra, suave e cortês, como alguém que encanta e cativa muito. Ela disse-lhe "Juanito, o mais humilde dos meus filhos, onde você está indo?" Ele respondeu: "Minha Senhora e Menina, eu tenho que chegar na Sua igreja no México, Tlatilolco, para seguir as coisas divinas, que nos dão e ensinam nossos sacerdotes, delegados de Nosso Senhor.". Ela, então disse-lhe: "Saiba e entenda, você é o mais humilde dos meus filhos, Eu, a Sempre Virgem Maria, Mãe do Deus Vivo por quem nós vivemos, do Criador de todas as coisas, Senhor do céu e da terra. Eu desejo que um templo seja construído aqui, rapidamente; então, Eu poderei mostrar todo o meu amor, compaixão, socorro e proteção, porque Eu sou vossa piedosa Mãe e de todos os habitantes desta terra e de todos os outros que me amam, invocam e confiam em mim. Ouço todos os seus lamentos e remedio todas as suas misérias, aflições e dores. E para realizar o que a minha clemência pretende, vá ao palácio do Bispo do México e lhe diga que Eu manifesto o meu grande desejo, que aqui neste lugar seja construido um templo para mim. Você dirá exatamente tudo que viu, admirou e ouviu. Tenha certeza que ficarei muito agradecida e lhe recompensarei. Porque Eu farei você muito feliz e digno da minha recompensa, por causa do esforço e fadiga que você terá, para cumprir o que Eu lhe ordeno e confio. Observe, você ouviu minha ordem, meu humilde filho, vá e coloque todo seu esforço." Neste ponto ele inclinou-se diante Dela e disse: "Minha Senhora, Eu estou indo cumprir Tua ordem, agora me despeço de Ti, Teu humilde servo". Logo desceu para cumprir sua tarefa e foi em linha reta pela estrada, até a Cidade do México.
SEGUNDA APARIÇÃO
Tendo entrado na cidade, sem perder tempo, foi direto ao palácio do Bispo, que chegara recentemente e se chamava Frei Juan de Zumarraga, um religioso Franciscano. Ao chegar, procurou vê-lo, pediu ao criado para anunciá-lo. Esperou muito tempo. Quando entrou, se ajoelhou e disse ao Bispo a mensagem da Nossa Senhora do Céu, bem como tudo que havia visto, escutado e admirado. Porém, após ouvir toda a conversa, o Bispo incrédulo disse-lhe: "Volte depois, meu filho e eu lhe ouvirei com muito prazer. Eu examinarei tudo e pensarei no motivo pelo qual você veio". Juan Diego saiu triste, porque sua mensagem não se realizou de forma alguma.
Retornou no mesmo dia. Foi diretamente ao topo da montanha, encontrou-se com a Senhora do Céu, que o esperava no mesmo lugar, onde tinha aparecido. Vendo-A, prostrou-se diante Dela e disse: "Senhora a Caçulinha de minhas filhas, minha Menina, eu fui onde você mandou para levar Sua mensagem, como me havia instruído. Ele recebeu-me benevolentemente e ouviu-me atentamente, mas quando respondeu, pareceu-me não acreditar. Ele disse: "Volte depois, meu filho e eu o ouvirei com muito prazer. Examinarei o desejo que você trouxe, da parte da Senhora". Entendo pelo seu modo de falar, que não acredita em mim e que seja invenção da minha parte, o Seu desejo de construção de um templo neste lugar para Você. E que isso não é Sua ordem. Por isso eu, encarecidamente lhe peço, Senhora e minha Criança, que instrua a alguém mais importante, bem conhecido, respeitado e estimado para que acreditem. Porque eu não sou ninguém, sou um barbantinho, uma escadinha de mão, o fim da cauda, uma folha. E você, minha Criança, a minha filhinha caçula, minha Senhora, envia-me a um lugar onde eu nunca estive! Por favor, perdoe o grande pesar e aborrecimento causado, minha Senhora e meu Tudo."
A Virgem Santíssima respondeu: "Escuta, meu filho caçula, você deve entender que eu tenho vários servos e mensageiros, aos quais Eu posso encarregar de levar a mensagem e executarem o meu desejo, mas eu quero que você mesmo o faça. Eu fervorosamente imploro, meu caçula, e com severidade Eu ordeno que volte novamente amanhã ao Bispo. Você vai em meu Nome e faça saber meu desejo: que ele inicie a construção do templo como Eu pedi. E novamente diga que Eu, pessoalmente, a Sempre Virgem Maria, Mãe de Deus Vivo, lhe ordenei."
Juan Diego respondeu: "Senhora, minha Criança, não deixe que eu lhe cause aflição. Alegremente e de bom grado eu irei cumprir Sua ordem. De nenhuma maneira irei falhar e não será penoso o caminho. Irei realizar seu desejo, mas acho que não serei ouvido, ou se fôr, não acreditarão. Amanhã ao entardecer, trarei o resultado da Sua mensagem com a resposta do Bispo. Descanse neste meio tempo.". Ele, então, foi para sua casa.
TERCEIRA APARIÇÃO
No dia seguinte, domingo, antes do amanhecer, ele deixou sua casa e foi direto ao Tlatilolco, para ser instruído em coisas divinas, e em seguida estar presente a tempo para ver o Bispo. Por volta das 10 horas, estando em cima da hora, após participar da Missa e o povo ter dispersado, ele apressadamente se foi. Pontualmente, Juan Diego foi ao palácio do Bispo. Mal chegou, ansioso já estava para tentar vê-lo. E novamente com muita dificuldade, o Bispo estava à sua frente. Ajoelhou-se diante de seus pés, entristecidamente e chorando, expôs a ordem de Nossa Senhora do Céu, e que por Deus, acreditasse em sua mensagem, de que o desejo da Imaculada de erguer um templo onde Ela queria, fosse realizado. O Bispo para assegurar-se, fez várias perguntas, onde ele A tinha visto e como Ela era. E ele descreveu perfeitamente em detalhes ao Bispo. Apesar da precisa descrição de Sua imagem, e tudo que ele tinha visto e admirado, que em tudo refletia ser a Sempre Virgem Santíssima Mãe do Salvador, Nosso Senhor Jesus Cristo, o Bispo não deu crédito e disse que somente pela sua súplica, não atenderia o seu pedido, que aliás, um sinal era necessário; só então acreditaria, ser ele enviado pela verdadeira Senhora do Céu. Após ouvir o Bispo, disse Juan Diego: "Meu senhor, escuta! Qual deve ser o sinal que o senhor quer? Para eu pedir a Senhora do Céu que me enviou aqui". O Bispo, vendo que ele ratificava tudo sem duvidar, nem retratar nada, o despediu. Imediatamente, ordenou algumas pessoas de sua casa, e de inteira confiança, para segui-lo e olhar onde ele ia, a quem ele via e falava. E assim foi feito. Juan Diego veio direto pela estrada. Aqueles que o seguiam, após cruzarem o barranco perto da ponte do Tepeyacac, perderam-no de vista. Eles procuraram por todos os lugares, mas não puderam mais vê-lo. Retornaram com muita raiva, não somente porque estavam aborrecidos, mas também por ficarem impedidos do objetivo. E o que eles informaram ao Bispo, o influenciou a não acreditar em Juan Diego. Eles lhe disseram que foi enganado. Juan Diego apenas forjou o que veio dizer, e a sua mensagem e pedido não passava simplesmente de um sonho. Eles então arquitetaram um plano, que se ele de alguma forma voltasse, eles o prenderiam e o puniriam com severidade e de tal forma que ele jamais mentiria ou enganaria novamente.
Entretanto, Juan Diego estava com a Virgem Santíssima, contando-lhe a resposta que trazia do senhor Bispo. A Senhora, após ouvir, disse-lhe: "Muito bem, meu queridinho, você retornará aqui amanhã, então levará ao Bispo o sinal por ele pedido. Com isso ele irá acreditar em você, e a este respeito, ele não mais duvidará nem desconfiará de você, e sabe, meu queridinho, Eu o recompensarei pelo seu cuidado, esforço e fadiga gastos em Meu favor. Vá agora. Espero você aqui amanhã".
QUARTA APARIÇÃO
No outro dia, segunda-feira, quando Juan Diego teria que levar um sinal pelo qual então acreditariam, ele não pode ir porque, ao chegar em casa, seu tio chamado Juan Bernardino, estava doente e em estado grave. Primeiro foi chamar um médico que o auxiliou, mas era tarde, e o estado de seu tio era muito grave. Por toda a noite seu tio pediu que, ao amanhecer, ele fosse ao Tlatilolco e chamasse um sacerdote, para prepará-lo e ouvi-lo em confissão, porque certamente sua hora havia chegado, pois não mais levantaria ou melhoraria de sua enfermidade.
Na terça-feira, antes do amanhecer, Juan Diego ia de sua casa ao Tlatilolco para chamar o sacerdote, e ao aproximar-se da estrada que liga a ladeira ao topo do Tepeyacac, em direção ao oeste onde estava acostumado a passar, disse: "Se eu seguir adiante, a Senhora estará esperando-me, e eu terei que parar e levar o sinal ao Bispo, como pressuponho. A primeira coisa que devemos fazer apressadamente, é chamar o sacerdote, porque meu pobre tio certamente o espera." Então, contornou a montanha, deu várias voltas, de forma que não poderia ser visto por Ela, que pode ver todos os lugares. Mas, ele A viu descer do topo da montanha e estava olhando na direção onde eles anteriormente se encontraram. Ela aproximou-se dele pelo outro lado da montanha e disse: "O que há, meu caçula? Onde você esta indo?" Ele estava afligido, envergonhado, ou assustado? Ele inclinou-se diante Dela e A saudou dizendo: "Minha Criança, a mais meiga de minhas filhas, senhora, Deus permita que você esteja contente. Como você está nesta manhã? Está bem de saúde? Senhora e minha Criança. Vou lhe causar um pesar. Sabe, minha Criança, um de Seus servos, está muito doente, meu tio. Ele contraiu uma peste, e está perto de morrer. Eu estou indo depressa à Sua casa no México para chamar um de Seus sacerdotes, querido pelo Nosso Senhor, para ouvir sua confissão e absolvê-lo, porque desde que nós nascemos, aguardamos o trabalho de nossa morte. De forma que, se eu for, retornarei aqui brevemente, então levarei Sua mensagem. Senhora e minha Criança, perdoe-me, seja paciente comigo. Eu não Te enganarei, minha Caçula. Amanhã eu voltarei o mais rápido possível."
Depois de ouvir toda a conversa de Juan Diego, a Santíssima Virgem respondeu: "Escuta-Me e entenda bem, meu caçula, nada deve amedrontar ou afligir você. Não deixe seu coração perturbado. Não tema esta ou qualquer outra enfermidade, ou angústia. Eu não estou aqui? Quem é sua Mãe? Você não está abaixo de minha proteção? Eu não sou sua saúde? Você não está feliz com o meu abraço? O que mais pode querer? Não tema nem se perturbe com qualquer outra coisa. Não se aflija por esta enfermidade de seu tio, por causa disso, ele não morrerá agora. Tenha certeza de que le já está curado." ( E então, seu tio foi curado, como mais tarde se soube.)
Quando Juan Diego ouviu estas palavra da Senhora do Céu, ele ficou enormemente consolado. Estava feliz. Prometeu que, quanto antes, estaria na presença do Bispo, para levar o sinal ou prova, a fim de que cresse. A Senhora do Céu ordenou que subisse ao topo da montanha, onde eles anteriormente haviam se encontrado. Ela disse-lhe: "Suba, meu caçula, ao topo da montanha; lá onde você Me viu e lhe dei a ordem, você encontrará diferentes flores. Corte-as, juntes-as, então volte aqui e traga-as em minha presença." Imediatamente Juan Diego subiu a montanha, e quando atingiu o topo, ele espantou-se pela variedade de esquisitas rosas de Castilha que haviam brotado bem antes do tempo, porque, estando fora da época, deveriam estar congeladas. Elas estavam muito fragantes e cobertas com o orvalho da noite, assemelhando-se a pérolas preciosas. Imediatamente ele começou a cortá-las. Recolheu todas e colocou-as em seu tilma. O topo da montanha era um lugar impossível de nascer qualquer tipo de flor, porque havia vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas. Ocasionalemente as ervas cresceriam, mas era mês de dezembro, na qual toda vegetação é destruida pelo frio. Ele voltou imediatamente e entregou as diferentes rosas que havia cortado para a Senhora do Céu, que ao vê-las, tocou-as com suas mãos e de novo colocou-as de volta no tilma, diendo: "Meu caçula, esta variedade de rosas é a prova e sinal que você levará ao Bispo. Você irá dizer em meu nome que nelas ele verá o meu desejo e que deverá realizá-lo. Você é meu embaixador, muito digno de confiança. Rigorosamente eu ordeno que apenas diante da presença do Bispo, você desenrole o manto e descubra o que está carregando. Você contará tudo direito. Que Eu ordenei você a subir ao topo da montanha, e cortar estas flores, e tudo que você viu e admirou, então, você pode induzir ao Bispo dar a sua ajuda, com o objetivo de que um templo seja construído e erguido como Eu tenho pedido".
Depois que a Senhora do Céu deu seu aviso, ele se pôs a caminho pela estrada que dava diretamente ao México. Estava feliz e seguro de seu sucesso, carregando com grande carinho e cuidado o que continha dentro de seu tilma. De tal forma que nada poderia escapar de suas mãos, a não ser a maravilhosa fragância das variadas e belas flores.



O MILAGRE DA IMAGEM
Ao chegar ao palácio do Bispo, encontrou-se com o secretário e outros criados do mesmo. Ele os suplicou para dizer que desejava vê-lo, mas ninguém consentiu, não pretendendo ouvi-lo, provavelmente porque era muito cedo, ou talvez, já sabiam como ele os incomodava porque era-lhes inoportuno, e além disso eles foram avisados pelos seus companheiros, que o haviam perdido de vista quando o estavam seguindo.
Ele esperou por muito tempo. Quando viram que estava esperando por tanto tempo, em pé, cabisbaixo, sem nada fazer, somente esperando ser chamado, e aparentando trazer algo em seu tilma, eles chegaram perto na tentativa de matar suas curiosidades. Juan Diego, vendo que não poderia esconder o que trazia, e que por isso, poderia ser molestado, empurrado ou até quem sabe, apanhar, descobriu um pouco o seu tilma, onde estavam as flores, e ao verem que eram flores e todas diferentes e por não se tratar da época de darem, eles ficaram completamente atônitos, da mesma forma por estarem tão novas, tão abertas, tão flagrantes e tão preciosas. Eles tentaram pegar algumas, mas não tiveram sucesso depois de três tentativas. Ao tentar pegá-las, elas não pareciam flores reais, em vez disso, pareciam estar pintadas, estampadas, ou costuradas na roupa. Então eles foram dizer ao Bispo o que havia acontecido e que aquele índio que tantas vezes lá estivera, novamente tentava vê-lo e por muito tempo já o aguardava.
O Bispo se deu conta de que aquilo era a prova, para confirmar e concordar com o pedido do índio. Imediatamente ordenou a sua entrada. tão logo Juan Diego entrou, ajoelhou-se diante dele, como estava acostumado a fazer, e de novo disse o que tinha visto e admirado, bem como a mensagem. Ele disse: "O senhor pediu para que fosse dizer a minha Ama, a Senhora do Céu, Santa Mãe preciosa de Deus, que desejava um sinal, e só assim então, acreditaria em mim, que deveria ser construído um templo onde Ela pediu para ser erguido. Também, dei-Lhe a minha palavra que lhe traria algum sinal ou prova por você pedido, de Sua vontade. Ela condescendeu ao seu recado e acolheu o seu pedido, com algum sinal e prova para que se cumpra a Sua vontade. Hoje, bem cedo, Ela enviou-me para vê-lo. Eu pedi pelo sinal para você acreditar em mim, e Ela disse que me daria. Enviou-me ao topo da montanha, onde eu costumo vê-la, para cortar uma variedade de rosas. Depois de cortá-las e de trazê-las para baixo, Ela segurou-as em Suas mãos e colocou-as em minha roupa, para então trazê-las e entrega-las à sua pessoa. Contudo eu sabia que o topo da montanha era um lugar que não dava flores, porque há vários penhascos, cardos, espinhos e ervas daninhas, e eu tinha minhas dúvidas. Tão logo aproximei do topo da montanha, vi que estava em um paraíso, onde havia grande variedades de rosas esquisitas, num orvalho brilhante, e eu imediatamente passei a cortá-las. Ela disse-me que deveria trazê-las a você, e assim eu faço, para que, nelas, creia no sinal por você pedido e cumpra com Seu desejo e também que fique transparente a veracidade de minhas palavras e minha mensagem. Aqui estão elas. Recebe-as."
Desenrolou a roupa, onde estavam as flores, e quando elas se espalharam no chão, todas as diferentes rosas, de repente apareceu desenhado na roupa, a preciosa Imagem da Sempre Virgem Santa Maria, Mãe de Deus, da mesma maneira como hoje ela é guardada no templo do Tepeyacac, chamada Guadalupe.
Quando o Bispo viu a imagem, ele e todos que estavam presentes caíram de joelhos. Ela foi admiradíssima. Eles levantaram-se para vê-la, e tremendo com grande arrependimento, contemplaram-na em em seus corações e pensamentos. O Bispo em profundo arrependimento chorava, rezando e pedindo perdão por não ter atendido ao Seu desejo. Ao se por de pé, desamarrou do pescoço de Juan Diego a roupa que aparecia a Imagem da Senhora do Céu. Levou-a para ser colocada em sua capela. Juan Diego permaneceu por mais um dia na casa do Bispo, a seu pedido.
No dia seguinte disse a ele: "Bem! Mostre-nos onde a Senhora do Céu desejava ser erguido o Seu templo". Imediatamente, convidou a todos para lá.


APARIÇÃO A JUAN BERNARDINO
Mal havia Juan Diego apontado onde a Senhora do Céu mandou que se erguesse o Seu templo, pediu licença para ir embora. Queria, agora, ir para sua casa para ver seu tio Juan Bernardino. O qual estava num estado muito grave, quando deixou e veio a Tlatitolco para chamar um sacerdote, que fosse confessá-lo e absolvê-lo, e lhe disse a Senhora do Céu que já o havia curado. Mas, eles não o deixaram sozinho, e o acompanharam até sua casa.
Logo que chegaram, viram que seu tio estava muito contente e que nada sentia. Assustou-se ao ver seu sobrinho tão bem acompanhado e honrado, perguntando qual a razão pela honra. Respondeu seu sobrinho que, quando partiu para chamar o sacerdote que lhe confessaria e absolveria, lhe apareceu no Tepeyacac a Senhora do Céu, dizendo-lhe que não se afligisse, pois, seu tio estava bem. Muito confortado, foi ao México para encontrar-se com o senhor Bispo, para que edificasse uma casa no Tepeyacac.
Disse seu tio, estar certo de que havia sido curado e que A viu do mesmo modo que aparecera a seu sobrinho, sabendo por Ela que o havia enviado ao México para ver o Bispo. Disse-lhe então a Senhora que, quando fosse ver o Bispo, lhe revelaria o que viu e de que maneira milagrosa lhe havia curado. E também como a chamariam, e a Sua Bendita Imagem, a Sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe.
Levaram Juan Bernardino a presença do senhor Bispo, para ser informado e dar seu testemunho diante dele. Ambos, ele e o seu sobrinho, foram hospedados pelo Bispo em sua casa por alguns dias, até que se ergueu o templo da Rainha no Tepeyacac, onde Juan Diego A viu.
O senhor Bispo transferiu a sagrada imagem da amada Senhora do Céu para a Igreja principal, retirando-a de sua capela em seu palácio. Onde ela se encontrava, para que todos pudessem ver e admirar Sua bendita imagem. Toda a cidade se comoveu: vinham ver e admirar sua devota imagem e fazer suas orações. Muitos se maravilharam, por ter acontecido tal milagre divino, porque nenhuma pessoa deste mundo pintou sua preciosa imagem.


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Por que o Nome "de Guadalupe"?

"Então o tio manifestou que era verdade e que naquela ocasião ele havia melhorado e que A tinha visto da mesma maneira como Ela havia aparecido ao seu sobrinho, sabendo por Ela que o enviou ao México para ver o Bispo. Também, a Senhora o disse que quando ele fosse ao Bispo, lhe revelaria o que viu e de que maneira milagrosa Ela o havia curado, e como seria chamada, assim como Sua Santíssima Imagem, a sempre Virgem Santa Maria de Guadalupe." (Nican Mopohua)
Por que haveria a Virgem Maria, de aparecer a um índio em um recentemente conquistado México e falando-lhe em seu idioma nativo, Nahuatl, e querer chamar-se "de Guadalupe", um nome espanhol?
Quis Ela em todo caso, ser chamada de Guadalupe por causa da estátua de Nossa Senhora de Guadalupe em Extremadura, Espanha?
Em todas as suas aparições, a Santíssima Virgem Maria, identificou-se como Virgem Maria e títulos como Mãe de Deus entre outros, e geralmente logo conhecida com o nome de lugares ou regiões onde Ela havia aparecido (Lourdes, Fátima, etc.).
Então, por que a Virgem, aparecendo a um índio em um México recém invadido e falando-lhe em seu idioma nativo, querer ser chamada com um nome espanhol de Guadalupe?
Estava Ela querendo referir-se a milagrosa estátua de Nossa Senhora de Guadalupe, que foi outorgada pelo Papa Gregório Magno, ao Arcebispo de Sevilla, que estava perdida por 600 anos e foi encontrada por Gil Cordero em 1326, guiado por uma aparição de Nossa Senhora? A milagrosa e veneradíssima estátua foi chamada de Guadalupe porque assim chamava-se o povoado situado ao redor do descobrimento.
A origem do nome Guadalupe sempre foi motivo de controvérsias, e muitas possíveis explicações tem sido dadas. Entretanto, acredita-se como a mais provável que o nome é o resultado do nahuatl para o espanhol, das palavras usadas pela Virgem durante Sua aparição a Juan Bernardino, o tio enfermo de Juan Diego.
Acredita-se que Nossa Senhora usou a palavra Azteca Nahuatl de coatlaxopeuh o qual é pronunciado "quatlasupe" e soa extremamente parecido com a palavra em espanhol Guadalupe. Coa siginificando serpente, tla o artigo "a", enquanto xopeuh significa esmagar. Assim, Nossa Senhora deve ter chamado a si mesma como "Aquela que esmaga a serpente ."
Devemos lembrar que os Aztecas ofereciam anualmente mais de 20.000 homens, mulheres e crianças como sacrifícios a seus deuses, sempre sedentos de sangue, ritos que em muitos casos incluíam canibalismo dos corpos das vítimas. Em 1487, devido a dedicação de um novo templo em tenochtilan, uns 80.000 cativos foram imolados em sacrifícios humanos em uma só cerimônia que durou quatro dias.
Certamente, neste caso Ela esmagou a serpente, e milhões de nativos foram convertidos ao Cristianismo.

Beato Juan Diego
Um Modelo de Humildade

Em Abril de 1990 Juan Diego foi declarado Beato pelo Papa João Paulo II no Vaticano. No mês seguinte, na Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe na Cidade do México, durante sua segunda visita ao santuário, João Paulo II realizou a cerimônia de beatificação. Quem foi esse Juan Diego?
Vários historiadores concordam que Juan Diego nasceu em 1474 na calpulli ou bairro de Tlayacac em Cuauhtitlan, que foi estabelecido em 1168 pelo homens Nahua e conquistado pelo senhor Azteca Axayacatl em 1467; e foi localizado 20 quilômetros (14 milhas) ao norte de Tenochtitlan (Cidade do México).
Seu nome nativo era Cuauhtlatoatzin, que pode ser traduzido como "Aquele que fala como águia" ou "águia que fala".
O Nican Mopohua o descreve como um "macehualli" ou "pobre Índio", que não pertencia a qualquer classe social do Império, como padres, guerreiros, comerciantes,...mas não um escravo; um membro da mais baixa e grande classe no Império Azteca. Quando falava a Nossa Senhora, ele chamava a si mesmo como "um ninguém", e submetia-se como a fonte da falta de credibilidade diante do Bispo.
Ele dedicava-se ao difícil trabalho no campo e à fabricação de esteiras. Ele possuía uma pedaço de terra, onde ficava também sua pequena casa. Era feliz no casamento, mas não tinha filhos.
Entre 1524 e 1525 ele foi convertido e batizado, bem como sua esposa. Ele recebeu o nome Cristão de Juan Diego e sua esposa o nome de Maria Lúcia. Provavelmente ele foi batizado pelo famoso e amado missionário Franciscano Frei Toribio de Benavente, conhecido como "Motolinia", ou "o pobre", pelos índios por sua extrema bondade e piedade.
Conforme a primeira investigação formal da igreja sobre esses acontecimentos, as Informaciones Guadalupanas de 1666, Juan Diego pareceu ter sido muito dedicado, homem religioso, igualmente antes de sua conversão. Ele foi solitário, personagem místico, propenso a períodos de silêncio e frequentes penitências e costumava caminhar de sua vila ao Tenochtitlan, a 14 milhas de distância, para receber instruções da doutrina.
Sua esposa Maria Lúcia ficou doente e faleceu em 1529. Juan Diego então, foi morar com seu tío Juan Bernardino em Tolpetlac, que ficou mais próximo (9 milhas) da igreja em Tlatelolco -Tenochtitlan.
Caminhava todo sábado e domingo vários quilômetros ate a igreja, saindo bem cedo, antes do amanhecer, para chegar na hora da missa e para a aula de religião. Caminhava descalço, como todas as pessoas de sua classe, os macehualli. Apenas a alta classe social dos Aztecas calçava cactlis, ou sandálias, feito com fibras vegetais ou couro. Ele vestia naquelas manhãs frias, uma roupa de tecido grosso de cactus, como um manto, um tilma ou ayate feito de fibras do cactus. Algodão somente era usado pela classe alta dos Aztecas.
Durante uma de suas caminhadas ao Tenochtitlan, que levava por volta de três horas e meia entre a vila e a montanha, a primeira aparição ocorreu (Veja A página das aparições), num lugar que agora conhecemos como a "Capilla del Cerrito", onde a Santíssima Virgem Maria o chamou em sua lingua nativa, Nahuatl. Ela o chamou de "Juanito, Juan Dieguito", "o mais humilde de meus filhos", "meu filho caçula", "meu queridinho".
Estava com 57 anos, certamente uma idade avançada naquela época e lugar, onde a expectativa de vida para um homem era somente 40 anos.
Após o milagre de Guadalupe, Juan Diego mudou-se para uma sala ligada a capela que acolheu a sagrada imagem, depois de ter deixado seus negócios e propriedades ao seu tio; e dedicou o resto de sua vida propagando as aparições aos seus conterrâneos.
Ele morreu em 30 de maio de 1548, aos 74 anos.
Juan Diego amou profundamente a Santa Eucaristia, e obteve uma especial permissão do Bispo para receber a Santa Comunhão três vezes na semana, um acontecimento bastante raro naqueles dias.
O Papa João Paulo II louvou Juan Diego pela sua simples fé nutrida pelo catecismo e visão (o qual disse à Santíssima Virgem Maria: "Eu não sou ninguém, Eu sou um barbantinho, uma pequenina escada de mão, o fim da calda, uma folha") como um modelo de humildade para todos nós.

Descrição detalhada da imagem


O rosto: O rosto é de uma jovem, recém-saída da adolescência, nem índia nem espanhola, mestiça. Esta é a grande obra de Tenontzin Guadalupe, a Mãe de todos, no México e em toda a América.

Na imagem, há também "jade e pluma preciosa" (in Chalchiutl in Quetzalli), símbolo de beleza e de riqueza para os índios. O jade do pequeno broche que Maria traz no peito, como as estátuas dos deuses, representa a sua própria alma. É uma cruz, na qual se repete a síntese da cruz cristã e da cruz indígena. Há também plumas de ave preciosa nas asas do anjo que conduz Maria, pluma preciosa de Quetzal, chamada pelos astecas de "sombra de Deus".
A túnica: "rosada ou avermelhada" evoca a aurora ou o entardecer; é a cor de Tonatiuh e de Yestlaquenqui, nomes diversos do deus sol. Tem o desenho do sinal ollin (origem da vida do universo), uma pequena flor de quatro pétalas, como um jasmim, que indicam os quatro rumos do mundo, e o de um grande botão de flor parcialmente aberto sobre um grosso talo, todo barrocamente estilizado. É o símbolo do monte Tepeyac; significa "no nariz do monte", que durante certas épocas do ano se enchia de flores silvestres. É como se fosse uma lembrança da tradição de "flor e canto", tão querida para o povo indígena.
O cinto escuro: representa o cinto de Coatlicue. Sinal da mulher grávida. É a imagem da mulher do Apocalipse 12, 1-4, vestida de sol e a ponto de dar à luz.
O manto azul: cheio de estrelas, é a tilma de turquesa, própria dos mais altos nobres e príncipes.
As estrelas: As estrelas que no manto brilhavam traziam para a mente indígena a lembrança de Citlalinícue, "a deusa da saia de estrelas".
O céu azul escuro: transcendência: aquilo que não pode ser visto nem tocado, porque fica além da realidade visível.
O resplendor do céu: a Senhora está vestida de sol, e, ainda mais, grávida do Sol.
O anjo: O anjo que sustenta a Senhora com os braços abertos é uma espécie de atlante indígena. Representa "águia que sobe". Suas asas são compostas de três cores (cores sagradas).
As cores: O anjo, com a indumentária vermelha e com algumas asas também vermelhas, e Nossa Senhora, vestida de rosa, nos evocam a cor do sol quando nasce e morre.








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