terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

DEUSES MITOLÓGICOS


 







                






OS DEUSES EGÍPCIOS



Egito e seus Mistérios

Os egípcios cultuavam inúmeros deuses, com funções e aspectos variados. Existiam deuses cultuados em todo o Egito e outros adorados apenas em determinados lugares. Entre os primeiros estavam os deuses ligados à morte e ao enterro, como Osíris.

O culto a Ísis e a Osíris era o mais popular no Egito Antigo. Acreditava-se que Osíris e sua irmã-esposa, Ísis, tinham povoado o Egito e ensinado aos camponeses as técnicas de agricultura. Conta a lenda que o deus Set apaixonou-se por Ísis e por isso assassinou Osíris. Esse ressuscitou e dirigiu-se para o Além, tornando-se o deus dos mortos.

Os antigos egípcios acreditavam que as lágrimas de Ísis, que chorava a morte do esposo, eram responsáveis pelas cheias periódicas do Nilo. Também era adorado o deus Hórus, filho de Ísis e Osíris.

Estas divindades possuíam algumas características (poderes) acima da capacidade humana. Poderiam, por exemplo, estar presente em vários locais ao mesmo tempo, assumir várias formas, até mesmo de animais e interferir diretamente nos fenômenos da natureza. As cidades do Egito Antigo possuíam um deus protetor, que recebia oferendas e pedidos da população local.


Os deuses têm muito em comum com os homens: podem nascer, envelhecer, morrer: possuem um corpo que deve ser alimentado, um nome, sentimentos. No entanto, estes aspectos muito humanos escondem uma natureza excepcional: seu corpo, composto de matérias preciosas, é dotado de um poder de transformação, suas lágrimas podem dar nascimento a seres ou minerais. Os poderes dos deuses são sempre comparados a algumas propriedades dos elementos da natureza ou dos animais, o que dá lugar a representações híbridas às vezes espantosas.

Para representar os deuses, todas as combinações são possíveis: divindades totalmente humanas, deuses inteiramente animais, com corpo de homem e cabeça de animal, com o animal inteiro no lugar da cabeça (o escaravelho, por exemplo) ou com cabeça humana. A esfinge, imagem do deus-sol e do rei, é um leão com cabeça humana. Há animais comuns a muitas divindades (o falcão, o abutre, a leoa) e outros que são característicos de apenas uma (ibis de Thot, o escaravelho de Khepri).

Os egípcios mumificavam e enterravam seus animais domésticos. Sobretudo em uma data relativamente tardia, no decorrer do 1° milênio A.C. os egípcios sacrificavam animais para mumificá-los e amontoá-los aos milhares em cemitérios especiais. São, provavelmente, ex-votos que os devotos compraram dos sacerdotes para oferecer a seu deus seu animal preferido.
O culto dos touros sagrados é muito mais antigo: um animal único torna-se uma manifestação terrestre do deus. Ele tem direito a um enterro com grandes pompas.

Havia inúmeros deuses, sendo inevitável às rivalidades e as contradições. Abaixo são apresentados os principais deuses:




Os deuses do antigo Egito, foram Faraós que reinaram no período pré dinástico. Assim, os mitos foram inspirados em histórias que aconteceram de verdade, milhares de anos antes de sua criação.
Para a cultura do antigo Egito o casamento consangüíneo tinha o sentido de complementaridade, unir céu e terra, seco e úmido, por essa razão diversos deuses eram irmãos que se casavam entre si.
Osiris foi o primeiro Faraó e, que com o passar do tempo foi divinizado. Seu reinado em vida marcou uma época de prosperidade e ao morrer passou a ser o soberano do reino dos mortos.
Os deuses egípcios eram representados ora sob forma humana, ora sob forma de animais, considerados sagrados. O culto de tais animais era um aspecto importante da religião popular dos egípcios. Os teólogos oficiais afirmam que neles encarnava-se uma parcela das forças espirituais e da personalidade de um ou mais deuses. Deve ser entendido que o "deus" não residia em cada vaca ou em cada crocodilo. O culto era dirigido a um só indivíduo da espécie, escolhido de acordo com determinados sinais e entronizado num recinto especial. Ao morrerem, os animais sagrados eram cuidadosamente mumificados e sepultados em cemitérios exclusivos.


A mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião egípcia que perdurou durante milênios.


NUM

Num, é a divindade mais primitiva do panteão de Heliópolis. Personificava o abismo líquido ou as águas primordiais, a partir do qual todo o mundo foi criado; é a divindade mais velha e sábia de todas. Era representado como um homem barbado, com uma pena na cabeça e portando um cajado. É uma divindade bissexual e à vezes masculino. Nun gerou Atun ( o sol nascente ) e Re ou ( o sol do meio dia ).




 ATUM

Atum:Uma das manifestações do deus sol, especialmente ao entardecer, original de Heliópolis, era representado por um homem barbado usando a coroa dupla do faraó e mais frequentemente representado como um rei vestido de uma tanga e mais raramente com o aspecto de uma serpente, usando as duas coroas do Alto e Baixo Egito.
Era considerado o pai e  o rei de todos os deuses, aquele que criou o universo que, por sua vontade, extraiu-se do caos inicial. É o mesmo deus Rê ou Rá que  escarrando, soprando ou se masturbando, deu nascimento ao primeiro casal divino:  Shu (o ar) e Tefnut (a umidade). Atun e Rê ou Rá, foram mais tarde unidos ao deus carneiro de Tebas Amon e ficou conhecido pelo nome de Amon-Rê ou Amon-Rá.



AMON
(Zeus - Grego)
       
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Amon:  O deus-carneiro de Tebas, rei dos deuses  e patrono dos faraós ele é o senhor dos templos de Luxor e Carnac.
Tem por esposa Mut e por filho Khonsu. Sua personalidade formou-se por volta de 2000 a.C. e traz algumas funções de Ré: sob o nome de Amon-Ré ou Amon-Rá, o criador dos deuses e da ordem divina. Ele é o sol que dá vida ao país.
A época de Ramsés III, Amon tornou-se um monárquico, mesmo titulo que Ptah e Ré.
Frequentemente representado como um homem vestido com a túnica real e usando na cabeça duas altas plumas do lado direito, ele se manifesta, igualmente, sob a forma de um carneiro e, mais raramente, de um ganso.



MUT
(Hera - Grego)
 (deusa menor)
Mut é esposa do deus Amon não se sabe ao certo quem é seu pai, de acordo com algumas histórias ela nem teria pai, pois seria uma versão da deusa primordial Amaunet (antiga esposa de Amon) que surgiu do nada. 
Mut
é mãe do deus Khonsu e mãe adotiva do deus Montu, é considerada uma deusa falcão apesar de não ter uma, antes do deus Amon começar a fazer sucesso Mut era vista como uma deusa muito poderosa, mas depois do sucesso de Amon ela começou a ser vista apenas como sua esposa, sendo que nem se sabe mais ao certo do que Mut é deusa.




                                                                          
 Ré é um dos nomes do sol (você pode ouvir também com o nome de Ré), um dos principais deuses egípcios. Em Heliópolis ("a cidade do sol" em grego) é ele que, depois de ter decidido existir, cria o mundo e o mantém vivo.
Quando desaparece no oeste, à noite, ele é Atum, velho curvado, esperado no além pelos mortos que se aquecem com seus raios. Pela manhã, renasce no leste com a forma de um escaravelho (Khepri).
Durante o dia clareia a terra, sempre com a forma de um falcão. Estes três aspectos e 72 outros são invocados em uma ladainha sempre na entrada dos túmulos reais.


( ou Rê), o criador dos deuses e da ordem divina, recebeu de Nun seu pai (mãe) o domínio sobre a Terra, mas o mundo não estava completamente acabado. se esforçou tanto para terminar o trabalho da criação que chorou. De suas lágrimas, que banharam o solo, surgiram os seres humanos, masculinos e femininos. Eles foram criados como os deuses e os animais e tratou de fazê-los felizes, tudo o que crescia sobre os campos lhes foi dado para que se alimentassem, não deixava faltar o vento fresco, nem o calor do sol, as enchentes ou as vazantes do Nilo. Como era considerado o criador dos homens, os egípcios denominavam-se o "rebanho de Rá". O deus nacional do Egito, o maior de todos os deuses, criador do universo e fonte de toda a vida, era o Sol, objeto de adoração em qualquer lugar.
Rá ou Ré é o deus do Sol do Antigo Egito. Na Quinta Dinastia, Rá tornou-se uma divindade do estado e da religião egípcia, identificando primordialmente com o sol do meio-dia. Foi retratado pela arte egípcia sob muitas formas e denominações e era também representado por um falcão, por um homem com cabeça de falcão ou ainda, mais raramente, por um homem. Quando representado por uma cabeça de falcão estabelecia-se uma identidade com Hórus, outro deus solar adorado em várias partes do país desde tempos remotos
A sede de seu culto ficava em Heliópolis, o mais antigo e próspero centro comercial do Baixo Egito,
(chamada de Inun, "Local dos Pilares", em egípcio), onde era identificado com o deus solar local, Atum.
Através de Atum, ou como Atum-Ra, também era visto como o primeiro ser, responsável pela origem da Enéade, que consistia de Shu e Tefnut, Geb e Nut, Osíris, Seth, Ísis e Néftis.
Nos textos das pirâmides, Rá e Hórus são claramente distintos (por exemplo, Hórus remove para o sul do céu o trono de Rá), mas em dinastias posteriores foi fundido com o deus Hórus, formando Re-Horakhty ("Rá, que é o Hórus dos Dois Horizontes"), e acreditava-se que era soberano de todas as partes do mundo criado (o céu, a terra e o mundo inferior.) É associado com o falcão ou o gavião. No Império Novo o deus Amon se tornou proeminente, após fundir-se com e formar Amon-Rá.
Durante o Período de Amarna, Akhenaton reprimiu o culto de em favor de outra divindade solar, Aton, o disco solar deificado, porém com a sua morte o culto de foi restaurado.
O culto do touro Mnévis, uma encarnação de Rá, também teve seu centro em Heliópolis, onde existia um cemitério oficial para os touros sacrificados.
Segundo uma das versões do mito, todas as formas de vida teriam sido criadas por Rá, que as chamou à existência pronunciando seus nomes secretos. De acordo com outra das versões, os seres humanos teriam sido criados a partir das lágrimas e do suor de Rá, motivo pelo qual os egípcios se chamavam de "Gado de Rá". No mito da Vaca Celestial se descreve como a humanidade teria tramado contra Rá, e como ele teria enviado seu olho, na forma da deusa Sekhmet, para puni-los, que acabou por se tornar sedenta por sangue, e só foi pacificada com a mistura de cerveja e tinta vermelha.



SHU

SHU, é o deus do ar e da luz, personificação da atmosfera diurna que sustenta o céu. Tem a tarefa de trazer Rá, o deus Sol, seu pai, e o faraó à vida no começo de cada dia. É representado por um homem barbado usando na cabeça uma pena simples ou quatro longas plumas. É a essência da condição seca, do gênero masculino, calor, luz e perfeição. Aparece frequentemente nas pinturas, como um homem segurando Nut, a deusa do céu, para separá-la de Geb, o deus da Terra. Com Tefnut, sua esposa, formava o primeiro par de divindades da enéade de Heliópolis. Era associado ao Leão. 




TEFNUT

TEFNUT, considerada a deusa da umidade vivificante, que espera o sol libertar-se do horizonte leste para recebê-lo e não há seca por onde Tefnut passa. A deusa é irmã e mulher de Shu. É o símbolo das dádivas e da generosidade. Ela é retratada como uma mulher com a cabeça de uma leoa, indicando poder. Shu afasta a fome dos mortos, enquanto Tefnut afasta a sede. Shu e Tefnut são os pais de Geb e Nut.




NUT

NUT, deusa do céu que acolhe os mortos no seu império, é muitas vezes representada sob a forma de uma vaca. Com o seu corpo alongado, coberto por estrelas, forma o arco da abóbada celeste que se estende sobre a terra. É como um abraço da deusa do céu sobre Geb, o deus da Terra. Nut e Geb são pais de Osiris, Isis, Seth, Néftis e Hathor. Osiris e Isis já se amavam no ventre da mãe e a maldade de Seth, logo ficou evidente, quando ao nascer, este rasgou o ventre da mãe.



GEB

GEB, o deus da Terra é irmão e marido de Nut. É o suporte físico do mundo material, sempre deitado sob a curva do corpo de Nut. Ele é o responsável pela fertilidade e pelo sucesso nas colheitas. Ele estimula o mundo material dos indivíduos e lhes assegura enterro no solo após a morte. Geb umedece o corpo humano na terra e o sela para a eternidade. Nas pinturas é sempre representado com um ganso sobre a cabeça.



OSÍRIS


                                                                
Osíris: Irmão e marido de Isis, pai de Hórus. A história de Osíris pode ser interpretada de várias maneiras: primeiramente, nos relatos da criação do mundo, sua geração é a ultima a nascer e não representa mais elementos materiais do mundo (espaço, luz, terra, céu...).
Osíris é rei, esposo e pai: ele representa a existência das estruturas normais da sociedade humana. Outra versão: Osíris morto, destruído e ressuscitado evoca o retorno da cheia todos os anos, a morte, o renascimento da vegetação e dos seres humanos. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento.
Existe um antiga lenda envolvendo Osíris. Na lenda, que evoca o retorno da vida com a cheia do Nilo, após o período da seca, Osíris é morto, destruído e ressuscitado, representando a morte e renascimento da vegetação e de todos os seres. Por essa razão, ele é o deus dos mortos e do renascimento, rei e juiz supremo do mundo dos mortos. Acredita-se que ele tenha sido o primeiro Faraó e que ensinou aos homens as artes da agricultura e da civilização. 
A lenda de Osíris é sobretudo conhecida em sua versão grega. Osíris é o filho primogênito de Geb (a Terra) e de Nut (o Céu). Ele sucede seu pai no trono do Egito. Ciumento, seu irmão Seth o mata e espalha por todo país os pedaços de seu cadáver. Suas irmãs, Isis e Neftis, o reencontram e com a ajuda de Anúbis devolveram-lhe a vida para permitir a Isis conceber Horus. Tendo legado a realeza terrestre a seu filho. Osíris reina no mundo subterrâneo e julga os mortos, aos quais pode cooperar com o sol em sua viagem noturna.



Osíris 
(deus menor)
Osíris (Ausar em egípcio) era um deus da mitologia egípcia, associado à vegetação e a vida no Além. Oriundo de Busíris, no Baixo Egito, Osíris foi um dos deuses mais populares do Antigo Egito, cujo culto remontava às épocas remotas da história egípcia e que continuou até à era Greco-Romana, quando o Egito perdeu a sua independência política.
Marido de Ísis e pai de Hórus, era ele quem julgava os mortos na "Sala das Duas Verdades", onde se procedia à pesagem do coração ou psicostasia.
Osíris, é sem dúvida o deus mais conhecido do Antigo Egito, devido ao grande número de templos que lhe foram dedicados por todo o país; porém, os seus começos foram os de qualquer divindade local,e é também um deus que julgava a alma dos egípcios se eles iam para o paraíso (lugar onde só há fartura). Para os seus primeiros adoradores, Osíris era apenas a encarnação das forças da terra e das plantas. À medida que o seu culto se foi difundindo por todo o espaço do Egito, Osíris enriqueceu-se com os atributos das divindades que suplantava, até que, por fim substituiu a religião solar. Por outro lado a mitologia engendrou uma lenda em torno de Osíris, que foi recolhida fielmente por alguns escritores gregos, como Plutarco. A dupla imagem que de ambas as fontes chegou até nós deste deus, cuja cabeça aparece coberta com a mitra branca, é a de um ser bondoso que sofre uma morte cruel e que por ela assegura a vida e a felicidade eterna a todos os seus protegidos, bem como a de uma divindade que encarna a terra egípcia e a sua vegetação, destruída pelo sol e a seca, mas sempre ressurgida pelas águas do Nilo.


Ísis


                                                                             
Isis é a mais popular de todas as deusas egípcias, o modelo das esposas e mães , a protetora da magia invencível.
Após a morte de Osíris, ela reúne os pedaços de seus despojos, se transforma em milhafre para chorá-lo, se empenha em reanima-lo e dele concebe um filho, Horus.
Ela defende a bico e unhas seu pequeno contra as agressões de seu tio Seth. Perfeita esposa e boa mãe de perfeito rei e sábio dos mortos, ela é um dos pilares da coesão sócio-religiosa egípcia. Usa na cabeça um assento com espaldar que é o hieróglifo de seu nome.

Ísis
(deusa menor)
Deusa mãe e do amor, filha de Geb e Nuit, irmã e esposa de Osíris. Quando Seth matou e esquartejou Osíris, Isis procurou pelos pedaços do corpo do seu marido e usando magia, (com a ajuda da sua irmã Neftis), ela ressuscitou o corpo desse e logo fez amor com ele, assim concebendo Horus, aquele que se vingaria da atrocidade cometida contra o seu  pai.
Ísis (Auset em egípcio), é uma deusa da mitologia egípcia. Segundo a lenda, Ísis ajudou a procurar o corpo de Osíris, que tinha sido despedaçado pelo irmão, Seth. Ísis, a deusa do amor e da mágica, tornou-se a deusa-mãe do Egito.
História
Quando Osíris, seu irmão e marido, herdou o poder no Egito, ela trabalhou junto com ele para civilizar o Vale do Nilo, ensinando a costurar e a curar os doentes e introduzindo o conceito do casamento. Ela conhecia uma felicidade perfeita e governava as duas terras, o Alto e o Baixo Egito, com sabedoria enquanto Osíris viajava pelo mundo difundindo a civilização.
Até que Set, irmão de Osíris, o convidou para um banquete. Tratava-se uma cilada, pois Set estava decidido a assassinar o rei para ocupar o seu lugar. Set apresentou um caixão de proporções excepcionais, assegurando que recompensaria generosamente quem nele coubesse. Imprudente, Osíris aceitou o desafio, permitindo que Set e os seus acólitos pregassem a tampa e o tornassem escravo da morte.
Cometido o crime, Set, que cobiçava ocupar o trono de seu irmão, lança a urna ao Nilo (Há também uma versão que diz que Ísis ao saber o que havia ocorrido chorou profundamente e de suas lágrimas surgiu o rio Nilo), para que o rio a conduzisse até ao mar, onde se perderia. Este incidente aconteceu no décimo sétimo dia do mês Athyr, quando o Sol se encontra sob o signo de Escorpião.
Quando Ísis descobriu o ocorrido, afastou todo o desespero que a assombrava e resolveu procurar o seu marido, a fim de lhe restituir o sopro da vida. Assim, cortou uma madeixa do seu cabelo, estigma da sua desolação, e o escondeu sob as roupas peregrinando por todo o Egito, na busca do seu amado.
Por sua vez, e após a urna atingiu finalmente uma praia, perto da Babilônia, na costa do Líbano, enlaçando-se nas raízes de um jovem tamarindo, e com o seu crescimento a urna ascendeu pelo mesmo se prendendo no interior do seu tronco, fazendo a árvore alcançar o clímax da sua beleza, que atraiu a atenção do rei desse país, que ordenou ao seu séquito que o tamarindo fosse derrubado, com o proposito de ser utilizado como pilar na sua casa.
Enquanto isso, Ísis prosseguia na sua busca pelo cadáver de seu marido, e ao escutar as histórias sobre esta árvore, tomou de imediato a resolução de ir à Babilônia, na esperança de ultimar enfim e com sucesso a sua odisseia. Ao chegar ao seu destino, Ísis sentou-se perto de um poço, ostentando um disfarce humilde e brindou os transeuntes que por ela passavam com um rosto lindo e cheio de lágrimas.
Tal era a sua beleza e sua triste condição que logo se espalharam boatos que chegaram ao rei da Babilônia, que, intrigado, a chamou para conhecer o motivo de seu desespero. Quando Ísis estava diante do monarca solicitou que permitisse que ela entrelaçasse os seus cabelos. Uma vez que o regente, ficou perplexo pela sua beleza, não se importou com isso, assim Ísis incensou as tranças que espalharam o perfume exalado por seu ástreo corpo.
Fazendo a rainha da Babilônia ficar enfeitiçada pelo irresistível aroma que seus cabelos emanavam. Literalmente inebriada por tão doce perfume dos céus, a rainha ordenou então a Ísis que a acompanhasse.
Assim, a deusa conseguiu entrar na parte íntima do palácio do rei da Babilônia, e conquistou o privilégio de tornar-se a ama do filho recém-nascido do casal régio, a quem amamentava com seu dedo, pois era proibido a Isis ceder um dos seios, o Leite de Isis prejudicaria a criança.
Se apegando à criança, Ísis desejou conceder-lhe a imortalidade, para isso, todas as noites, a queimou, no fogo divino para que as suas partes mortais ardessem no esquecimento. Certa noite, durante o ritual, ela tomou a forma de uma andorinha, a fim de cantar as suas lamentações.
Maravilhada, a rainha seguiu a melopéia que escutava, entrando no quarto do filho, onde se deparou com um ritual aparentemente hediondo. De forma a tranquilizá-la, Ísis revelou-lhe a sua verdadeira identidade, e terminou o ritual, mesmo sabendo que dessa forma estaria a privar o pequeno príncipe da imortalidade que tanto desejava oferecer-lhe.
Observando que a rainha a contemplava, Ísis aventurou-se a confidenciar-lhe o incidente que a fez visitar a Babilónia, conquistando assim a confiança e benevolência da rainha, que prontamente lhe cedeu a urna que continha os restos mortais de seu marido. Dominada por uma imensa felicidade, Ísis apressou-se a retirá-la do interior do pilar.
Porém, o fez de forma tão brusca, que os escombros atingiram, mortalmente, o pequeno príncipe. Outra s versões desta lenda, afirmam que a rainha expulsou Ísis, ao ver o ritual, no qual ela retirou a urna do pilar, sem o consentimento dos seus donos.
Com a urna, Ísis regressou ao Egito, onde a abriu, ocultando-a, nas margens do Delta. Numa noite, quando Ísis a deixou sem vigilância, Seth descobriu-a e apoderou-se, uma vez mais dela, com o intento de retirar do seu interior o corpo do irmão e cortá-lo em 14 pedaços e os arremessando ao Nilo.
Ao tomar conhecimento do ocorrido, Ísis reuniu-se com a sua irmã Néftis, que também não tolerava a conduta de Seth, embora este fosse seu marido, e, juntas, recuperaram todos os fragmentos do cadáver de Osíris, à exceção, segundo Plutarco, escritor grego, do seu sexo, que fora comido por um peixe.
Novamente existe uma controvérsia, uma vez que outras fontes egípcias afirmam que todo o corpo foi recuperado. Em seguida, Ísis organizou uma vigília fúnebre, na qual suspirou ao cadáver reconstituído do marido: “Eu sou a tua irmã bem amada.Não te afastes de mim, clamo por ti! Não ouves a minha voz? Venho ao teu encontro e, de ti, nada me separará!” Durante horas, Ísis e Néftis, com o corpo purificado, inteiramente depiladas, com perucas perfumadas e boca purificada por natrão (carbonato de soda), pronunciaram encantamentos numa câmara funerária, impregnada por incenso.
A deusa invocou então todos os templos e todas as cidades do país, para que estes se juntassem à sua dor e fizessem a alma de Osíris retornar do Além. Uma vez que todos os seus esforços revelavam-se vãos, Ísis assumiu então a forma de um falcão, cujo esvoaçar restituiu o sopro de vida ao defunto, oferecendo-lhe o apanágio da ressurreição.
Ísis em seguida amou Osíris, mantendo o vivo por magia, tempo suficiente para que este a engravidasse. Outras fontes garantem que Osíris e a sua esposa conceberam o seu filho, antes do deus ser assassinado. Após isso ela ajudou a embalsamá-lo, preparando Osíris para a viagem até seu novo reino na terra dos mortos, tendo assim ajudado a criar os rituais egípcios de enterro.
Ao retornar à terra, Ísis encontrava-se agora grávida do filho, concebendo assim Hórus, filho da vida e da morte. a quem protegeria até que este achasse-se capaz de enfrentar o seu tio, apoderando-se (como legítimo herdeiro) do trono que Set havia usurpado.
Alguns contos declaram que Ísis, algum tempo antes do parto, Set à aprisionara, mas que Tot, vizir de Osíris, a auxiliara a libertar-se. Porém, muitos concordam que ela ocultou-se, secretamente, no Delta, onde se preparou para o nascimento do filho, o deus-falcão Hórus. Quando este nasceu, Ísis tomou a decisão de dedicar-se inteiramente à árdua incumbência de velar por ele. Todavia, a necessidade de ir procurar alimentos, acabou deixando o pequeno deus sem qualquer proteção. Numa dessas ocasiões, Set transformou-se numa serpente, visando espalhar o seu veneno pelo corpo de Hórus, quando Ísis regressou encontrou o seu filho já próximo da morte.
Entretanto, a sua vida não foi ceifada, devido a um poderoso feitiço executado pelo deus-sol, Rá.
Ela manteve Hórus em segredo até que ele pudesse buscar vingança em uma longa batalha que significou o fim de Set. A mágica de Ísis foi fundamental para ajudar a conseguir um julgamento favorável para Osíris. Suas habilidades mágicas melhoraram muito quando ela tirou proveito da velhice de para enganá-lo, fazendo-o revelar seu nome e, assim, dando a ela acesso a um pouco de seu poder. Com freqüência, ela é retratada amamentando o filho Hórus.


SETH


                                                                           
Seth: Trata-se de um estranho galgo com longas orelhas cortadas, focinho recurvado e longa cauda fendida. Filho de Geb e de Nut, Seth é um deus complexo e ambíguo.
Da proa da barca de Ré, ele trespassa com sua lança os inimigos do Sol; ele serve ao faraó combatendo com a força de seu braço. Mas é perigoso, violento, imprevisível. A lenda de Osíris mostra-o em um mau dia: assassino de seu próprio irmão, ele persegue Horus com seu ódio, jamais Seth renuncia luta, pois ele é o necessário fomentador de problemas no mundo regido por Maát.
SETH, personifica a ambição e o mal. Considerado o deus da guerra e Senhor do Alto Egito durante o domínio dos Hicsos, tinha seu centro de culto na cidade de Ombos. Embora inicialmente fosse um deus benéfico, com o passar do tempo tornou-se a personificação do mal. Era representado por um homem com a cabeça de um tipo incerto de animal, parecido com um cachorro de focinho e orelhas compridas e cauda ereta, ou ainda como Tífon, um animal imaginário formado por partes de diferentes seres, com a cabeça de um bode, orelhas grandes, como um burro. Associavam-no ao deserto aos trovões e às tempestades. Identificado com o lado negativo da lenda, a luta entre Osiris e Seth era a luta da terra fértil contra a areia do deserto.



Seth
 (deus menor)
Filho de Geb e Nuit, irmão e esposo de Neftis. Seth era o espírito do mal, sendo que apenas lhe foi concedido o poder de governar os desertos. Seth era o deus das tempestades, da violência, do ciúme, da inveja, da sodomia, da impureza, etc. Seth habitava no deserto e era rei de demónios. Seth invejou o reino do seu irmão Osíris e jurou usurpar-lhe o trono. Assim, Seth matou o seu irmão, esquartejando-lhe o corpo e fazendo para sempre escravo da morte. Seth ocupou o trono do seu irmão, ate que Horus realizou a sua vingança, expulsando Seth deste mundo, exilando-o novamente nos desertos e nas tempestades.
Seth (ou Set) é o deus egípcio da violência e da desordem, da traição, do ciúme, da inveja, do deserto, da guerra, dos animais e serpentes. Seth era encarnação do espírito do mal e irmão de Osíris, o deus que trouxe a civilização para o Egito. Seth era também o deus da tempestade no Alto Egito. Era marido e irmão de Néftis. É descrito que Seth teria rasgado o ventre de sua mãe Nut com as próprias garras para nascer. Ele originalmente auxiliava em sua eterna luta contra a serpente Apep na barca lunar, e nesse sentido Seth era originalmente visto como um deus bom.

A traição de Néftis e suposta inveja de Seth
Algumas versões contam que na verdade ele foi traído por Néftis com Osíris, daí seu assassinato. O maior defensor dos oprimidos e injustiçados, tinha fama de violento e perigoso, uma verdadeira ameaça. Conta-se que Set ficou com inveja de Osíris e trabalhou incessantemente para destruí-lo (versões contam que Néftis, esposa de Seth, fora seduzida por Osíris, o que seria uma ressalva. Anúbis teria sido concebido desta relação). Auxiliado por 72 conspiradores, Seth convidou Osíris para um banquete.
No decurso do banquete, Seth apresentou uma magnífica caixa-sarcófago (ataúde) que prometeu entregar a quem nela coubesse. Os convidados tentaram ganhar a caixa, mas ninguém cabia nesta, dado que Seth a tinha preparado para as medidas de Osíris. Convidado por Seth, Osíris entra na caixa. É então que os conspiradores, sits, servos do próprio Seth trancam-na e atiram-na para o rio Nilo. A corrente do rio arrasta a caixa até o mar Mediterrâneo, acabando por atingir Biblos (Fenícia). Ísis, desesperada com o sucedido, parte à procura do marido, procurando obter todo o tipo de informações dos que encontra pelo caminho.
Chegada a Biblos Ísis descobre que a caixa ficou inscrustrada numa árvore que tinha entretanto sido cortada para fazer uma coluna no palácio real. Com a ajuda da rainha, Ísis corta a coluna e consegue regressar ao Egito com o corpo do amado, que esconde numa plantação de papiros.
Contudo, Seth encontrou a caixa e furioso decide esquartejar em 14 pedaços o corpo, que espalha por todo o Egito; segundo alguns textos do período ptolomaico, teriam sido 16 ou 42 partes. Quanto ao significado destes números, deve-se referir que o 14 é o número de dias que decorre entre a lua cheia e a lua nova e o 42 era o número de províncias (ou nomos) em que o Egito se encontrava dividido.
Suas ações fizeram com que a maioria dos outros deuses se voltassem contra ele, mas Seth achava que seu poder era inatacável. Hórus, filho de Ísis e Osíris, conseguiu matar Seth, que acabou identificado como um deus do mal. Em algumas versões, Hórus castra Seth ao invés de matá-lo.



 NEFTIS


                                                                        
 Neftis é um dos filhos de Geb e de Nut, a irmã de Isis, Osíris e Seth. É esposa deste último, mas quando ele trai e assassina Osíris por quem era apaixonada, ela permanece solidária à Isis, ajudando-a a reunir os membros espalhados do defunto e também tomando a forma de um milhafre para velá-lo e chorá-lo. Como Isis, ela protege os mortos,  sarcófagos e um dos vasos canopos e usa seu nome na cabeça: um cesto colocado em um edifício.O hieróglifo de seu nome é um cesto colocado sobre uma coluna, que usa na cabeça,. 
É ainda na campanha de Isis que ela acolhe o sol nascente e o defende contra a terrível serpente Apófis.

Neftis
Filha de Geb e Nuit, era irmã e esposa de Seth. Era a rainha dos desertos e deusa da morte. Não gostava verdadeiramente do seu marido Seth, e chegou mesma a metamorfosear-se na figura de Isis, (sua irmã), assim enganando Osíris e copulando com ele, sendo que dessa relação nasceu Anubis, deus dos embalsamamentos e dos funerais. Neftis significa «senhora da casa» ou «senhora do castelo», ou «senhora do palácio», e ela era na verdade a rainha dos desertos, ou seja, da casa onde habitava o espírito do mal: Seth. Neftis era por isso deusa dos desertos e de todas as suas criaturas, assim como da noite, das trevas e da morte, ao mesmo tempo que era representada como uma belíssima mulher, uma sedutora irresistível e por vezes lasciva, que podia assumir a forma que bem quisesse para copular com quem bem desejasse, tal como fez com Osíris.


 HATOR
(Afrodite - Grego)


                                                                   
 Hator:  personificação das forças benéficas do céu, depois de Isis, é a mais venerada das deusas.Distribuidora  do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó, patrona do amor, da alegria, da dança e da música.  é a "dama da embriaguez" em honra de quem bebe vinho e toca música. 
Também é a protetora da necrópole de Tebas que sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.Seu centro de culto era a cidade de Dendera, mas havia templos dessa divindade por toda parte. 
É adorada na forma de uma mulher com chifres de vaca e disco solar na cabeça, de apenas uma mulher com cabeça de vaca ou simplesmente uma vaca   que usava um disco solar e duas plumas entre os chifres. Um rosto de mulher visto de frente e provido de orelhas de vaca, a cabeleira separada em duas abas com as extremidades enroladas, às vezes basta para envocá-la.


Hator
(deusa menor)
Deusa do feminino, da fertilidade, da sexualidade, do amor, da embriaguez, da prostituição, da felicidade, da prosperidade material e boas bênçãos aos humanos . Era uma das  deusas mais reverenciadas na antiguidade e o seu templo um dos mais belos do antigo Egito. O seu culto era realizado não só através de devoção espiritual, mas também através de rituais sexuais, nomeadamente através da prostituição sagrada.
Hator era a consorte dos faraós e acreditava-se que era ela que escolhia quem ocupava esse cargo divino, pois apenas um seu escolhido e amante seria elevado á condição de faraó. Por isso, embora todo o faraó possuísse esposas humanas, ele teria igualmente de ser amante desta deusa. Os sacerdotes de Hator, ao contrário do que sucedia com outros os deuses, mantiveram os conhecimentos sobre esta deusa em grande segredo, transmitindo apenas iniciaticamente de mestres para discípulos, pelo que mais saber sobre esta deusa se perdeu nos tempos.
Hathor é uma das deusas mais veneradas do Egito Antigo, a deusa das mulheres, dos céus, do amor, da alegria, do vinho, da dança, da fertilidade e da necrópole de Tebas, pois sai da falésia para acolher os mortos e velar os túmulos.
Poderes
É a legítima portadora do sistro (era feito em geral em bronze, mas também existiam exemplares em madeira e em faiança. Os sistros estavam particularmente associados ao culto da deusa Hathor, mas poderiam também ser empregues no de Ísis, Bastet e Amon. Os Egípcios acreditavam que o som produzido pelo instrumento poderia aplacar o deus em questão. Quando o culto de Ísis se difundiu na bacia do Mediterrâneo, o sistro tornou-se um instrumento popular entre os romanos).
Trazia a felicidade e era chamada de "dama da embriaguez" e muito celebrada em festas.
As mulheres solteiras oravam para ela enfeitiçar seus espelhos de metal.
Distribuidora do amor e da alegria, deusa do céu e protetora das mulheres, nutriz do deus Hórus e do faraó.


HÓRUS

Hórus: Filho de Osíris e Isis, Hórus tem uma infância difícil, sua mãe deve escondê-lo de seu tio  Seth que cobiça o trono de seu pai Osiris.
Após ter triunfado sobre Seth e as forças da desordem, ele toma posse do trono dos vivos; o faraó é sua manifestação na Terra.
Ele é representado como um homem com cabeça de falcão ou como um falcão sempre usando as duas coroas de rei do Alto e Baixo Egito. Na qualidade de deus do Céu, Hórus é o falcão cujos olhos são o Sol e a Lua.
Com o nome de "Hórus do horizonte", assume uma das forma do Sol, a que clareia a Terra durante o dia. Criador do Universo e de todo tipo de vida, Hórus era adorado em todo lugar. 
Ele é o deus mais importante de todos os deuses, aquele que guia as almas até o Dwat (Reino dos Mortos ). 

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Hórus
 (deus menor)

Filho de Isis e Osíris, é um deus da vida e da morte, pois foi gerado pela sua mãe que é deusa da vida, e pelo seu pai um deus da fertilidade aprisionado pela morte.
Horus foi ocultado de Seth ate estar preparado para vingar a traição de que o seu pai Osíris foi vitima ás mãos de Seth, que o esquartejou durante um banquete que lhe havia oferecido através de 72 demônios e assim o tornou escravo da morte para lhe usurpar o torno.
Osíris combateu Seth, lutando pelo trono do seu pai. Terá perdido a luta, sendo que foi sodomizado por Seth que assim pretendeu selar e provar a sua superioridade e a sua vitória sobre Horus.
Seth depositou o seu sêmen dentro de Hórus, para depois o apresentar em tribunal aos outros deuses e confirmar diante dos olhos de todos eles a sua indisputável vitória, confirmando que Hórus se tinha transformado num seu servo por via da submissão.
Contudo, Isis usou magia para fazer o sêmen desaparecer do corpo de Hórus e aparecer no corpo de Seth.
Seth sofreu assim um rude golpe e grande humilhação, sendo que o tribunal deliberou a sua derrota e o condenou ao exílio nos desertos de onde ele tinha vindo.
Hórus recuperou o trono do seu pai Osíris, e vingou-se de Seth, castrando-o para depois o expulsar deste mundo. A religião da antiguidade Egípcia acreditava por isso que foi através de Hórus que Seth, (o mal), foi expulso deste mundo e habita apenas nos seus domínios do maligno.

   

ANÚBIS
(Hades - Grego)


 Anúbis é o mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É mesmo o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias: a de Osíris. Todo egípcio espera beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia.
Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cachorro deitado em uma capela ou caixão. É representado como homem com cabeça de cachorro ou forma de um cachorro ou na forma de um cachorro selvagem. Este animal que frequenta as necrópoles lhe é associado.

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Anúbis 
(deus menor)
Filho de Seth  Neftis , é o deus dos funerais, mestre dos cemitérios e o patrono dos embalsamares. É na realidade o primeiro entre eles, a quem se deve o protótipo das múmias, É também o deus guardião dos cemitérios, e a entidade que conduz as almas dos mortos ao tribunal denominado «Amenti», onde as almas dos falecidos serão julgadas por Osíris e Maat.
Entre os antigos egípcios, era um importante deus dos infernos e condutor de almas.Todo egípcio esperava beneficiar-se em sua morte do mesmo tratamento e do mesmo renascimento desta primeira múmia. Anúbis também introduz os mortos no além e protege seus túmulos com a forma de um cão, vigilante, deitado em uma capela ou caixão. Anúbis era também associado ao chacal, animal que frequentava as necrópoles e que tem por hábito desenterrar ossos, paradoxalmente representava para os egípcios a divindade considerada a guarda fiel dos túmulos. No reino dos mortos, era associado ao palácio de Osíris, na forma de um homem com cabeça de cão ou chacal, era o juiz que, após uma série de provas por que passava o defunto, dizia se este era justo e merecia ser bem recebido no além túmulo ou se, ao contrário, seria devorado por um terrível monstro, Amut.  
Seu principal centro de adoração era Cinópolis, que em grego quer dizer cidade do cão. Como o cão ou chacal era seu animal sagrado, Anúbis era muitas vezes representado na forma de um cachorro ou de um chacal agachado.
Anúbis, também conhecido como
Anupu, ou Anupo e cujo nome hieroglífico é traduzido mais propriamente como Anpu, é o antigo deus egípcio da morte e dos moribundos, por vezes também considerado deus do submundo. Conhecido como deus do embalsamamento, presidia às mumificações e era também o guardião das necrópoles e das tumbas. Os egípcios acreditavam que no julgamento de um morto era pesado seu coração e a pena da verdade (como podemos ver em muitas gravuras egípcias). Caso o coração fosse mais pesado que a pena, sua alma era destruída para todo sempre, mas caso fosse mais leve, a pessoa em questão poderia ter acesso ao paraíso. Anubis era quem guiava a alma dos mortos no Além.
Os sacerdotes de Anúbis, chamados "stm", usavam máscaras de chacais durante os rituais de mumificação. Anúbis é uma das mais antigas divindades da mitologia egípcia e seu papel mudou à medida que os mitos amadureciam, passando de principal deus do mundo inferior a juiz dos mortos, depois que Osíris assumiu aquele papel. A associação de Anúbis com chacais provavelmente se deve ao fato de estes perambularem pelos cemitérios. O Anúbis era pintado de preto, por ser escura a tonalidade dos corpos embalsamados. Apesar de muitas vezes identificado como "sab", o chacal, e não como "iwiw", o cachorro, ainda existe muita confusão sobre qual animal Anúbis era realmente. Alguns egiptologistas se referem ao "animal de Anúbis" para indicar a espécie desconhecida que ele representava. Se você comparar com fotos do google, Anúbis tinha a cabeça dum cão da raça Pharaoh Hound. As cidades dedicadas a Anúbis eram conhecidas pelo grande número de múmias e até por cemitérios inteiros de cães.
A sua mãe é
Néftis, que durante uma briga com o marido Seth passou-se por Isis e teve relações com Osíris. Anúbis é pai de Qeb-hwt, também conhecido como Kebechet.
Em épocas mais tardias, Anúbis foi combinado com o deus grego Hermes, surgindo assim Hermanúbis.
"Nós, os Chacais, sacerdotes de Anúbis, somos os guardiães de suas tumbas gloriosas ou sepulturas humildes. Somos os guardiães dos mortos. Somos os servos de Anúbis. Somos a Cinópolis."
Suas funções eram semelhantes às de Osíris, o deus supremo dos infernos, e às de Tot, outro auxiliar de Osíris. Era dever de Anúbis assistir à preparação ritual dos corpos, pesar o coração de cada homem na balança da justiça e julgar os atos bons e maus de sua vida terrena.




  THOT


                                                                           
Thot: Trata-se de um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses. Divindade à qual era atribuída a revelação ao homem de quase todas as disciplinas intelectuais: a escrita, a aritmética, as ciências em geral e a magia. Era o deus-escriba e o deus letrado por excelência. Havia sido o inventor da escrita hieroglífica e era o escriba dos deuses; senhor da sabedoria e da magia.
O que faz dele o patrono dos escribas que lhe endereçam uma prece antes de escrever. "Mestre das palavras divinas".
Thot preside a medida do tempo: o disco na cabeça é a lua, cujas fases ritmam os dias e as noites. Representado como um íbis ou um homem com cabeça de íbis, ou ainda um babuíno.

Tot


Filho de Amon, marido de Maat. Era o escriba dos deuses, o deus da aprendizagem e da sabedoria relacionada com o oculto, a magia, o sobrenatural.
Toth, Tot, Tôt ou Thoth é o nome em grego de Djehuty (ou Zehuti), um deus pertencente ao panteão egípcio, deus da sabedoria um deus cordato, sábio, assistente e secretário-arquivista dos deuses.
É uma divindade lunar
(o deus da Lua) que tem a seu cargo a sabedoria, a escrita, a aprendizagem, a magia, a medição do tempo, entre outros atributos. Era frequentemente representado como um escriba com cabeça de íbis (a ave que lhe estava consagrada).
Também era representado por um babuíno. A importância desta divindade era notória, até porque o ciclo lunar era determinante em vários aspectos da atividade civil e religiosa da sociedade egípcia.
É, por vezes, identificado com Hermes Trismegisto. Sua filiação ora é atribuída a Rá, ora a Seth. Refere-se também que seria conselheiro de Rá.
Sua companheira íntima, Astennu, é por vezes identificada com o próprio Toth. Tinha uma filha:. Seshat. Era marido de Maet. Também é considerado, por Edgar Cayce, como um engenheiro atlante da antiga civilização perdida de Atlântida e que terá participado na construção das piramides





MAÁT

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Maát: Esta deusa, que traz na cabeça uma pluma de avestruz, representa o equilíbrio, a harmonia do Universo tal como foi criado inicialmente.É também a deusa do senso de realidade. Filha dee de um passarinho que apaixonando-se pela luminosidade e calor do Sol, subiu em sua direção até morrer queimado. No momento da incineração uma pena voou. Era Maat. É a pena usada por Anúbis para pesar o coração daqueles que ingressam no Dwat. 
Em sociedade, este respeito pelo equilíbrio implica na prática da equidade, verdade, justiça; no respeito às leis e aos indivíduos; e na consciência do fato que o tratamento que se inflige aos outros pode nos ser infligido.
É Maát, muito simbolicamente, que se oferece aos deuses nos templos. Ela cuida dos tribunais e também possui templos.





    PTAH
(Hefesto - Grego)


Ptah: Deus de Mênfis que foi a capital do Egito no Antigo Império, Ptah é "aquele que afeiçoou os deuses e faz os homens" e "que criou as artes". Concebeu o mundo em pensamento e o criou por sua palavra. Seu grande sacerdote chama-se "o superior dos artesãos". É, realmente, muito venerado pelos trabalhadores manuais, particularmente pelos ourives. Tem o préstimo dos operários de Deir el-Medineh. Representa em uma vestimenta colante que lhe dá a impressão de estar sem pescoço e usando na cabeça uma calota. Tem como esposa a deusa Sekhmet e por filho Nefertum, o deus do nenúfar ( plantas aquáticas ).



SEKHMET


                                                                       
 Sekhmet, "o poder", é mau caráter e tem cóleras pavorosas que podem propagar no país ventos ardentes, epidemias e a morte. Apaziguada por festas e oferendas, torna-se possível obter sua ajuda contra Apófis - que se opõe ao andamento do sol - os inimigos do rei em tempos de guerra ou os agentes responsáveis pela doença no corpo dos homens. Seus sacerdotes são experts em magia e medicina.
Em Mênfis, Sekhmet é a esposa de Ptah e mãe de Nefertum. É quase sempre representada como uma mulher com cabeça de leoa, coroada com o disco solar, era uma de suas representações que, por sua vez, simbolizava os poderes destrutivos do Sol. Embora fosse uma leoa sanguinária, também operava curas e tinha um frágil corpo de moça. Era a deusa cruel da guerra e das batalhas e tanto causava quanto curava epidemias. Essa divindade feroz era adorada na cidade de Mênfis. 
Sua juba (dizem os textos) era cheia de chamas, sua espinha dorsal tinha a cor do sangue, seu rosto brilhava como o sol... o deserto ficava envolto em poeira, quando sua cauda o varria... 



Sekhmet
(deusa menor)

Sekhmet é deusa da guerra, já foi muito temida no Egito antigo por ser um símbolo da punição de Rá, ela já foi casada com o deus Ptah, mas acabaram se separando e Ptah se casou novamente com a filha de Rá e Sekhmet : Bastet. 
Sekhmet também é deusa das doenças, mas revela aos médicos as curas que ela mesma causou sendo assim uma deusa da cura também. 
Sekhmet é muito confundida com sua filha Bastet, mas também as duas já tiveram o mesmo marido, ambas são ditas como mães de Nefertum, as duas são deusas felinas que tem poder sobre o sol. 
Sekhmet era uma seguidora muito fiel de Rá, ela seguia todas suas ordens cegamente assim como outra seguidora fiel de Rá: a deusa Hathor, o curioso disso é que é dito que a deusa Hathor ao absorver a energia de o abraçando, Hathor toma a forma de uma leoa e desce a terra para destruir a humanidade, assim se assemelhando muito a Sekhmet, pois Sekhmet quase exterminou toda raça humana por uma ordem de Rá.



   MERETSEGER


                                                                    
Meretseger: Ela é a dama da necrópole tebana, a deusa do cimo mais elevado que domina o maciço montanhoso. Sua notoriedade ultrapassa muito pouco o plano local, mas nestes limites é muito venerada, particularmente pelos operários do Túmulo.
Meretseger possui capelas em sua cidade, até mesmo nas casas, assim como um pequeno templo cavado na rocha perto do Vale das Rainhas onde está associada à Ptah. Protege os mortos e pode punir os maldosos.
Representada mais freqüentemente como uma serpente, às vezes com cabeça humana, ela pode também ser uma mulher com cabeça de serpente.



BASTET
(deusa menor)



Deusa de cabeça de gato, doce e bondosa, cujo templo mais conhecido ergue-se em Bubástis (seu centro de culto), cujo nome em egípcio – Per Bast – significa “a casa de Bastet”. No Egito, o gato foi venerado como um animal delicado e útil, o favorito da deusa Bastet – a protetora dos lares, das mães e das crianças. 
No Antigo Egito, o gato doméstico, trazido do sul ou do oeste por volta do ano de 2.100 a.C., é considerado um ser divino, de tal ordem que, se um deles morrer de morte natural, as pessoas da casa raspam as sobrancelhas em sinal de luto. 
No santuário de Bastet, em Bubástis, foram encontrados milhares de gatos mumificados, assim como inúmeras efígies de bronze que provam a veneração a esse animal. Em seu templo naquela cidade a deusa-gata era adorada desde o Antigo Império e suas efígies eram bastante numerosas, existindo, hoje, muitos exemplares delas pelo mundo. 
Quando os reis líbios da XXII dinastia fizeram de Bubástis sua capital, por volta de 944 a.C., o culto da deusa tornou-se particularmente desenvolvido. 
O gato é um símbolo que assumiu múltiplos significados entre as diferentes civilizações, na simbologia. Segundo uma tradição celta, ele teria nove vidas. Posteriormente, durante a Idade Média, o gato passou a ter apenas sete vidas. Animal misterioso associado aos poderes da lua, ao mundo da magia e às bruxas, os machos pretos eram a personificação do diabo. 
Na Cabala e no budismo o gato representa a sabedoria, a prudência e a vivacidade. A tradição popular japonesa aponta-o como um animal que atrai má sorte.



KHNUM

KHNUM, um dos deuses relacionados com a criação era simbolizado por um carneiro, animal considerado excepcionalmente prolífico pelos egípcios. Segundo a lenda, o deus Khnum, um homem com cabeça de carneiro, era quem modelava, em seu forno de oleiro, os corpos dos deuses e, também, dos homens e mulheres, pois plasmava em sua roda todas as crianças ainda por nascer. Principal deus da Ilha Elefantina, localizada ao norte da primeira catarata do Nilo, onde as águas são alternadamente tranquilas e revoltas. Tem duas esposas Anuket (águas calmas) e Sati ( a inundação). Um dos velhos deuses cósmicos, é descrito como autor das coisas que são, origem das coisas criadas, pai dos pais e mãe das mães. Sua esposa Anuket ou Heqet, deusa com cabeça de rã, também era associada à criação e ao nascimento.



ANUKET
(deusa menor)

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Anuket era uma deusa ligada a água, tanto que construíam barcas com seu nome, dizendo que eram as barcas de Anuket, é casada com Khnum e com ele e mais Satis formam a tríade em Elafantina. 
Anuket inicialmente era uma deusa ligada a água depois de um tempo foi considerada a deusa da sexualidade, seu nome significa "abraçar", o que da a ideia de que ela seja uma deusa bondosa. 
Seu culto sempre ficava na primeira cachoeira, principalmente na ilha de Sehel, tinha grande popularidade, quando os egípcios dominavam terras com cachoeiras. 
Anuket era representada por uma mulher com uma coroa feita de plumas e vegetais, também surgia como uma gazela, que era considerado o animal sagrado da deusa.



SOBEK
(deus menor)


Sobek um crocodilo ou um homem com cabeça de crocodilo representavam essa divindade aliada do implacável deus Seth. O deus-crocodilo, era venerado em cidades que dependiam da água, como Crocodilópolis, seu centro de culto, na região do Faium, onde os sáurios eram criados em tanques e adornados com jóias, eram protegidos, nutridos e domesticados. Um homem ferido ou morto por um crocodilo era considerado privilegiado. A adoração desse animal foi sobretudo importante durante o Médio Império.
Sobek é o deus crocodilo do Egito, mas foi chamado pelos gregos de Suchos, o que lembra os servos de Sobek, os chamados Petsuchos.
Sobek é muito visto como um deus bom, sendo deus da fertilidade, da vegetação e da vida, ele é dito como o criador do rio Nilo, que foi criado a partir de seu suor.
Sobek nem sempre foi considerado um deus bondoso, quando ele surgiu das águas primordiais do caos como "o senhor das águas", era temido por seu aspecto maligno, e era chamado de demônio de Duat (local onde Osíris julga os mortos), acabou se associando com Seth, pois causava muito perigo e desordem, também é dito que depois de Seth matar Osíris, ele se escondeu num corpo de crocodilo, para não receber castigo pelo seu crime, e o crocodilo se tornou Sobek.
Sobek era dito como filho de Seth com Neit.


TUÉRIS

TUÉRIS, (Taueret) era a deusa-hipopótamo que protegia as mulheres grávidas e os nascimentos. Ela assegurava fertilidade e partos sem perigo. Adorada em Tebas, é representada em inúmeras estátuas e estatuetas sob os traços de um hipopótamo fêmea erguido, com patas de leão, de mamas pendentes e costas terminadas por uma espécie de cauda de crocodilo. Além de amparar as crianças, Tueris também protegia qualquer pessoa de más influências durante o sono. 



KHEPRA

KHEPRA, (escaravelho, em egípcio) ou um homem com um escaravelho no lugar da cabeça também representavam o deus-Sol. Nesse caso o besouro simbolizava o deus Khepra e sua função era nada menos que a de mover o Sol, como movia a bolazinha de excremento que empurrava pelos caminhos. Associados à ideia mitológica de ressurreição, os escaravelhos eram motivo freqüente das peças de ourivesaria encontradas nos túmulos egípcios.


ÁPIS

ÁPIS, o boi sagrado que os antigos egípcios consideravam como a expressão mais completa da divindade sob a forma animal e que encarnava, ao mesmo tempo, os deuses Osíris e Ptah. O culto do boi Ápis, em Mênfis, existia desde a I dinastia pelo menos. Também em Heliópolis e Hermópolis este animal era venerado desde tempos remotos. Essa antiga divindade agrária, simbolizava a força vital da natureza e sua força geradora.


BABUINO

BABUINO ou cinocéfalo é um grande macaco africano, cuja cabeça oferece alguma semelhança com os cães. No Antigo Egito este animal estava associado ao deus Thoth, considerado o deus da escrita, do cálculo e das atividades intelectuais. Era o deus local em Hermópolis, principal cidade do Médio Egito. Deuses particularmente numerosos parecem ter se fundido no deus Thoth: deuses-serpentes, deuses-rãs, um deus-íbis, um deus-lua e este deus-macaco.


ÍBIS


ÍBIS, uma ave pernalta de bico longo e recurvado. Existe uma espécie negra e outra de plumagem castanha com reflexos dourados, mas era o íbis branco, ou íbis sagrado, que era considerado pelos egípcios como encarnação do deus Thoth. Esta ave tem parte da cabeça e todo o pescoço desprovido de penas. Sua plumagem é branca, exceto a da cabeça, da extremidade das asas e da cauda, que é muito negra. Um homem com cabeça de íbis, era outra das representações daquele deus.


APÓFIS

apophis_by_genzoman mitologia egipcia

APÓFIS, a serpente que habitava o além-túmulo, representava as tempestades e as trevas. É descrita no chamado Livro de Him no Inferno, uma obra que narra a viagem do deus-Sol pelo reino das sombras durante a noite. Nessa jornada, enquanto visitava o reino dos mortos, a divindade lutava contra vários demônios que tentavam impedir sua passagem. As serpentes estavam entre os adversários mais perigosos e o demônio líder de todos eles era Apófis a grande serpente. A mitologia egípcia inclui muitos deuses e deusas, entretanto, geralmente representam o mesmo conjunto de forças e arquétipos. O grupo acima descrito, resume de modo satisfatório o grande panorama da religião egípcia que perdurou durante milênios.



  NEITH


             
Neith: É a mais antiga deusa citada pelos textos, talvez a protetora do Baixo Egito bem antes da unificação do país. Venerada principalmente em Sais, no Delta, ela é representada como uma mulher que usa a coroa vermelha do Baixo Egito. Seu nome se escreve com duas flechas ou dois arcos, o que a designa bem como uma deusa guerreira.
Também é protetora, com Duramulef, do vaso canopo do estômago, ela parece ser uma divindade que basta a si própria, um dos raros princípios criadores femininos entre os deuses egípcios.



SERKET



O EGITO ABRIGAVA DOIS tipos de escorpiões: um mais escuro e relativamente inofensivo e outro mais claro, mais venenoso. A deusa Selkis tomava justamente a forma de um desses animais e, apesar da periculosidade do bicho, era uma divindade protetora e curadora que defendia contra a picada desses artrópodes. Seu nome no idioma egípcio era Serket-Heru, que significa aquela que faz a garganta respirar ou a que facilita a respiração na garganta, já que a picada do escorpião produz asfixia. Essa denominação também se relaciona com a ajuda que a deusa prestava para que o recém-nascido ou o defunto, em seu renascimento, pudessem respirar. Nos textos funerários surge como a mãe dos defuntos, aos quais amamenta. No além-túmulo ela ajudava no processo de renascimento do falecido e o orientava e dava-lhe o sopro da vida. Foram os gregos que lhe deram o nome de Selkis, nome que também aparece grafado como Serqet, Serket, Selqet, Selket, Selkit ou Selchis.

ESSA DIVINDADE PODIA SER REPRESENTADA de diversas maneiras: como uma linda mulher com um escorpião na cabeça, como nesta graciosa estatueta em madeira dourada que vemos acima, descoberta no túmulo de Tutankhamon (c. 1333 a 1323 a.C.);como uma mulher com cabeça de escorpião;
mais raramente, como um escorpião com cabeça e braços femininos e tendo como toucado chifres de vaca e o disco solar, como vemos na ilustração abaixo, a qual reproduz um bronze de 7 centímetros de altura por 10 centímetros de profundidade pertencente ao Museu do Louvre;
como um escorpião;
na XXI dinastia (c. 1070 a 945 a.C.) podia aparecer com cabeça de leoa, cuja nuca era protegida por um crocodilo.

QUANDO ASSUMIA A FORMA DE UM ESCORPIÃO, o animal às vezes era mostrado sem cabeça e sem cauda, pois desta maneira ele perdia seu veneno e se tornava inofensivo, podendo ser representado dentro do túmulo sem perigo. E assim era porque os egípcios acreditavam que todos os seres vivos representados nas tumbas poderiam ganhar vida se as fórmulas mágicas adequadas fossem pronunciadas. Portanto, era importante neutralizar o perigo de certas imagens reduzindo-as à impotência. Essa deusa-escorpião se identificava com o calor abrasador do Sol e era uma das quatro divindades protetoras de ataúdes reais e dos vasos canopos , dos quais ela guardava aquele que continha os intestinos.



TRATA-SE DE UMA DIVINDADE que já aparece no Império Antigo (c. 2575 a 2134 a.C.) como guardiã do trono real e vem rodeada de simbologia mágica. Ela protegia das picadas venenosas de escorpiões, serpentes ou outros animais peçonhentos e curava as pessoas que, acidentalmente, tivessem sido atacadas por esses animais, sobretudo quando se tratasse de crianças e mulheres grávidas. Mas também poderia punir os ímpios com esses mesmos venenos, levando-os à morte. Também era deusa da união conjugal e ajudava as mulheres na hora do parto. Era filha de  e cuidava para que a serpente Apófis não escapasse do mundo inferior. Nos textos conhecidos modernamente como Livro de Him no Infernovem descrito o que acontece no além-túmulo. O deus-Sol tem as 12 horas do período noturno para renascer. A cada hora corresponde um estágio de sua jornada no além. Apófis tenta engolir o deus-Sol durante essa jornada e representa uma grande ameaça. Na sétima hora Selkis aparece para combater a serpente Apófis. Rá em seu barco assiste a captura da serpente. Finalmente Selkis, com ajuda de outra divindade, capturam o demônio e subjugam a cabeça e a cauda do monstro e trespassam com punhais a cabeça e o corpo da cobra. Selkis desempenha, também, um papel importante na lenda de Ísis e Osíris, pois enviou sete dos seus escorpiões para protegerem Ísis do deus Seth  que a perseguia.

AS RELAÇÕES DE PARENTESCO DE SELKIS não eram bastante claras. Podia ser considerada mãe ou filha de Rá, razão pela qual sua ira era considerada como o causticante sol do meio-dia. Entretanto, em algumas lendas locais de Edfu era tida como esposa de Hórus  e mãe de Rá-Harakhti, o Hórus no Horizonte. Os Textos das Pirâmides  afirmam que ela era mãe de  Nehebkau, uma serpente de três cabeças que evoluiu de uma posição maléfica a protetora do faraó contra picada de cobras, enquanto outras fontes dizem que ela era esposa dessa divindade.

PROTETORA DE VIVOS E MORTOS, ESSA DEUSA não dispunha de um lugar de culto em particular. Sendo originariamente adorada no delta do Nilo, seu culto se espalhou por todo o Egito e isso pode ser considerado natural uma vez que as cobras e escorpiões eram abundantes no país e o povo precisava de uma proteção mágica contra eles. Embora tivesse sacerdotes dedicados ao seu culto, aos quais ela protegia e delegava seus poderes mágicos, até hoje não foi encontrado qualquer templo que lhe fosse consagrado. Ela figurava sobretudo nas fórmulas mágicas ou nas paredes das tumbas com o objetivo de proteger o defunto de qualquer ataque. As pessoas usavam amuletos com a forma do escorpião para se protegerem contra as perigosas picadas do animal e até mesmo curá-las.

OS SACERDOTES DE SELKIS eram verdadeiros médicos e magos ou curandeiros, dedicados à cura de picadas de animais venenosos. Suas habilidades de encantadores de escorpiões e de serpentes eram muito requisitadas, a julgar pelo enorme número de encantamentos para repelir tais animais e para curar suas picadas que aparecem nos papiros egípcios. Isso indica a extensão do problema, o qual ainda é comum no Egito Moderno. Esses homens eram chamados de Kherep Selket, literalmente, aquele que tem poder sobre a deusa escorpião. No Antigo Egito um Sacerdote Leitor e um doutor poderiam também ter o título de Kherep Selket. O título de Sunu, que significa doutor ou médico, era atribuído a pessoas que prescreviam remédios tanto médicos quanto mágicos. Hoje em dia os encantadores de serpente usam técnicas práticas para enlaçar suas presas, mas eles também ainda confiam em cantos mágicos.


AMENÓFIS
                                                                       
Amenófis I: Venerado pelos operários, sem dúvida na qualidade de fundador da instituição do Túmulo
o rei Amenófis I divinizado é, por sua vez, um deus e uma espécie de santo patrono. Filho da rainha Ahemés-Nefertari e do rei Amófis, ignora-se onde estaria seu túmulo, mas seu templo de milhões de anos estava separado deste.
A ele se dedicam estelas, além de uma festa suficientemente importante para dar nome ao mês durante o qual acontece.
A estátua de Amenófis, conduzida em procissão por toda necrópole, produz oráculos.


 BÉS


                                                                             
Bés: Ele parece um vilão mas, sob melhor julgamento, se vê que ele é benéfico. Parece um anão obeso, com pernas arqueadas e rosto pouco gracioso; mostra a língua ao espectador que o fita no fundo dos olhos! Por outro lado, ele protege contra mau olhados, ajuda nos partos, espalha alegria e caça os maus espíritos dançando e tocando música, além de proteger dos pesadelos aqueles que dormem. Estas são as razões pelas quais ele decora camas, apoios de cabeça, objetos de toalete, instrumentos de música...



IMOTEPH
Imoteph: Sabe-se com certeza que essa divindade foi na verdade um homem: um grande sábio que 
apareceu misteriosamente no reinado do Faraó Djozer.
Graças a ele foram introduzidos notáveis avanços no campo da arquitetura e principalmente nas ciências medicas, a ponto de os próprios gregos mais tarde o reverenciá-lo sob o nome de ESCULÁPIO, o pai da medicina. Em egípcio arcaico significa "aquele que veio em paz".
Encontrar a sua tumba - se é que ela existe! - é o sonho dourado de todos os egiptólogos. As antigas tradições dizem que aquele deus após cumprir sua missão na TERRA, retornou à companhia dos deuses.
Nut: A deusa que representava o céu, era significativamente invocada como "A MÃE DOS DEUSES". Era representada por uma belíssima mulher, trazendo o disco solar orlando sua cabeça.
No túmulo de TUTANCAMON foi encontrado junto a sua múmia um peitoral no qual era invocado a proteção desta deusa: "Nut minha divina mãe, abre tuas asas sobre mim enquanto brilharem nos céus as imorredouras estre

O homem responsável pela construção da primeira pirâmide do Egito, a pirâmide de degraus de Djoser, seu projetista e coordenador de todos os trabalhos, foi Imhotep (I-em-htp em egípcio), arquiteto genial, médico, sacerdote, mágico, escritor e primeiro ministro daquele faraó. Infelizmente, poucas informações chegaram até nós sobre essa misteriosa personalidade histórica, mas seu legado foi inesquecível. Prova disso está no fato de que sua vida foi celebrada por três mil anos, desde a época da construção da pirâmide de degraus até o período greco-romano, o que, historicamente, ocorreu com poucos homens. Durante toda a história egípcia, a era de Imhotep foi considerada como uma época de grande sabedoria. Ele foi o primeiro grande herói nacional do Egito. Era tido em tão alta consideração pelos egípcios como médico e sábio que, 23 séculos após sua morte, acabou sendo deificado como deus tutelar da medicina. Os gregos, por sua vez, deram-lhe o nome de Imuthes e identificaram-no com Asclépio, filho de Apolo, o Esculápio dos romanos, deus da ciência médica.
Ele também era considerado pelos egípcios como o maior dos escribas e escreveu tratados de medicina e de astronomia e uma obra de provérbios que, infelizmente, não foi encontrada pelos arqueólogos. Quando se tornou lendário, os escribas lhe prestavam homenagem derrubando algumas gotas de seu godé em honra do antigo escrevente antes de começarem seu trabalho. Durante o reinado de Djoser ocupou a segunda posição na hierarquia faraônica e na base da estátua daquele rei, encontrada em sua pirâmide, o nome e títulos de Imhotep aparecem no mesmo lugar de honra que os do faraó. Os seus títulos eram muitos: Chanceler do Faraó do Baixo Egito, Primeiro após o Faraó do Alto Egito, Administrador do Grande Palácio, Médico, Nobre Hereditário, Sumo Sacerdote de Anu (On ou Heliópolis), Arquiteto-Chefe do Faraó Djoser, Escultor e Fabricante de Recipientes de Pedra. No Período Tardio lhe era prestado um culto em uma das capelas do complexo de Saqqara, local para onde afluíam os coxos de todo o país em busca de cura.
A tradição diz que Imhotep era filho de uma mulher chamada Khreduankh e do deus Ptah. Seus pais deviam ser membros da aristocracia, como indica o título de Nobre Hereditário. Provavelmente foi educado por um escriba a partir dos 12 anos e teria começado sua carreira ainda jovem. Deve ter ingressado na vida sacerdotal, sendo que a função de Sumo Sacerdote de Heliópolis só podia ser ocupada após extensa educação nas artes e nas ciências.
A grande engenhosidade e perícia desse homem consistiu em incorporar a um monumento de pedra todos os métodos artísticos e de engenharia que durante décadas haviam sido aplicados a construções de madeira, feixes de caniços e talos e tijolos de limo secos ao sol, obtendo como resultado final um extraordinário complexo funerário. As inovações introduzidas por Imhotep foram muitas: a coluna estriada e não estriada, os pórticos, os propileus, os pilares, os capitéis nas mais variadas formas, baixos-relevos cheios de realismo e de vida, obras de olaria envernizadas ou esmaltadas. Usando uma linha leve e elegante ergueu pequenos templos, edículas e pavilhões. A ele também se deve o hábito de orientar rigorosamente as pirâmides para o norte. Por tudo isso, ele tem sido considerado o gênio criador da arquitetura.



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DEUSES GREGOS E ROMANOS



ZEUS - JÚPITER
Zeus (nome grego) — Júpiter (nome romano)

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ZEUS
 DEUS DO PANTEÃO OLÍMPICO
Brilhar; perspectiva ampla; origem da constelação da Serpente e das Ursas; fundador de uma nova era; formar alianças para consolidar seu poder e impor sua vontade sobre os outros; consciência onde leva a atitudes conscientes, onde é exaltado o controle, a razão, a vontade e o poder; rapidez para decidir e imediatamente agir; discurso duro e forte impondo seu poder absoluto; envolvimento emocional para fazer alguma coisa para corrigir os erros do meio ou das pessoas; visão distante; justiça; raio; poder punitivo por uma ação fulminante; aventuras; juízes e advogados; sabedoria e prudência; destino; várias uniões; paixões repentinas; artifícios; pensar grande; postura majestosa; generosidade por desejo de controlar; viagens; tem características sagitarianas.
Governante do Monte Olimpo, rei dos deuses e dos homens, deus do tempo, sexto filho de Cronos e de Réia. Estava destinado a ser comido pelo pai, como seus irmãos.
Mas a mãe o escondeu, dando a Cronos uma pedra para comer. Depois de crescido, Zeus deu uma beberagem a Cronos e o fez vomitar filhas e filhos, que se uniram a Zeus contra os deuses mais velhos.
Usando raios roubados, eles ganharam a batalha e o universo...
Zeus tomara como sua primeira amante Métis - a Prudência. Gaia que representa a Terra (uma das divindades primordiais, avó de Zeus), e Urano, o céu, filho e amante de Gaia, haviam revelado a Zeus que se ele tivesse uma filha, e depois um filho homem de Métis, este seria mais poderoso que o pai, e lhe tomaria o poder supremo, assim como ele, Zeus, havia feito a Cronos.
Quando Métis ficou grávida pela primeira vez, Zeus engoliu-a para que a profecia de Gaia não se concretizasse. Ao término da gestação, Zeus começou a ter terríveis dores de cabeça.
Não sabendo a razão das dores que o enlouqueciam, Zeus ordenou a Hefesto, um deus ferreiro, que lhe abrisse a cabeça com um machado.
Da cabeça fendida de Zeus saltou Atena (em grego: Atena; em latim: Minerva), já adulta, inteiramente vestida e armada com a égide e a lança. Atena lançou um terrível grito e dançou a pírrica, dança de guerra.
A égide era um escudo coberto com pele de cabra que funcionava como arma defensiva e ofensiva.
Enquanto deusa da astúcia e da prudência, da guerra, e sobretudo da capacidade de criar estratagemas, engenhos, planos e métodos de ação para realização de objetivos concretos, Minerva tem entre os heróis e os guerreiros, seus favoritos e protegidos.
Assim, muitas de suas histórias mais conhecidas, tratam do auxílio e do aconselhamento que ela presta, imprescindíveis para que os heróis consigam realizar seus feitos mais gloriosos.
Dentre as mais conhecidas são as de Perseu e a Cabeça de Medusa, Os Doze Trabalhos de Hércules, O Cavalo de Tróia e o Mito dos Argonautas.



JÚPITER

Em grego, Zeus. O mais poderoso dos deuses. Era filho de Saturno e de Réia. Saturno recebera de seu irmão Titã o império do mundo, com a condição de que não criaria jamais nenhum filho masculino; todos aqueles que nascessem, seriam devorados por ele.
Réia, que tivera a dor de ver vários de seus filhos devorados pelo marido, sentindo-se novamente grávida, dirigiu-se para a ilha de Creta, onde deu à luz Júpiter; em seguida para enganar o marido, deu-lhe uma pedra embrulhada em panos, que o voraz deus logo engoliu sem se dar conta do logro.
O deus recém-nascido foi aleitado numa gruta do monte Ida pela cabra Amaltéia, e cuidado pelas Ninfas. Logo que Júpiter cresceu e soube ser filho de Saturno, dirigiu-se ao pai a fim de que este o reconhecesse como filho.
Titã, que ignorava a burla, acusou Saturno de fraude; prendeu-o e pôs Júpiter no trono. Este atacou o Titã, libertou seu pai e colocou-o, novamente, no trono.
Saturno, espantado com a força do filho, procurou por todos os meios ver-se livre dele. Júpiter revoltou-se, então, contra o pai, expulsou-o do céu e obrigou-o a ir morar no Lácio.
Feito senhor absoluto do mundo, reservou-se o reino dos Céus, deu os mares a Netuno e os Infernos a Plutão. De tantas amantes teve um número imenso de filhos.



 ZEUS 

Zeus é o deus supremo da mitologia grega. Na mitologia romana ele recebe o nome de Júpiter, é em homenagem ao deus dos deuses que foi dado seu nome ao maior dos planetas do sistema solar.
Zeus é o chefe dos deuses no Olimpo e seus símbolos são o cetro, o relâmpago e a águia. Ele governa os céus, tem o poder de lançar raios, dissipar as nuvens e fazer chover abundantemente, assim fertilizando o solo.
Filho de Cronos e Réia, tinha ainda as irmãs Hera, Héstia e Deméter. Havia uma profecia que dizia que um dos filhos de Cronos iria destroná-lo, o que levou Cronos a engolir seus filhos logo que nasciam.
No nascimento de Zeus, Réia quis evitar aquela situação e ofereceu a seu marido, uma grande pedra toda enfaixada, Cronos engoliu-a imediatamente.
Depois de muitos anos, quando Zeus foi apresentado a Cronos, seu pai não o reconheceu e aceitou uma poção preparada com néctar que o fez vomitar a pedra e todos os irmãos e irmãs de Zeus.
Estes se uniram e venceram uma guerra contra os Titãs que durou dez anos, após a vitória, Zeus, Possêidon e Hades dividiram o planeta entre eles e passaram a governar o seu território escolhido.
Zeus é sem dúvida alguma, a maior entidade da mitologia clássica. Esta carta simboliza a grandeza, a pompa, poder, onipotência e a proteção da família.
No sentido positivo também pode significar liderança, popularidade, ambição, evolução e habilidade com cargos de confiança, poder e autoridade. Representa ainda a possibilidade de se atingir o máximo em relação ao que se deseja.
Quando Zeus aparece para um homem é provável que ele precise se defender com mais avidez. Já para uma mulher, pode significar que ela não deva ser tão submissa aos seus namorados ou marido, nem às suas amigas.
Ao aparecer invertida, a carta representa autoritarismo, ressentimento, rebeliões, corrupção ou dominação sexual excessiva. Na vida profissional pode significar falta de capacidade em chefiar ou de talento para posições de autoridade.
A carta Zeus invertida pode significar também brigas e discussões em abundância, escândalos e até confusões e problemas com a lei.
Numa analogia com o Tarô de Marselha, Zeus corresponderia ao Imperador, que é a corporificação da autoridade e da lei.

 HERMES — MERCÚRIO
 Hermes (nome grego) — Mercúrio (nome romano)

                                               


HERMES
Filho de Zeus e mensageiro aos mortais, protetor dos rebanhos e do gado, dos ladrões e dos malandros, guardião dos viajantes, festejou o dia em que nasceu com o roubo do gado de Apolo.
Enganou os que o perseguiam com uma pista engenhosamente falsa. Apanhado, alegou que era muito moço para roubar. Talvez com alguma ironia, esse trapaceiro foi feito deus não apenas do comércio: também dos oradores e escritores.

MERCÚRIO

Imagem relacionadaFilho de Júpiter e da Atlântida Maia. Era o mensageiro dos deuses. Nasceu sobre o monte Cilene, na Arcádia. Foi criado e educado pelas Estações. Não há, na Mitologia, divindade que tenha tantas atribuições como Mercúrio.
Intérprete e ministro fiel dos demais deuses, sobretudo de Júpiter, servia com zelo em todas as oportunidades, mesmo as menos honestas. Era o encarregado de todos os negócios do Olimpo.
Conduzia aos Infernos as almas dos mortos (psicopompo) e também as trazia quando necessário. O corpo somente morria quando Mercúrio cortava definitivamente os laços que unem a alma ao corpo.
Consideravam-no o deus da eloquência, dos comerciantes e dos ladrões. Contam que logo depois de nascido ele saltou do berço, fugiu da gruta e, encontrando uma tartaruga, matou-a.
Jogou fora a carne e da carcaça fez a lira, estendendo nela sete cordas de tripa de ovelha.
Em, Piéria, na Macedônia, roubou cinqüenta novilhos de Apolo. Para não ser descoberto, envolveu os pés em pano, e voltou de costas, caminhando sobre as pegadas.
Retornou para sua gruta, fez fogo matou dois novilhos, ofereceu uma parte em sacrifício e foi, novamente para o berço. A mãe, que percebeu tudo, ameaçou-o com a ira de Apolo.
Mercúrio afirmou que não temia o poderoso deus. As aves agoureiras contaram a Apolo quem era o ladrão das suas reses. Mercúrio nega o furto e é levado à presença de Júpiter.
Constrangido termina mostrando onde escondera as restantes. Para serenar Mercúrio dedilha algumas melodias na sua lira. Apolo, embevecido, propõe uma troca: dá-lhe o caduceu e Mercúrio a lira.
Representam-no jovem com um caduceu numa mão e uma bolsa na outra. Sobre a cabeça tem um chapéu alado e nos pés asas pequenas.

 HERMES 
O arauto dos deuses, Hermes é a divindade grega conhecida como patrona dos viajantes. Equivale a Mercúrio na mitologia romana, em que é tido como deus da indústria e do comércio, e o deus mensageiro do Olimpo.
Segundo a lenda, já no primeiro dia de vida Hermes inventou a lira e roubou os bois que pertenciam a Apolo. Ao perceber a falta de seu gado e saber quem era o ladrão, Apolo levou o pequenino garoto até seu pai Zeus.
Durante a acusação, Hermes tocou lira e divertiu os velhos deuses, além de distraí-los. No final, Hermes ofereceu sua lira a Apolo, este deu em troca uma vara mágica com víboras enroladas junto com algumas ovelhas.
Participava de todos os negócios divinos como ministro ou servidor, deus da eloquência, rege as encruzilhadas (é o deus Mercúrio que entra no inferno para encaminhar as almas junto com o Arcanjo Miguel).
Hermes é considerado como o guia dos heróis aventureiros e dos viajantes perdidos. A pedido de Zeus, Hermes raptou a mortal Io do gigante de 100 olhos Argos.
Depois desse feito Hermes passou a ser padroeiro dos ladrões, jogadores e oradores.
O mensageiro celestial é visto quase sempre na figura de um jovem esbelto e atlético.
Os símbolos de Hermes são uma vara com duas cobras enroladas (emblema da medicina), o capacete alado e as sandálias aladas.
A carta Hermes quer dizer ao consulente: velocidade, astúcia, equilíbrio, adaptabilidade, diplomacia e comunicabilidade, habilidade literária, para comércio e negociações.
Na vida profissional, ótimas perspectivas para trabalhos investigativos e em profissões relacionadas com medicina. Hermes sempre traz sinal de viagens, comércio, aprendizado e todo tipo de atividade mental.
Na posição invertida, a carta significa charlatanismo, artimanhas, trapaças, falsidades, espionagem, desequilíbrio ou preguiça mental e problemas de comunicação.
Numa analogia com o Tarô de Marselha, Hermes corresponderia ao Mago, símbolo da criatividade com astúcia.

 HERA — JUNO
Hera (nome grego) — Juno (nome romano, é uma lua de Júpiter)


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HERA 
 A GRANDE DEUSA DO OLIMPO
Protetora do casamento, das mulheres casadas, das crianças e dos lares, era esposa e irmã de Zeus, uma das que tinham sido vomitadas por Cronos.
Algumas histórias diziam que Zeus a namorou durante 300 anos, até que ela consentisse em casar-se com ele. Hera aparece nas histórias sempre como uma esposa traída.




JUNO
Juno é um asteroide relacionado com as relações conjugais. Ele traz uma energia para definirmos nosso ponto de vista com relação ao casamento.
Ele nos diz o que esperamos das pessoas que escolhemos para nos casarmos e o que esperamos obter da nossa relação conjugal.
Por exemplo, Juno em Escorpião: Você espera que as suas relações conjugais se dêem em um clima de sensualidade e paixão. E que um traga para o outro intensidade emocional e vontade de transformação.
Significa: protetora; reconciliação; deusa belíssima; quer comprometimento; amores legítimos; deusa do casamento; ricos presentes; lua de mel; fecundidade; onde temos fidelidade e ou fidelidade radical aos compromissos; monogamia; depois do comprometimento pode vir a reinar, ter poderes; parceria e igualdade; não deixa o dever do casamento; capacidade diplomática para manipular; pode ser ciumenta, possessiva e implacável; os fins justificam os meios; perseguição implacável; tem características librianas.

 HERA
Hera é a deusa do casamento e da maternidade, além da personificação feminina do céu. Seu emblema é o pavão e tem por atributos a romã (símbolo do amor conjugal e da fecundidade) e um cetro encimado por um cuco.
Hera é a esposa de Zeus e rainha do Olimpo. Apesar do casamento ser muito comemorado e muito prestigiado no Olimpo, isto não significa que Zeus parou de ter relações extraconjugais.
Como Hera é muito ciumenta, realizou diversas vinganças contra as suas rivais, uma vez tentou acorrentar o marido que, por sua vez, ficou muito irritado e a suspendeu nos ares.
O ciúmes de Hera, suas vinganças cruéis contra as numerosas rivais e os constantes esforços para atrapalhar os outros relacionamentos do marido, são bem conhecidos através da literatura clássica.
Mesmo sendo cruel, Hera continuou sendo venerada e sua reputação de protetora do lar e do casamento permaneceu.
Corresponde a Juno na mitologia romana.
Em torno dela existem várias versões lendárias em que o tema principal é o conflito com o esposo, pois é muito ciumenta.
A carta da deusa Hera significa dignidade, fidelidade, paciência, resistência e compreensão. Amor intenso, necessidade de competir com o parceiro e capacidade, muita segurança pessoal para enfrentar ocasiões e pessoas bastante difíceis. Também é sinal de força e respeito para quem realmente merece.
Quando a sua carta aparece invertida, pode ser que haja infidelidade do cônjuge, ciúmes exagerado e destrutivo tanto para si mesmo como para os outros.
Sentimentos de vingança e rancor totalmente desnecessários. Existem quase sempre pouca responsabilidade com compromissos quando o objetivo já foi conseguido e falta consideração com pessoas que não sirvam para uso imediato.
Ao aparecer para os homens, pode representar muito ciúmes e que são consideravelmente possessivos. Para as mulheres o significado é que se pode ser uma ótima mãe e esposa, mas também indicação de instabilidade feminina contra qualquer tipo de machismo.
Numa analogia com o Tarô de Marselha, Hera corresponde à Papisa, símbolo do bom senso e da sabedoria.

           
  DEMÉTER — CERES
Deméter (nome grego) — Ceres (nome romano)

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CERES ou DEMÉTER
Deusa mãe da Terra; função de proteger, abençoar e garantir a fertilidade; arte de semear, colher e fabricar o pão; potencial de nutrição; não pertencer a ninguém; arquétipo materno; descobrir razão para viver; posse e obstinação; necessidade de acompanhar os ciclos da vida; tem características taurinas.

DEMÉTER
Deusa das colheitas, dispensadora dos cereais e dos frutos, negou seus dons quando Zeus permitiu que Hades lhe levasse a filha, Perséfone, para o inferno. Houve fome até que se chegou a um acordo.
Perséfone só passaria no inferno um terço do ano. Deméter se abrandou e as colheitas tornaram a florescer.




CERES
Em grego Deméter. Filha de Saturno e Ops e irmã de Júpiter. Ceres é a deusa da terra cultivada, e, por conseguinte, da agricultura. Desposou um filho de Júpiter e gerou Pluto, o deus da riqueza.
Viajou longamente em companhia de Baco, ensinando aos homens a arte de cultivar os cereais. Com Júpiter teve duas filhas, Ferefate e em seguida Prosérpina que foi raptada por Plutão enquanto colhia flores.
Inconsolável com a perda da filha, Ceres acendeu uma tocha no vulcão Etna e saiu a sua procura.
Fatigada de tanto caminhar, deteve-se na corte de Céleo, que a acolheu com bondade. Ceres retribuiu ensinando ao rei e seu filho a agricultura.
De lá Ceres foi à Lícia, onde transformou os camponeses em rãs pois tinham sujado as águas que ela queria beber. Ficou sabendo da Ninfa Aretusa, que Prosérpina tornara-se esposa de Plutão.
Imediatamente subiu aos Céus em seu carro e suplicou à Júpiter que lhe restituísse a filha. Júpiter encarrega Mercúrio, para quem os caminhos para o inferno não tem mistério, de trazer Prosérpina.
Infelizmente a jovem por ter comido um bago de romã ficou ligada para sempre aos infernos...
Como consolo à Ceres, ficou estabelecido que Prosérpina desceria anualmente ao reino do seu esposo, durante a estação hibernal, quando a Terra repousa; o resto do ano em companhia de sua mãe.
Ceres contente voltou a trabalhar pela alimentação dos mortais. Conta-se que na antiguidade ninguém poderia morrer sem que Prosérpina lhe cortasse o fio de cabelo que o ligava à vida.
O culto de Prosérpina foi bastante desenvolvido na Sicília. Ela presidia os funerais. Os amigos do morto cortavam os cabelos e os jogavam numa fogueira, em honra à deusa infernal.
Entre os arcádios, afirmava-se que Prosérpina fazia reencontrar os objetos perdidos.

DEMÉTER 
Deusa da fertilidade e patrona dos mistérios na mitologia grega, Deméter é sempre desenhada na figura de uma mulher bonita, madura e séria. Seus símbolos são espigas de milho e uma tocha.
Entre os romanos a deusa das colheitas chamava-se Ceres. Deméter amava ardentemente Perséfone, sua filha. Perséfone foi raptada por Hades aparentemente com o consentimento de Zeus.
A mãe procurou desesperadamente por sua filha em todos os lugares, quando soube do ocorrido, retirou seus poderes de fazer crescer os frutos e os grãos da Terra.
Assim, Zeus foi obrigado a interferir na questão e ordenou que Hades devolvesse a filha de Deméter, desde que Perséfone não houvesse comido nada enquanto estivera no inferno (reino de Hades).
Tinha comido sim, grãos de romã, símbolo do casamento. Zeus decidiu então, depois de um acordo com Deméter, que Perséfone deveria permanecer um terço do ano no inferno com o marido e dois terços do ano no Olimpo com a mãe.
Esta história simboliza o porquê as frutas crescem em determinadas fases do ano e em outras não. A palavra cereal deriva-se do nome Deméter na mitologia romana (Ceres). Na Grécia, o templo de Elêusis era dedicado ao culto de Deméter.
Sua carta expressa para o consulente felicidade, fecundidade, fertilidade, perseverança, multiplicação, amor materno (intenso pelos filhos), preocupação, perseverança, investigação e sacrifício.
Indica ainda, o oculto, misterioso ou paranormal. Deméter ou a grande mãe, é representada pela lua cheia, é a deusa mãe, o grande ventre da Terra, símbolo do amor incondicional, da energia e da afetuosidade.
Quando Deméter está no sentido invertido, expressa como todas as outras cartas, traços negativos, superstição, exacerbada, esterilidade, experiência sem sucesso, sentimento de posse pelos filhos em excesso ou abandono do dever e futilidade.
Se Deméter sai para os homens, significa que podem ser bons fazendeiros, jardineiros e filósofos. Para as mulheres significa que elas devem evitar homens muito emocionais ou possessivos, já que podem dificultar as habilidades delas intelectualmente e até como mães.
Uma grande vantagem das pessoas muito influenciadas por Deméter sobre as outras, é a capacidade em se adaptar às diversas situações ou ambientes.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Deméter corresponde à Imperatriz, símbolo da fertilidade e intuição.
                                                                                                                                                                                                                   


   DIONISO — BACO
Dioniso (nome grego) — Baco (nome romano)
DIONISO
Dionysus, deus do vinho e da fertilidade, da vida alegre e da hospitalidade, era filho de Zeus e de uma mortal. A ciumenta Hera destruiu-lhe a mãe e transtornou-lhe o juízo.
Errava pela terra rodeado de sátiros e mênades. Símbolo da vida dissoluta, presenteou a Grécia com o vinho, às vezes benéfico e tantas maléfico.

 DIONISO 
Dioniso é filho de Zeus e Sêmele. Na Grécia antiga ele era considerado o deus do vinho. Na mitologia romana corresponde a Baco. Ele é sempre retratado como um deus jovem e belo.
Seus símbolos são a videira e a hera (planta trepadeira da família das araliáceas), além do tirso (bastão enfeitado com hera e ramos de videira).
Ao saber que seu marido estava tendo um caso de amor com Sêmele, a ciumenta Hera disfarçou-se de enfermeira e matreiramente sugeriu para Sêmele que seu amante deveria aparecer diante dela como ele realmente era, senão como ela poderia realmente saber se ele não era de fato um terrível monstro?
Assim, Zeus foi obrigado a mostrar sua verdadeira forma para Sêmele, apesar de Zeus ter implorado para que não lhe pedisse tal favor. Ele sabia que isto significava o morte de sua amada. Dito e feito.
Milagrosamente, um grosso pedaço de arbusto protegeu o bebê, ainda não nascido que estava no útero de Sêmele, contra o esplêndido fogo celestial de Zeus.
Segundo a lenda, Zeus teve que defender Dioniso várias vezes da fúria de Hera, e mesmo assim, os poderes da ciumenta deixaram Dioniso insano.
Depois de muitos anos de sofrimento, Dioniso recuperou a sanidade, foi considerado divindade e bem recebido no Olimpo por seu pai.
As pessoas muito influenciadas por Dioniso podem sentir fraqueza de caráter, mas podem superar esse problema sem muita dificuldade com disciplina e ponderação.
Da mesma maneira, podem enfrentar a sua tendência para masoquismo e de autodestruição.
Esta carta simboliza transformação e ao mesmo tempo estabilidade, organização, realização, poder, progresso material e principalmente honestidade.
Quando a carta de Dioniso aparece invertida, simboliza imaturidade, vacilação, futilidade, limitação e um grande perigo de se abusar do álcool, narcóticos, ou qualquer tipo de droga ou estimulante químico.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Dioniso corresponde ao Imperador, símbolo do poder e da estabilidade, ou ao Papa.

                                                             
 HERÁCLES — HÉRCULES
  Herácles (nome grego) — ? (nome romano)


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A ESCOLHA DE HÉRCULES 
Herói tebano, filho de Zeus e de Alcmena, é um semideus. Famoso por sua impressionante força física. Empregou grande parte de sua vida na famosa jornada conhecida como Os 12 Trabalhos de Hércules, a mando de Euristeu, rei de Mecenas.
Originalmente Hércules era chamado pelos gregos de Herácles, o que significa "a glória de Hera". Já no nascimento de Hércules, Hera enviou duas serpentes para acabar com o semideus ainda no berço, mas o menino as estrangulou com sua incrível força.
Hera tinha ciúmes porque Zeus pretendia ter como filho e herdeiro do trono alguém bastante forte para proteger não só os mortais, mas também os imortais.
Hércules, como filho de Alcmena (descendente do fortíssimo Perseu), era o principal candidato de Zeus.
Hércules é um herói que destruiu vários monstros e teve inúmeras conquistas, a mais conhecida é sobre a Medusa (que transformava todos em pedra ao se olhar para seus olhos), de quem cortou a cabeça.
Em suas lutas, Hércules, tinha sempre que optar entre a força e a resolução intelectual, embora quase sempre optasse pela primeira alternativa.
Segundo algumas versões, o famoso herói teve que escolher entre duas condutas de vida completamente opostas.
Ele é representado como um gigante barbado, coberto com uma pele de leão e portando uma grande clava.
A carta da Escolha de Hércules simboliza um momento de opção, liberdade, livre-arbítrio, energia, força, otimismo, cautela necessidade de enfrentar provas e uma personalidade criativa que nunca se encontra em estagnação.
Na posição invertida significa dispersão, insatisfação, imprudência, separação, temperamento explosivo e complexos de culpa.
Pode significar também que o consulente está muito envolvido em problemas de outra pessoa, deixando os seus próprios de lado.
Para ambos os sexos, a Escolha de Hércules quer dizer, que a hora da opção chegou ou está prestes a chegar, pode ser tanto no sentido amoroso, como no sexual, intelectual e material.
Por isso, não é raro que esta carta indique a vinda de um grande novo amor, uma mudança de emprego ou de profissão.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, a Escolha de Hércules corresponderia aos Amantes, símbolo do livre-arbítrio e da cautela.


                         

ARES — MARTE
 Ares (nome grego) — Marte (nome romano)

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ARES
Deus da guerra, simbolizado apropriadamente pelo abutre, era detestado pelos pais, Zeus e Hera, mas era estimado por Hades, porque as guerras que Ares provocava aumentavam a população do inferno. Ares embaraçou os outros deuses quando ele e Afrodite foram surpreendidos num encontro amoroso pelo marido de Afrodite, Hefesto, que os apanhou com uma rede quase invisível. Mas Ares, embora fosse um guerreiro persistente, nem sempre tinha êxito. Foi capturado pelos gigantes e ferido três vezes por Héracles e uma vez por Diomedes. Como símbolo da guerra e de seus males, sofrimentos e tristezas, infundia respeito e terror aos gregos, mas nunca foi objeto de adoração.




MARTE
Deus da guerra. Conforme Hesíodo, era filho de Júpiter e de Juno. De acordo com os poetas latinos, Juno, invejosa de ter Júpiter tirado Minerva de seu cérebro, quis imitar a façanha, e produzir um filho sem o concurso de seu esposo ou de qualquer outro homem.
Resolveu dirigir-se para o Oriente, a fim de aí encontrar os meios propícios a tal realização. Fatigada do caminho, sentou-se ao pé do templo da deusa Flora, que lhe perguntou a causa da sua viagem.
A deusa, ouvindo seu desejo, mostrou-lhe uma flor maravilhosa, a qual, pelo simples contato, fecundava qualquer mulher, sem o auxílio de qualquer homem.
Assim deu a luz a Marte, que foi confiado aos Dáctilos. O jovem tornou-se árbitro dos combates. Marte teve inúmeras amantes, mas amava sobretudo Vênus, esposa de Vulcano, que os apanhou em pleno adultério. Teve inúmeros filhos.
É o deus da guerra feroz, sangrenta, brutal, ao passo que Minerva é a deusa da guerra estratégica, hábil e inteligente. Dizem que sua voz era mais estridente que a de dez mil homens.
Os gregos não o veneravam e dizem ser odiado pelas próprias divindades. Os Romanos, porém, prestaram-lhe culto excepcional, chegando a ser o deus nacional.
Era o pai de Rômulo e Remo, ligados a fundação de Roma. Figuram-no armado de escudo, com capacete e lança.
ARES 
No Olimpo ele era o deus da guerra, Ares é descrito como um guerreiro valentão, forte e másculo, mas insensível. Seus símbolos são todas as armas de guerra e destruição.
Como Ares era bastante impulsivo, Atenas era naturalmente sua inimiga, pois ela possuía inteligência, sensatez, autocontrole e ao mesmo tempo suas habilidades como guerreira eram extraordinárias.
Logicamente Ares não gostava da concorrência, até porque teria poucas chances em um conflito com Atenas.
Filho de Hera e Zeus, Ares corresponde a Marte na mitologia romana. As qualidades bélicas de Ares ficaram muito conhecidas nos idiomas modernos.
A carta do deus Ares significa um caráter industrioso, coragem, vigor, força muscular, eficácia em seus empreendimentos e uma paixão (ou várias) incontrolável.
Este deus significa para os homens que podem ser vistos facilmente como machistas e chauvinistas, quanto aos traços negativos. Em relação as influências positivas, pode-se observar que muitos podem ser grandes soldados, líderes militares ou sindicais e são quase todos muito trabalhadores.
A carta de Ares significa positivamente para as mulheres, que elas podem se dar bem em serviços militares, polícia ou indústria e que não são submissas a homem nenhum.
Negativamente, significa que podem ser explosivas e podem até ser alguma líder de “gang” de rua. As pessoas de ambos os sexos muito influenciadas por esta carta, têm ótimas oportunidades de serem excelentes vendedores.
Quando Ares sai na posição invertida, revela insensibilidade, atrevimento, agressividade, brutalidade, sentimento de pena de si mesmo, falta de educação e bons modos, conflitos e uma personalidade briguenta.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Ares corresponde ao Carro, símbolo de equilíbrio com segurança.
                 


 TÊMIS — NÊMESIS

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TÊMIS E NÊMESIS
Têmis é a deusa da ordem e da justiça, enquanto que Nêmesis é a deusa da vingança divina, da ira justiceira ou da retribuição.
Têmis é descrita como uma mulher madura que segura a balança da justiça, o seu símbolo. Nêmesis é uma deusa alada e seus símbolos são ramo de maçã, roda e uma coroa prateada.
Têmis e Nêmesis são os dois lados de uma mesma moeda, a da justiça. Um lado representa a superação dos obstáculos da vida, o outro representa a luta interna do ser humano para alcançar o equilíbrio.
Em ambos os casos, para as pessoas muito influenciadas por esta carta, deve-se usar a imparcialidade como a principal arma de enfrentar os problemas da vida.
A deusa Têmis, também era conhecida por ser muito sábia, o fato de ser conselheira de Zeus valorizava os seus conselhos. No Olimpo suas tarefas eram manter a ordem, regularizar as cerimônias e presidir os rituais públicos. Era uma deusa do bem.
Tendo como missão punir os faltosos, Nêmesis vingava o rompimento dos juramentos, castigava os filhos que ofendiam aos pais, humilhava os orgulhosos, vingava o rompimento dos juramentos e consolava as amantes abandonadas.
Ela despertava o temor do remorso e do castigo. Era na maioria das vezes parcial, o que comprometia o seu sentido de justiça.
Quando esta carta aparece em pá (Têmis), expressa justiça, ordem, austeridade, imparcialidade, disciplina, julgamentos corretos e decisão. Ao aparecer invertida (Nêmesis), indica retaliação, intolerância, abuso, excesso de severidade, punição, prejuízo e falta de equilíbrio.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Têmis corresponderia à Justiça, símbolo da integridade e da disciplina e Nêmesis seria a Justiça invertida.
                                                                                                     

CRONOS — SATURNO
Cronos (nome grego) — Saturno (nome romano)
                                  
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CRONOS — DEUS DO TEMPO
Primeiro Édipo; tempo; separador; o controle; o limite; a lei, ordem e disciplina; construir o futuro; igualdade e justiça para todos; autoridades e instituições; tradição; dificuldade em aceitar aquilo que não seja oficial, acadêmico ou institucional; o pai; essencialmente fiel; medo X admiração.

SATURNO
Em grego, Cronos, o Tempo. Saturno, filho de Celo ou Urano e Gaia. Ocupou o trono após castrar o pai com uma foice, atendendo solicitações da mãe uma vez que Urano não reconhecia os filhos e após nascerem devolvia-os ao tártaro, o interior da Terra.
Saturno recebera de seu irmão Titã o império do mundo, com a condição de que não criaria jamais nenhum filho masculino; todos aqueles que nascessem, seriam devorados por ele.
Réia, que tivera a dor de ver vários de seus filhos devorados pelo marido, sentindo-se novamente grávida, dirigiu-se para a ilha de Creta, onde deu à luz embrulhada em panos, que o voraz deus logo engoliu sem se dar conta do logro. Geralmente é representado como um velho com uma foice.


 CRONOS 
Ele é o Senhor do Tempo Filho mais jovem das uniões entre o Céu e a Terra, que tiveram dezoito filhos, são eles: três Hecatônquiros, monstros com cem mãos que administravam os terremotos; três ciclopes, os fabricantes de relâmpagos; e os titãs, seis irmãos e seis irmãos, dentro os quais, Cronos era um deles.
O Céu encarcerou os Hecatônquiros e os ciclopes no Tártaro, daí Réia indignou-se e elaborou com os filhos uma revolta contra o pai.
Cronos armado de uma foice que a mãe lhe dera, corta os órgãos genitais do pai e os joga no mar. Do sangue que se derramou sobre a Terra procriaram os gigantes e da espuma formada no mar gerou-se Afrodite.
Os Titãs destronaram seu pai, soltaram seus irmãos aprisionados e nomearam Cronos como seu rei. O novo rei aprisionou os Hecatônquiros e os ciclopes no Tártaro novamente, logo ao tomar posse do reinado.
Então Cronos casou-se com a irmã Réia, tiveram seis filhos, mas Cronos os devorava quando nasciam temendo perder o trono para um deles.
Cronos é considerado como sendo o senhor dos deuses durante o ciclo das divindades tenebrosas, época em que governavam as forças destrutivas.
Na mitologia romana ele corresponde a Saturno.
Esta carta significa acumulação de conhecimento, sabedoria, informação, circunspeção como melhor forma de enfrentar a traição, discrição estudo e paciência.
Retorno de um projeto abandonado há muito tempo. O consulente precisa de muita paciência e dedicação, além de muito cuidado a cada nova etapa iniciada.
Ao surgir invertida, esta carta proporciona tristeza, destruição, receios, desconfiança, perda de seu grande interesse pelo novo ou pesquisa e investigações.
Significa principalmente um vazio na vida do consulente e maus conselhos, tanto os recebidos como os oferecidos.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Cronos corresponderia ao Ermitão, símbolo do conhecimento e da paciência.



ESFINGE
  



 A ESFINGE 
A Esfinge é filha de Tifão e Équidna. Foi enviada por Hera para punir a cidade de Tebas, a qual tinha desrespeitado a deusa do Olimpo.
A Esfinge grega, ao contrário da egípcia, não era nada amigável. Ela se instalou em um monte perto de Tebas e perguntava a seguinte charada para todos que passavam:
Quem, com apenas uma voz, tem às vezes dois pés, às vezes três, às vezes quatro e é mais fraco quanto tem mais pés?
Qualquer pessoa que não soubesse responder esta pergunta era imediatamente devorado pela Esfinge. Até que um dia, Édipo deu a resposta certa: "O homem, que engatinha durante a infância, anda com os dois pés na idade madura e se ajuda com uma bengala na velhice".
Ao ouvir que seu enigma tinha sido revelado a Esfinge se atirou da montanha e espatifou-se no vale abaixo. Em agradecimento a Édipo o povo de Tebas o fez seu rei.
A Esfinge tem como símbolo um leão alado. Ela é um monstro fêmea, que é descrito e retratado como uma criatura com cabeça e peito de mulher, corpo de leão, cauda de serpente e asas de águia.
Pessoas muito influenciadas pela Esfinge, geralmente possuem o bom senso e a capacidade para serenamente resolver e lidar com seus próprios problemas, o que lhes garante uma boa auto-estima e a possibilidade de adquirir as boas coisas da vida.
No amor, a Esfinge determina uma boa solução, embora com a presença de alguns pesares e dores. Esta carta é o início de uma etapa em que as influências negativas se revelarão com maior intensidade.
A Esfinge invertida significa que fracassos e retrocessos serão inevitáveis.
Significa para o consulente a vinda ou a existência de um problema ou enigma que precisa ser resolvido, mudança, iniciativa, ascensão, supremacia e êxito.
Por outro lado, ao aparecer na posição invertida a Esfinge indica fracasso, má sorte, mau humor, inconstância e interrupção.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, a Esfinge corresponderia à Roda da Fortuna, símbolo do êxito e supremacia.



 ATENA — MINERVA
   Atena (nome grego) — Minerva (nome romano)
                                  
PUBBLICATO DA COSTANTINO DI RENZO

PALAS-ATENA ou PALAS ATENÉAI
DEUSA DA JUSTIÇA E DA SABEDORIA
Atená, virgem padroeira das artes domésticas, deusa da sabedoria e protetora na guerra dos que lhe rendiam culto, nasceu da fronte de Zeus, já adulta...
Atena, nos primeiros tempos, era representada como uma jovem, mas foi envelhecendo como Atenas, sua cidade favorita. No fim, era representada como uma figura matronal, sob cuja proteção florescia o que havia de mais valioso na civilizada Atenas: a inteligência e as artes apuradas de viver.


Dizia-se que inventara a flauta, mas desprezara femininamente o instrumento ao ver como seu rosto ficava desfigurado quando ela enchia de ar as faces, para soprar...
Embora tivesse ajudado aos gregos a vencer em Tróia, vingou-se dos heróis que deixaram de lhe prestar as homenagens devidas.
Estabeleceu o domínio da lei e até o conceito da misericórdia, no julgamento que libertou Orestes das temíveis Fúrias depois de haver assassinado a mãe por ordem de Apolo.
Dizia-se que ganhara a devoção de Atenas por haver dado a oliveira de presente à humanidade...
Poder mental; prudência e sabedoria; habilidade para soluções práticas; criação psíquica; capacidade de reflexão; diplomata; ideais elevados; ótimas secretárias; o lado urbano; apreciação da vida social; jantares; receber e organizar festas e reuniões; prazer requintado; bem estar social; filosofia; mãos e mentes trabalham juntas; amante da beleza e da perfeição.


MINERVA

Em grego Atena (Palas Atena ou Palas Atenéia). Deusa da Sabedoria, da guerra, das ciências e artes, era filha de Júpiter. Depois que Júpiter devorou sua primeira mulher, Métis, passou a sentir-se mal e surgiu-lhe uma terrível dor de cabeça.

Pediu então para que Vulcano lhe abrisse a cabeça ao meio, de onde saiu, instantaneamente Minerva completamente armada.

Foi imediatamente admitida entre os deuses, tornando-se uma das mais fiéis conselheiras de seu pai. Seu pássaro favorito é a coruja, cujo olhar penetra nas trevas, assim como a inteligência penetra na obscuridade das coisas...




 ATENA
Atena é a deusa da inteligência, das artes e do saber. Ela era inicialmente na Grécia, apenas o gênio protetor da cidade de Atenas, mas a crença e a imaginação populares a promoveram para o posto de uma divindade superior.
Na Grécia e também em Roma, Atena era a padroeira dos tocadores de flauta e todos os trabalhadores de qualquer ramo artístico.
Zeus, Hera e Atena eram as divindades mais veneradas no mundo greco romano. Atena era uma deusa virgem por sua própria escolha, pois recebeu não apenas uma, mas várias propostas românticas de seus admiradores.
Sua destreza e estratégia eram tamanhas como deusa guerreira que só mesmo Ares, o deus da guerra, poderia competir com ela, em um campo de batalha.
Lança, escudo, capacete, coruja, flauta e oliveira são os símbolos de Atena. Conhecida como deusa do Olimpo e filha de Zeus, Atena é considerada uma guerreira invencível e sábia. Na mitologia romana corresponde à Minerva.
A carta Atena quando está na posição para cima indica, sabedoria, cura, engenhosidade, talento intelectual e musical, auto-disciplina e um caráter forte.
Tendência para ser protetor dos outros e capacidade para esclarecer, ensinar e liderar os menos privilegiados. A cabeça governando o coração.
Agora, quando Atena aparece na posição invertida, significa desprezo intelectual pelos outros, agressividade descontada em alvos errados.
Apelo a desumanidade quando os objetivos ou metas são ameaçados e desrespeito com a individualidade alheia.
Quem é muito influenciado por Atena raramente erra o lado para o lucro pessoal. Geralmente, para as mulheres, revela muita preocupação com a carreira profissional, dedicação e ao mesmo tempo uma vida calma.
Já para os homens, aponta uma intuição lógica que lhes proporciona segurança e confiança em si mesmos e em outras pessoas.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Atena corresponde à Força, símbolo da inteligência com valentia.



PROMETEU
                                      
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 PROMETEU 
Titã letrado e estudioso, amigo da humanidade, Prometeu em geral é visto como um homem maduro, belo, sério e esperto.
Segundo uma antiga lenda grega, Prometeu foi o criador da humanidade, ele construiu o corpo do primeiro homem com uma mistura de barro e água (suas próprias lágrimas, segundo alguns), no qual a deusa Atena introduziu vida e alma.
Prometeu pediu para a deusa Atena que o levasse até o Olimpo, ela o satisfez. Quando Prometeu desceu dos céus e passou pelo carro de Apolo, roubou uma fagulha do fogo divino e deu para o homem
Este episódio provocou irritação em Zeus, que resolveu vingar-se...
Zeus mandou que Ares acorrentasse Prometeu ao Cáucaso, onde uma águia (filha de Tifão e Equidna), iria devorar-lhe o fígado durante todo o dia, enquanto que à noite o fígado se restauraria para que a ave continuasse a torturá-lo eternamente.
Curiosidade: Prometeu, que era irmão de Atlas, também se desentendeu com Zeus. Seu castigo foi ter a perna acorrentada no alto de um penhasco para que as águias devorassem seu fígado com ele ainda vivo.
Por conta desse fato mitológico, existe uma técnica cirúrgica de hepatectomia parcial chamada "Técnica de Prometeu", na qual porções do fígado são retiradas em pequenos fragmentos...
Constantemente Prometeu ajudava os humanos desfavorecendo os deuses. Seus símbolos são figuras do ser humano de barro, arca, borboleta e nártex.
Sua carta manifesta liberalismo, ajuda externa, hesitação, escolha errada, falta de vontade, traição, abandono, sacrifício por causas elevadas, capacidade de participar dos sofrimentos das pessoas alheias e conquistas espirituais.
Quando a carta sai invertida, expressa total falta de praticidade, projetos irrealizáveis, impotência para agir, excesso de confiança, fuga da realidade, uma causa perdida ou inatingível e necessidade de reavaliar objetivos.
As características de Prometeu não se relacionam com o tempo permanente, mas revelam a situação do consulente durante o momento atual, por isso há sinal de mudanças próximas. Em relação a essas mudanças, nunca se amedrontar.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Prometeu corresponderia ao Enforcado, símbolo de hesitação e abandono.



                                      HADES — PLUTÃO
                                              Hades (nome grego) — Plutão (nome romano)

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HADES — DEUS DOS INFERNOS
Descida ao próprio subterrâneo e ao inconsciente coletivo; memória cármica; acompanhar almas - terapeutas que lidam com doenças terminais - médiuns; o subterrâneo e as profundezas; onde eu tenho dificuldade de ser entendido; difícil de ser compreendido pela lógica humana; compulsões; vida celibatária ou prostituição; quando bem utilizado: poderosa vivência iniciática da vida e da morte; aprender a abrir mão; tem características escorpianas.

PLUTÃO
Em grego Ades ou Hades. Deus dos Infernos. Filho de Saturno e de Réia, irmão de Júpiter e de Netuno. Plutão significa "o que se enriquece com os despojos humanos"; tem, também, o nome de Orco.
Temido pelos seus súditos, odiado pelos mortais, poucos foram os templos ou altares que os antigos lhe dedicaram. Plutão sai dos infernos para ajudar seu irmão, Júpiter, contra os gigantes e para raptar Prosérpina, filha de Ceres.




 HADES 
Hades tem como símbolos o capacete da invisibilidade e o cipreste. É descrito como um deus de meia idade e com fisionomia severa. Na mitologia romana corresponde a Plutão.
Ela é irmão de Zeus e Possêidon. Na partilha do Universo, ficou com o Império dos Infernos. Agradecido a Zeus, por tê-lo retirado das entranhas do pai, que o tinha devorado, Hades colaborou com o irmão, rei do Olimpo a derrotar os Titãs.
Já que nenhuma deusa quis casar-se com ele, talvez por possuir uma aparência rude e hábitos cruéis, Hades deu um jeito, raptou Perséfone e tornou-a a rainha dos infernos e sua esposa.
Ele usava um capacete que o deixava invisível, assim quando queria transitar pelo mundo terreno, ninguém podia notar sua presença.
A carta do deus do Inferno indica para o consulente uma transformação radical, renascimento, desprendimento em relação ao supérfluo, novas perspectivas, lucidez mental, libertação dolorosa e insegurança financeira.
Hades na posição invertida revela imobilidade, abandono forçado, avareza, tristeza, ruína e fracasso. Também há indicação de que as transformações ou não se realizam ou demoram muito tempo para ocorrer, além de incapacidade de ação em momentos desfavoráveis.
Nem todas as características reveladas por Hades são negativas, já que na maioria das vezes essas mudanças anunciam libertação, eliminação de uma condição opressiva ou que deprime de uma maneira considerável o consulente.
Grandes transformações podem ser sinal ainda de mudança de casa, cidade, estado e até país.
Assuntos como política e religião podem abalar a personalidade e bestializar as pessoas muito influenciadas por Hades, pois estes podem transformar amigos íntimos e familiares em inimigos de uma hora para outra, apenas por terem opiniões consideradas opostas ou muito divergentes.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Hades corresponderia à Morte, símbolo de mudanças e transformações.

ASTROLOGIA
Plutão habita os confins do Sistema Solar, o seu lado mais escuro. Ele preside todos os processos subterrâneos, tudo que se desenvolve no interior das coisas, acumulando uma imensa energia potencial, um poder avassalador, que pode tanto destruir como construir.
Plutão rege o poder, a reprodução, e portanto tem a capacidade de produzir vida. Por outro lado também rege a morte e a destruição das formas.
Sua descoberta em 1930 se deu numa época em que a máfia se formava em Chicago, grupos organizados agiam no submundo, extorquiam, controlavam e assumiam um poder subterrâneo, similar ao simbolismo do planeta.
Mas também foi nessa época e nessa mesma Chicago que se descobriu a energia nuclear, com a primeira reação atômica em cadeia que marcou o advento da Era Nuclear.
Com a chegada de Plutão o homem descobriu a energia atômica, que pode levá-lo à salvação ou à total destruição. Na sua aparição Plutão trouxe uma possibilidade até então inimaginável: a da autodestruição da vida na Terra.


 ÍRIS



 ÍRIS
Íris é a deusa do arco-íris. Ela é descrita como uma figura feminina alada e muito bonita, na maioria das vezes ela parece vestida com uma longa túnica e suas asas possuem coloração dourada. Seus símbolos são: o arco-íris e um cálice dourado.
Deusa mensageira, como Hermes, era venerada pelos gregos que acreditavam que Íris tinha como função manter a ligação entre o céu e a terra, entre os deuses e os homens, transmitindo ordens, pedidos e conselhos.
No Olimpo, Íris atendia aos deuses, principalmente a Zeus, mas dedicava-se mais a Hera. Segundo a lenda, as asas adquiriam as cores do arco-íris quando a jovem partia para suas tarefas.
Freqüentemente Íris era retratada usando sandálias aladas, semelhantes as do também mensageiro Hermes.
Sua carta manifesta moderação e equilíbrio, autocontrole, boas notícias, serenidade, paciência, estabilidade e prazer. Sinal de que o tesouro está no final do arco-íris.
Quando Íris aparece na posição invertida, manifesta para o consulente discórdia, desunião, más notícias, desapontamentos nos envolvimentos emocionais, inabilidade, esterilidade e instabilidade emocional.
Tendência para momentos de passividade exagerada e vacilações passarem a ter predomínio sobre o próprio ânimo e os sentimentos.
No plano positivo, há indicação de que novas amizades auxiliam tanto social como profissionalmente. Probabilidade de se auto superar e desenvolver, caso se saiba manter a harmonia com as pessoas e as idéias.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Íris corresponderia à Temperança, símbolo de moderação e harmonia.





    PAN — DIABO
 Pan (nome grego) — ? (nome romano)


                                                      
 PAN 
Pan é representado como uma figura humana da cintura para cima e bode da cintura para baixo. Ele tem como símbolo a "flauta de Pan", que ele mesmo inventou ao aproveitar o caniço em que a ninfa Sirinx tinha sido transformada.
Os deuses do Olimpo se aproveitaram de Pan, do mesmo modo que os humanos se aproveitaram do planeta Terra hoje em dia.
Um claro exemplo disso é o fato de que Hermes copiou sua flauta e se auto proclamou como o autor do invento, além de ter vendido logo em seguida para Apolo.
Ele era o deus da Arcadita, uma região montanhosa e selvagem. Pan desafiou Apolo para ver quem tocava flauta melhor, o juiz escolhido foi Midas, que era muito amigo de Pan.
Midas atribuiu a vitória a Pan com suspeitos de ter sido parcial, o que irritou muito Apolo. Pan também era considerado deus das florestas.
Acreditava-se que o turbulento deus quando notava que alguém se adentrava muito em uma floresta, aproximava-se “de fininho” e dava um tremendo berro, as pessoas levavam um susto tão grande que ficavam geladas de terror. A voz de Pan era muito desagradável para o ouvido humano.





PAN
Esta carta quando aparece significa a presença de uma força misteriosa (destruidora de planos e anseios), egoísmo, sedução sem escrúpulos, sucesso por vias ilegais ou imorais, o instinto predominando sobre a lógica ou a intuição, punição e paixões desenfreadas.
Comumente, tudo ou todos ligados com esta carta estarão cheios de vitórias, só que fúteis e com o perigo de sofrerem punição. Pan representa o inconsciente, por isso é bom ter todo cuidado e cautela, os desejos mais reprimidos e profundos podem estar para surgir.

Como é uma carta geralmente negativa, o fato de aparecer invertida aumenta ainda mais esta característica. Nesta posição indica degeneração, luxúria, bisbilhotice, entreveros, egoísmo inescrupuloso, violência, depredação ecológica e amores furtivos. Pan invertido também avisa que as atitudes explosivas e instintivas devem ser evitadas a qualquer custo. 
Muita moderação, cautela, paciência e exame de consciência são as melhores formas para impedir que se caia em tentações nocivas como por exemplo: violência sexual, infrações, delitos e os mais diversos tipos de crimes.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Pan corresponderia ao Diabo, símbolo do egoísmo e da punição.


                                                                                                                              



 POSSÊIDON — NETUNO
  Possêidon (nome grego) — Netuno (nome romano)

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POSSÊIDON 
SENHOR DOS MARES
Deus do mar e dos terremotos, que deu os cavalos aos homens, tinha, no dizer de Homero, um palácio de "ouro cintilante" no fundo do mar Egeu.
Os gregos eram gratos pelos cavalos, mas tinham sempre cautela com os mares traiçoeiros. E, assim, suplicavam a Poseidon que "fosse bondoso de coração e ajudasse os que viajavam pelo mar".
Evocação dos mistérios infinitos; infinitos perigos do fluido inconsciente; pulsões instintivas da nossa natureza bruta; sacode a terra, provoca tormentas e terremotos; devastação súbita; perigos eminentes quando forças adormecidas sob a superfície irrompem a consciência; comportamento imprevisível; reações intempestivas com oscilações de extremos; pode não criar vínculos e não se compreender; compaixão; impetuosidade dos desejos; lado violente e primitivo das emoções; pode ser avassalador e selvagem ou terno, carinhoso e sedutor; medos antigos; armadilhas geradas pelo desejo e pela paixão; imensidão profunda; poetas, romancistas, compositores, músicos e terapeutas; mendigos, marginais, os desamparados, os alcoólatras e usuários de drogas; os loucos e desesperados; êxtase X terror; inconsciente pessoal e coletivo; grande namorador; conquistas e sedução; compaixão; fantasias; profundidade emocional; piscianos.

NETUNO
Em grego Poseidon. Deus do mar, filho de Saturno e de Réia e irmão de Júpiter e Plutão.
No dia de seu nascimento foi devorado pelo pai (Saturno) e foi devolvido graças ao vômito causado por uma beberagem que Métis deu a seu pai.
Esposou Anfitrite, mas teve inúmeras amantes. Muitas vezes para obter favores, mudava de figura, transformando-se em vários animais. Ajudou Apolo na construção dos muros de Tróia. Era severo e misterioso.
Infundia mais terror que veneração. Os Líbios cultuavam-no como sendo o primeiro dos deuses. Homero descreve seu fantástico palácio:
"...onde tem seu glorioso e indestrutível palácio, edificado na limpidez profunda das águas remansadas, todo feito de peças de ouro puríssimo...




"
 A IRA DE POSSÊIDON 

Possêidon é o deus do Olimpo que é soberano dos oceanos, lagos, rios e de todas as águas. Em português pode-se encontrar ainda Possêidon escrito das seguintes formas: Poseidon, Poseidão, Posêidon e Posídon.
Em Roma era cultuado sob o nome de Netuno.
Ele comumente representado como um senhor idoso, forte e barbado, com um tridente na mão, às vezes em um carro puxado por cavalos marinhos e a parte inferior de seu corpo contém uma forma de cauda de peixe. Seus símbolo são o tridente, cavalo branco, peixe e concha de molusco.
A carta A Ira de Possêidon é a mais perigosa e alarmante de todas, já que representa a explosão de raiva e a vingança do “velho homem do mar”, como Possêidon é conhecido popularmente.
Por ter furado o olho de Poliféro, um ciclope (gigante de um só olho na testa), filho de Possêidon, Odisseu se tornou alvo de vingança do deus.
Enquanto Odisseu voltava para casa depois da guerra com Tróia, maremotos e naufrágios eram criados por Possêidon. Assim, o deus dos mares dificultou ao máximo o retorno de Odisseu.
Essas vinganças não eram lá muito comuns, mas quando ocorriam eram sempre muito drásticas e acompanhadas de muita fúria.
A Ira de Possêidon é uma carta que indica destruição, dificuldades gerais, deterioração física e mental, grande fracasso, timidez, vaidades efêmeras, malogro financeiro, orgulho em exagero e repulsa à embromações.
Há indicação para ambos os sexos de que pode haver destruição afetiva de importância ou separação amorosa muito sofrida.
Existe também a possibilidade de surgir alguns aspectos positivos, pois A Ira de Possêidon representa um momento de profunda crise, mas essa crise pode trazer melhoras.
Desta maneira, revela-se desconfiança em si mesmo; austeridade como meio de reparar excesso e abuso passados; temperamento piedoso e tímido, em contraposição com atitudes arrogantes praticadas anteriormente.
Quando esta carta sai invertida, anuncia catástrofe, ruína, acidente, terremoto ou maremoto, ganância, autodestruição, abatimento moral (depressão) intenso devido um imaginário sentimento de injustiça e egoísmo desenfreado, que provoca sofrimento e vinganças generalizadas, destruição e rupturas.
Só com muita reflexão pode se chegar a uma saída destas situações.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, A Ira de Possêidon corresponderia à Casa de Deus, símbolo da destruição e das catástrofes.


ASTROLOGIA
Mais suave que Urano, Netuno (Possêidon na mitologia grega), rege a imaterialidade, a sensibilidade e a espiritualidade.
No seu lado difícil Netuno tem a ver com os processos de escapismo, onde o indivíduo tenta escapar da realidade material em busca de reinos mais fascinantes - através das artes, do misticismo ou das drogas.
Sua descoberta em 1846 coincidiu com fatos relacionados à sua natureza astrológica, como o advento dos anestésicos e seu uso médico.
A hipnose e movimentos espiritualistas tão marcantes como a Teosofia e o Ocultismo explodiram nesta época.




     PLÊIADES


                                      
 AS PLÊIADES 
As Plêiades, ou Atlântidas são as encantadoras filhas de Pleione e Atlas - o titã que foi condenado a carregar a Terra sobre os ombros por ter se confrontado com Zeus pela supremacia do Olimpo.
Por causa de um desentendimento com Zeus, Atlas recebeu o castigo de ter que carregar sobre seus ombros, para o resto da vida, o globo terrestre (como a 1ª vértebra cervical suporta o peso de nossa cabeça, ela é chamada de atlas para lembrar o sacrifício imposto ao deus grego).
Elas eram em número de sete, embora outras versões enumeravam quinze. Seus nomes eram: Maia, Electra, Taígeta ou Taígete, Astérope ou Asteropo, Mérope, Alcíone e Celeno.
De acordo com a lenda, as moças foram raptadas pelo rei do Egito Busíris, Hércules libertou-as, mas a seguir foram perseguidas por Orion que estava fascinado pela beleza das Plêiades.
Para escapar da implacável perseguição de Orion, o maior caçador de todos os tempos, as moças recorreram aos deuses que as metamorfosearam em estrelas.
Transformadas numa constelação composta de sete estrelas, além de fugirem de seu pretendente assustador, elas passaram a servir de consolo para seu pai, já que quando Atlas as via brilhando no céu sentia alívio e menos pesar ao cumprir sua pena.
As Plêiades anunciavam tempo bom e bonito quando surgiam, de 22 de abril a 10 de maio, e quando se punham, de 20 de outubro a 11 de novembro, anunciavam mau tempo.
Esta carta representa, acima de tudo, a esperança e também indica autoconfiança, otimismo, bom humor, período decisivo na vida profissional, sucesso, recompensa pelo esforço e dedicação desprendidos no passado, energia, beleza, inspiração criadora e a possível chegada de um relacionamento afetivo ou amoroso repleto de satisfação e prazer.
A carta As Plêiades ao aparecer invertida perde todo o seu brilho, a esperança se esvai com facilidade. Proporciona má sorte, desunião, falta de confiança em si mesmo, incapacidade de seguir caminhos criativos e promissores, fracasso, desapontamento, inocência e necessidade de se adquirir mais fé.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, As Plêiades corresponderiam à Estrela, símbolo da esperança e do otimismo.

                                                                                                                               


    ÁRTEMIS — DIANA
  Ártemis (nome grego) — Diana (nome romano)

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ÁRTEMIS
Deusa-virgem da lua, irmã gêmea de Apolo, poderosa caçadora e "prodigalizadora de flechas", era protetora das cidades, dos animais jovens e das mulheres de qualquer idade.
As mulheres pediam-lhe um parto feliz, e ela foi a parteira no nascimento de seu irmão gêmeo, Apolo. Podia ser cruel. Bloqueou a passagem do exército grego para Tróia porque Agamémnon se vangloriou de ter melhor pontaria do que ela, e exigiu o sacrifício da filha dele, perdoando-o depois.
Nota: Veja página as Sete Maravilhas da Antiguidade, com o Templo de Ártemis!




DIANA
Filha Júpiter e Latona. Irmã gêmea de Apolo. Conhecida como uma deusa caçadora. Júpiter formou seu cortejo com sessenta Oceânidas e vinte outras Ninfas, que, como ela, renunciaram ao casamento.
Ela não permitia que ninguém a visse despida, no entanto o caçador Acteão a viu tomando banho num lago e foi logo transformado em um veado.
Sua matilha, não mais o reconhecendo termina estraçalhando o caçador. Diana tinha em Éfeso o templo mais magnífico que se construiu no mundo. É uma das sete maravilhas do mundo.
É conhecida por vários nomes: Hécate (deusa dos infernos - aquela que bate de longe); Lucinda (deusa que presidia os partos); Febe e Lua.
Ainda que o conjunto dos planetas representam a alma a Lua a representa por excelência e o mito de Eros e Psiquê fala por si só da alma e de seus processos.


 ÁRTEMIS 
Ártemis ou Artemisa é a patrona dos animais, é a virgem caçadora do Olimpo. Ela tem uma estrutura atlética e é uma arqueira exímia. Irmã gêmea de Apolo. Seus símbolos são: o arco e flecha; tocha; animais em geral, principalmente o cão, gato, leão, corsa e urso.
Amante de todos os animais, mas com pouca paciência com seres humanos, nunca mostrou misericórdia de quem ousou violar sua pessoa.
De acordo com a mitologia, Ártemis só ficou apaixonada uma única vez e foi pelo caçador Órion (filho de Possêidon, um gigante guerreiro, forte, atraente e corajoso), mas Apolo que tinha muito ciúmes da irmã, acabou numa atitude suspeita, almejando o grande amor de Ártemis.
Ela tinha uma linda voz e enquanto cantava seu irmão tocava lira, as canções de Ártemis maravilhavam todos os habitantes do Olimpo. Ártemis é a deusa das florestas e da caça, e tanto ela como Apolo tem uma excelente pontaria.
Ártemis ou donzela, representa a lua crescente, é o aspecto puro, independente e dinâmico da deusa. Representa a fragilidade, tornando-se cada vez mais forte e brilhante.
Pessoas que recebem forte influência desta deusa, geralmente conseguem um melhor desempenho em suas vidas quando se encontram no campo ou perto das florestas.
Os que vivem em grandes aglomerações urbanas, quando vivem, ficam perturbados durante boa parte do tempo.
A carta desta deusa revela confiança, castidade, pureza, cautela, boa coordenação, amor por animais, tendência para se dar bem em esportes, ótimas oportunidades de sucesso com uma vida levada ao ar livre e grande dedicação para os pais e amigos íntimos.
Quando a carta aparece na posição invertida, indica imprudência, impureza, insensibilidade, inexorabilidade, obscuridade e um desprezo gratuito a tudo e a todos muito indesejável.
Tanto os homens como as mulheres muito influenciados por Ártemis, tem uma certa contrariedade em relação a humanidade como um todo.
Eles não são muito de festas, nem de badalações, preferindo tranqüilidade e a companhia de pessoas que tem mais a ver com eles mesmos.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Ártemis corresponderia à Lua, símbolo da obscuridade e do entorpecimento.
 


  APOLO — FEBO
 Apolo (nome grego) — Febo (nome romano)

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APOLO 
 DEUS SOLAR
Visualizar um alvo distante; compreensão intelectual; análise objetiva das situações; aventuras; legislador; sabe o que quer, enxerga o futuro e define as suas metas; são realizadores, criadores, autores, legisladores; deus jovem, belo, alto e de longos cabelos negros; valores tradicionais; generosidade e benevolência; racional, lógico, intelectual e filosófico; valorização da beleza das formas; extremismo; necessidade de mergulhar em seu eu interior; tem características leoninas.

APOLO
Deus do sol e patrono da verdade, do tiro com arco, da música, da medicina e da profecia, foi o mais majestoso dos Olímpicos. Esse filho de Zeus é associado com os preceitos básicos dos gregos: "Conhece-te a ti mesmo" e "Nada em excesso". Fundou em Delfos o oráculo, que dava à Grécia conselhos, bons e maus, e profecias claras ou obscuras.
Em grego Foibon Apólon; o nome que procede de fos, "luz" e do substantivo bios, "vida", Luz da Vida. Seus pais são Júpiter e Latona. É o mais radioso dos imortais. Vivifica todos os seres, mas também queima e desseca tudo.
Deus fecundo e purificador. Grande curador e médico, pai de Esculápio. Deus da harmonia e da música apaziguante. Comanda as Musas.
Deus da profecia, inspira as Sibilas e Pitonisas, em Delos, Tênedos, Claros, Pátara, Cumas, e outros lugares importantes. É representado com raios ao redor da cabeça, e percorrendo o zodíaco num carro puxado por quatro cavalos brancos.

 APOLO 
Deus mais conhecido universalmente da mitologia grega, Apolo ou Febo é o deus da luz, música e profecia. Retratado principalmente como um belo arqueiro de cabelos dourados.
Ele era adorado como rei da luz do dia e da luz do entendimento. Segundo os ideais gregos, era a divindade que conduzia o carro do Sol e possuía todos os aspectos mais sagrados e preciosos, era a representação da beleza, verdade, harmonia e inteligência.
Um dos feitos de Apolo que mais contribuíram para a humanidade, foi eliminar a enorme serpente Píton que perturbava as pessoas nas proximidades de Parnaso, por isso a vitória da luz sobre as trevas é simbolizada em Apolo e na serpente.
Seu pai era Zeus e seu mãe Leto (uma titânica). Foi expulso temporariamente do Olimpo pelo pai por ter matado os ciclopes, gigantes com um só olho.
De acordo com a lenda, a razão do planeta Terra ter regiões muito secas e outras desoladas e frias, é porque um filho de Apolo, Faéton, conduziu desastradamente uma vez o carro do Sol em lugar do pai.
Além de ser bastante ligado às artes, Apolo era o patrono das ciências. Seus símbolos são a lira, arco e flecha e o golfinho. Apolo significa para o consulente carisma, inteligência, harmonia, intuição, habilidade para as artes e músicas, bom gosto para estética, generosidade e simplicidade. Pode significar ainda aptidão para adivinhação e profetização.
Quando a carta de Apolo está na posição invertida, quer dizer abuso ou mal tratamento das artes, ingratidão, sarcasmo, narcisismo, insegurança, fingimento e excentricidade.
Para as mulheres esta carta traz independência, o que pode levá-las a importantes cargos profissionais principalmente na área artística. Em relação aos homens produz charme, elegância, simpatia, ousadia e muitas vezes também romantismo.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, Apolo corresponderia ao Sol, símbolo da felicidade e do prazer.
                                                                                                                             

OLIMPÍADAS


 AS OLIMPÍADAS
As Olimpíadas ou Jogos Olímpicos representam um momento de glória na cultura grega. Sua realização se dava de quatro em quatro anos nas encostas do Monte Kronion, chamado de território do Olimpo.
Reunia representantes das principais cidades da Grécia e durava alguns dias.
Durante os períodos de jogos, guerras e conflitos eram suspensos e todas as atenções da civilização helênica se voltavam para os jogos.
As Olimpíadas eram de fato um cerimonial em homenagem aos deuses do Olimpo. Nela é que os homens (mortais) procuravam através da habilidade e da força atlética alcançar a glória divina, a partir do julgamento das aptidões dos humanos e sua conseqüente aceitação junto a benção dos deuses.
As Olimpíadas significavam a consagração do povo grego e de seus deuses. Era o julgamento divino da força dos homens em sua busca da glória através de vitórias.
Os jogos consistiam de várias provas tais como: corridas, arremesso de peso, dardos e disco, bem como por lutas.
Esta carta indica gênio inventivo e disputa sublime. Pressupõe a necessidade de esforços concentrados na busca de novos caminhos. Simboliza a passagem para patamares mais elevados nos quais a glória e as conquistas imperam.
Quando invertida, esta carta, significa perdas e danos, num amontoado de incapacidade e erros. Simboliza culpa, derrota e dúvida.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, As Olimpíadas corresponderia ao Julgamento, símbolo de libertação e iluminação.



                                           OLIMPO


 O OLIMPO
Olimpo é o nome de várias montanhas da Grécia antiga, a mais famosa situa-se entre as regiões da Macedônia e da Tessália. De acordo com a mitologia, era o lugar onde os deuses moravam.
Quer dizer, o Olimpo representava para os gregos o mesmo que o céu representa para os cristãos. Ao contrário do céu cristão, o Olimpo não era um lugar onde as pessoas que podem ser consideradas boas durante a sua vida terrena merecem ir para lá.
O Olimpo não é uma forma de recompensa ou gratificação para os mortos. É um lugar onde os deuses tem o direito de viver devido ao que eles representam e são, ou por conseguirem sua imortalidade através de alguma conquista ou feito realizado em alguma dimensão inimaginável por nós humanos.
Em outras palavras, o Olimpo representa um estado de espírito e mental equilibrado, que só dá para ser alcançado pela humanidade se ela superar as instabilidades que são naturais da condição humana.
O Monte Olimpo propriamente dito, tem no seu pico a aparência de um anfiteatro e as rochas mais altas assemelham-se a tronos gigantes. A própria natureza confirma, com sua extraordinária beleza e com formatos intrigantes, o misticismo do lugar.
Esta carta indica sorte, lucidez para diferenciar o certo do errado, realização, amor sublime, grande inspiração, profundidade de análise, sucesso total, encontro de amor, liberdade e felicidade.
É uma carta tida como a melhor de todas, pois significa realização muito importante conforme a moral do consulente. Por ser uma carta bastante significativa e positiva, ela altera todo o conjunto das cartas que já apareceram.
Ao surgir na posição invertida, o Olimpo expressa incapacidade de concentração, dispersão que pode estar sendo causada por falta de aspirações ou por acomodamento, obstáculos, hostilidades por parte dos outros e estagnação.
É necessário que o consulente faça uma boa reflexão e se fortaleça, para depois enfrentar os obstáculos e então esquecer a fase de estagnação.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, O Olimpo corresponderia ao Mundo, símbolo da felicidade e lucidez.

                                             

POETA

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POETA

O Poeta é a única das cartas do Tarôt dos Deuses que não se refere a nenhuma divindade...
O Poeta representa um mortal, uma figura típica da Grécia clássica. Eram viajantes em sua maioria, homens que relatavam a história, os costumes e as tradições.
Homero é talvez a figura que melhor represente esta gama de mortais, que mesmo sendo caracterizados como pessoas sem dinheiro e sem poder, possuíam a graça e a proteção divina. Pois eram mensageiros da história e das lendas, sejam elas dos homens ou do Olimpo.
Mortais, mais providos de inteligência, os poetas são seres bizarros, demarcados pelo estigma da loucura e da ingenuidade. Age por intuição e vaga pelo mundo, sendo desprovido de capacidade de discernimento e racionalidade já que é mortal, mas tendo assim a clarividência divina.
O Poeta significa situações de instabilidade e loucura. Simboliza infantilidade e busca desconexa da sorte. É o carma dos aventureiros errantes, das crianças e dos loucos.

Estando invertido, ele aponta para desânimo e inoperância. Perde o brilho alegre e irresponsável do Poeta boêmio e viajante, para se configurar em remorso e tristeza. É medo e dificuldade.
Numa analogia com o Tarôt de Marselha, O Poeta corresponderia ao Louco, símbolo da loucura e ingenuidade.











OS DOZE DEUSES DO OLIMPO


Na Grécia Antiga, as pessoas seguiam uma religião politeísta, ou seja, acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos. Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos. Este povo acreditava que as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, a mais alta montanha da Grécia, de onde decidiam a vida dos mortais. Zeus era o de maior importância, considerado a divindade suprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Neste sentido, os heróis, ou semi-deuses, eram os filhos dos deuses com os seres humanos comuns.




Mas antes de conhecer os Deuses Gregos, temos de saber como tudo começou...


Tudo se inicia com o Caos: uma escuridão disforme, o completo vazio, o nada. Dele, surge Gaia (a Terra), e outros seres divinos primordiais: Eros (o amor), Tártaro (as trevas abismais), Érebo (a escuridão) e sua irmã Nix (a noite)Érebo desposou Nix, gerando Éter (a luz) e Hemera (o dia).
Sem intermédio masculino, Gaia deu à luz Urano (o céu) que então a fertilizou. Urano fazia seguidos filhos em Gaia, mas, como nunca se afastava dela, seus descendentes, entre eles os Titãs, permaneciam presos no ventre da mãe. Insatisfeita com a situação, Gaia incentivou um de seus filhos, o Titã chamado Cronos, a decepar os órgãos genitais de Urano, fazendo com que este se separasse dela e os outros filhos pudessem nascer. Cronos assim fez e então nasceram os outros titãs, que eram: Oceano (as águas que circundam a Terra), Hipérion (o sol), Céos, Crio, Jápeto, Téia, Réia, Têmis, Mnemosine, Febe e Tétis. Em seguida nasceram os Ciclopes, gigantes de um olho só, e os Hecatônquiros (ou Centimanos), gigantes que possuíam cem braços e cinquenta cabeças.
Cronos desposou sua irmã Réia e, como foi ele quem enfrentou o pai, passou a reinar e ter como sua corte os seus irmãos Titãs. Os Hecatônquiros e os Ciclopes, ele aprisionou no Tártaro, com medo de que esses monstros gigantes resolvessem se rebelar contra ele.
Mas acontece que Urano profetizou que Cronos também seria destronado por um de seus filhos. Com medo, Cronos engolia todos os filhos que tinha com Réia, mal eles nasciam, para evitar que a profecia se concretizasse. Assim aconteceu com Hera, Hades, Poseidon, Héstia e Deméter. Quando nasceu o sexto filho, Réia decidiu salvá-lo, com a ajuda de Gaia que a leva para parir secretamente esse filho em Creta.Réia dá à luz seu filho que se chama Zeus e o deixa aos cuidados das ninfas da Floresta. Logo Réia retorna ao Palácio de Cronos, e enrola em panos uma pedra, depois dá ao seu marido e ele a engole achando ser o sexto filho.
Zeus cresceu e se tornou um homem muito forte, e decidiu vingar-se de seu pai. Disfarçou-se de viajante, dando a Cronos uma poção que o fez vomitar todos os filhos que tinha devorado. Agora adultos, eles se juntaram a Zeus para enfrentar seu pai. Deram origem a uma guerra, de Deuses contra Titãs. Os Titãs lutaram ao lado de Cronos, eles atacavam jogando enormes blocos de pedra e tochas em chamas contra os deuses, enquanto Zeus lançava seus raios, Apolo, as suas flechas e Poseidon empunhava seu tridente. No entanto, os deuses só conseguiram vencer quando libertaram os Ciclopes e os Hecatônquiros, que, como dito, foram aprisionados por Cronos no Tártaro. Mas agora libertados, os Hecatônquiros ajudaram os Deuses e assim eles venceram a guerra e aprisionaram os Titãs no Tártaro, região mais profunda do inferno. Então partilhou-se o universo, Zeus ficou com o Céu e a Terra, Poseidon ficou com os mares e Hades ficou com o mundo dos mortos. A humanidade foi criada por Prometeu.

A Caixa de Pandora
Prometeu era um dos Titãs, uma raça gigantesca que habitou a Terra, antes dos deuses e dos homens, numa época em que o mal inexistia, literalmente. Ele e seu irmão, Epimeteu, foram incubidos de criar os animais e de atribuir a cada um deles todas as faculdades necessárias à sua preservação; asas a um, garras a outro, guelra para possibilitar a respiração subaquática do peixe, uma dura carapaça para proteger a tartaruga etc.
Mas quando chegou a vez da criação do homem, moldado por Epimeteu com barro e água à semelhança dos deuses, o titã já havia gastado todos os seus recursos com os outros animais e agora o ser humano estava indefeso. Perplexo, recorreu ao seu irmão Prometeu, que subiu até o Olimpo, acendeu uma tocha no carro do sol de Apolo, trazendo o fogo, que antes era algo exclusivo dos Deuses, para os homens. Com este dom, o homem assegurou sua superioridade sobre todos os outros animais. Com o fogo, o homem pôde, entre várias outras coisas, se proteger dos animais ferozes, cozinhar o seu alimento e aquecer sua moradia.
Mas o ato ousado de Prometeu deixou Zeus muito furioso, e isto não é nada bom. O Deus dos deuses decidiu então punir Prometeu e seu tão adorado homem pela ousadia de furtar o fogo divino. Para isso mandou criar a primeira mulher, que se chamou Pandora. Ela foi feita no Céu e cada um dos deuses contribuiu com alguma coisa para aperfeiçoá-la. Hefesto a moldou a semelhança das deusas, Afrodite deu-lhe a beleza e a meiguice, Atenas, a sabedoria, Apolo, a música, e o traiçoeiro Hermes, porém, deu-lhe uma natureza enganosa. Assim dotada, destinou-a Zeus à espécie humana.
Hermes conduziu Pandora até Epimeteu, a quem Prometeu recomendara que não recebesse nenhum presente dos deuses. Porém, vendo-lhe a radiante beleza, Epimeteu esqueceu quanto lhe fora dito pelo irmão e tomou Pandora como esposa. Epimeteu tinha em sua casa uma caixa na qual guardava certos artigos malignos de que não se utilizara para a preparação do homem e avisou a mulher que não a abrisse. Mas Pandora foi tomada por intensa curiosidade e abriu a caixa. De lá saíram todos os males, a inveja, a vingança, a violência e todas as doenças que até hoje assolam a humanidade. Pandora apressou-se em tampar a caixa mas, infelizmente, escapara todo o conteúdo da mesma, com exceção de uma única coisa que ficara no fundo, a esperança.
Quanto a Prometeu, como se não bastasse o fato de ter a sua tão adorada humanidade devastada por tantos males, o Titã ainda foi condenado pelo vingativo Zeus a ficar eternamente acorrentado a uma rocha, com um abutre que vinha todos os dias para lhe devorar o fígado que se regenerava para que fosse devorado novamente no dia seguinte. A vingança de Zeus estava feita.




OS DOZE DEUSES 
OLÍMPICOS



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A mitologia grega serviu de inspiração também para os romanos. Desta forma, eles passam a adorar os mesmos deuses dos gregos, dando-lhes, no entanto, apenas nomes diferentes. Enfim, confira abaixo os 12 deuses gregos, com os seus respectivos nomes romanos entre parênteses.

                                                                 ZEUS (JÚPITER)



É o Deus principal, governante do Monte Olimpo, rei dos deuses e dos homens. Era o senhor do Céu, o deus da chuva, e o ceifeiro das nuvens, aquele que tinha o terrível poder do relâmpago. A tempestade representava a sua fúria. Sua arma era o raio e sua ave a águia, animal em que costumava se transformar. Zeus era um tanto mulherengo e teve diversas esposas e casos com deusas, ninfas e humanas, tendo vários filhos semi-deuses.
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HERA (JUNO)            



Mulher de Zeus e rainha do Olimpo, Hera é a deusa do matrimônio e do parto. Extremamente ciumenta, é vingativa com as amantes do marido e com os filhos de Zeus que elas geram.
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 POSEIDON (NETUNO)

    

O irmão mais velho de Zeus e Hades é o deus do Oceano. Morava em seu palácio no fundo do mar, junto a sua esposa Anfitrite. Com um movimento de seu tridente, causa tempestades e terremotos - por isso os navegantes sempre rezavam para esse deus pedindo águas tranquilas e que lhes protegessem dos monstros marinhos.
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AFRODITE (VÊNUS)


Deusa do amor, da beleza e do sexo, Afrodite nasceu da espuma do mar e é a mais bela das deusas. Sua presença causava tumulto no olimpo, pois os deuses começaram a brigar para conquistar seu coração, por isso, Hefesto, o mais decidido e tranquilo dos deuses, recebeu de Zeus a mão da bela deusa, fato que ninguém poderia contestar. e então, contraditoriamente, a mais bela das deusas acaba por se casar com o mais feio dos deuses, Hefesto, que era deformado e encardido. Lógico que Afrodite não gostou muito da ideia e o traia com Ares, com o qual teve alguns filhos, Cupido era um deles.
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ARES (MARTE)



O terrível deus da guerra é outro filho de Zeus e Hera. Representado como um homem forte e bruto de caráter violento, que tinha o prazer em apreciar a dor alheia e, no campo de batalha, pode matar um mortal apenas com seu grito de guerra! Quando estão perto dele, as pessoas sentem raiva e vontade de bater uma nas outras.

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HEFESTO (VULCANO)


Também era filho de Zeus e Hera, só que, Hefesto nasceu tão feio que foi jogado pela mãe do alto do monte Olimpo. Ele despencou durante nove dias e noites até cair no oceano, onde foi criado pela oceânide Tétis. Ele aprendeu a forjar e depois de adulto, decidiu se vingar da mãe. Hefesto fez um belo trono de ouro e enviou para Hera. Lisonjeada, ela se sentou, mas não conseguiu mais se levantar, pois o trono estava enfeitiçado. Vários deuses tentaram libertá-la sem sucesso, até que Dionísio, o deus do vinho, levou sua bebida para Hefesto, que bebeu até cair e foi carregado para o Olimpo para desfazer o feitiço do trono. Ao acordar, ele disse que só libertaria sua mãe se Afrodite, a mais bela das deusas, aceitasse se casar com ele. Assim aconteceu, Afrodite e Hefesto se casaram e Hera foi libertada do trono.
Certo dia, Hefesto descobriu que era constantemente traído por Afrodite por meio de Hélios, o sol que tudo vê, e planejou uma armadilha para eles durante uma de suas escapadas. Enquanto Afrodite e Ares estavam juntos na cama, Hefesto envolveu-os com uma rede tão fina que era praticamente invisível, mas muito forte, e levou-os ao Monte Olimpo para humilhá-los diante dos outros deuses. Estes, no entanto, apenas riram diante da visão dos amantes nus, e Poseídon conseguiu persuadir Hefesto a libertá-lo como troca de uma garantia de que Ares pagaria uma multa pelo adultério. Pobre Hefesto!

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 DIONÍSIO (BACO)
                                    
Zeus se apaixonou pela mortal Sêmele, e ainda que Zeus ficasse sempre metamorfoseado de homem comum, ela sabia que ele era um deus porque ele lhe sussurrara isso mais de uma vez. Mas a ciumenta Hera, com raiva de ter sido traída mais uma vez por seu esposo divino, armou uma cilada para a rival. Sob a aparência de uma velhinha foi se encontrar com Sêmele e lhe persuadiu a perguntar para Zeus se este era mesmo um Deus, e não um impostor, e que lhe provasse isso. Sêmele ficou com sérias dúvidas, até que resolveu perguntar. Zeus tentou convencê-la a desistir, mas só fazia Sêmele insistir mais ainda. Então ele se revelou em toda a sua glória, resplandecendo em relâmpagos. O corpo de uma mortal não era capaz de suportar aquela luz tão intensa e a infeliz foi fulminada.
Acontece que Sémele estava no sexto mês de gravidez, e Zeus se apressou a salvar o filho que ela trazia no ventre. Para dar continuidade à gestação, o deus negociou com seu irmão Hades, o deus dos mortos, que concordou em lhe dá apenas o bebê. Zeus abriu a própria coxa e nela colocou a criança, depois fechou-a com grampos de ouro. Quando o tempo fixado pelo destino chegou a seu termo, Zeus deu à luz Dionisio, que se tornou o Deus do vinho, da farra e da loucura. Era o único deus filho de uma mortal, mas por ser filho de Zeus passou a habitar o Monte Olimpo. As celebrações em homenagem a este Deus deram origem ao teatro.
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O NASCIMENTO DE
ÁRTEMIS E APOLO

A bela ninfa Leto foi possuída por Zeus e engravidou de Apolo e Ártemis. Hera, esposa legítima de Zeus, descobriu o romance e voltou sua ira para Leto. Pediu à Gaia, a Terra, que não oferecesse lugar para Leto, assim a coitada não poderia mais pousar sobre terra firme para ter seus filhos. Como se não bastasse, Hera ainda enviou uma enorme serpente para persegui-la, assim ela não ia permanecer viva tempo o suficiente para dar à luz.
Mas Leto, quase morrendo de tanta dor, encontrou a ilha de Delos, que ao contrário de todos os lugares que passara antes, não era ligado a Gaia, pois era uma ilha flutuante e podia abrigar e esconder Leto de píton, e assim ela conseguiu parir os gêmeos divinos.

APOLO (FEBO)



Apolo era o deus da luz e do Sol, na verdade os gregos acreditavam que ele era o próprio Sol, dirigindo o seu carro dourado e brilhante no Céu. Seus cabelos eram louros e seus olhos claros como o dia. Também era o deus da medicina, da música e da profecia. Assim como sua irmã, era muito habilidoso com arco e flecha, e tocava belas melodias em sua lira. Com poucos dias de vida, lutou contra a enorme serpente Píton e a matou com seu arco e flechas.

ÁRTEMIS (DIANA)




Ártemis se tornou a deusa da vida selvagem e da caça. Seus cabelos eram negros e tinha olhos escuros, ao contrário de Apolo, ela era a deusa da noite enluarada. Como era uma caçadora, devia ser para sempre virgem e desprezava a companhia de homens. Possuía um arco e flecha como os de Apolo só que prateados.
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ATENA (MINERVA)


É a deusa da sabedoria, imbatível na guerra, nem mesmo Ares lhe era páreo, pois, enquanto este só prezava a guerra violenta e sanguinária, Atena era extremamente estratégica. Filha de Zeus com a primeira mulher dele, Métis. Quando Zeus recebeu a notícia de que Métis estava grávida, ficou com medo de que seu filho o destronasse, como aconteceu com seu pai e seu avô. Então Zeus enganou Metis e ela, transformada em mosca, foi engolida por ele. Mas depois de algumas semanas, Zeus começou a sentir uma insuportável dor de cabeça, e pediu que Hefesto lhe abrisse o crânio com seu machado, e de lá saiu Atena já adulta e toda armada. Ela jamais se casou ou manteve amantes, mantendo virgindade perpétua. A coruja é o seu símbolo e a capital da Grécia recebeu o nome de Atenas, como uma homenagem a esta deusa.
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HERMES (MERCÚRIO)



Filho de Zeus com a deusa Maia, Hermes era esperto e rápido e estava sempre a serviço de Zeus. Ele era o mensageiro dos deuses e também conduzia a alma dos mortos até o submundo de Hades. Protetor dos viajantes, comerciantes, dos ladrões e trapaceiros, em suma, de tudo que requer habilidade e astúcia. Representado como um homem de sandálias e capacete com asas e também portando em uma das mãos o caduceu, uma vara com duas serpentes entrelaçadas.
Ainda bebê, o astuto Hermes inventou o fogo, friccionando folhas de loureiro com uma acha de lenha, criou um instrumento musical com os cascos de uma tartaruga, chamado Lira, e em uma noite, fugindo de seu berço, ele foi furtar cinquenta gados sagrados de Apolo, e os trouxe puxando-os pela cauda, para que as pegadas indicassem o caminho oposto e confundisse o deus do sol. Mas quando Apolo deu por falta de seus bois, ele logo desconfiou de Hermes, que negou dizendo que seria incapaz devido a tão pouca idade, mas mesmo assim ele foi levado ao olimpo para ser julgado por Zeus. Mesmo assim ele ainda negava tudo. O problema se encerrou quando Apolo viu a Lira e seu doce som, o deus da música ficou encantado com o instrumento inventado por Hermes e ficou para si, deixando, em troca, Hermes ficar com os gados.

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DEMÉTER (CERES)


Filha de Cronos e Réia, era a deusa das plantas, da terra cultivada, das colheitas e das estações do ano. Teve uma filha com seu irmão Zeus, chamada  Pérsefone, que foi raptada por Hades.

O Rapto de Perséfone

Antes de se tornar Perséfone (ou Prosérpina, em romano) a rainha dos mortos, ela se chamava Core, filha de Zeus com Deméter, a deusa do plantio. Esta superprotegia sua filha, que, por ser muito bela, chamava atenção de todos os deuses do Olimpo, inclusive de Hades, que pediu permissão para desposá-la, porém sua mãe jamais permitia que ela tivesse qualquer relacionamento. Mesmo assim, Hades não desistiu da deusa e continuou a persegui-la.
Num belo dia, Core estava no campo colhendo narcisos com suas amigas ninfas, quando Hades, numa de suas raras passagens pela superfície, a avistou. Tendo se apaixonado loucamente por ela, raptou-a, abriu um buraco na terra e a levou para seus domínios, no reino subterrâneo.
Quando Deméter descobriu, entrou em desespero. Disse que se sua filha não voltasse ao seus braços, nunca mais nenhuma planta ou fruto nasceria novamente. Amaldiçoou a terra que imediatamente foi assolada por impiedosa esterilidade. Zeus não podia permitir isso, pois os humanos necessitavam de terra fértil para sobrevivência e prometeu que iria pedir a Hades que devolvesse sua filha. A pedido de Zeus, Hades concordou em devolver sua sobrinha. Porém, antes disso, a fez comer uma semente de romã, e uma vez que você ingere algum alimento no mundo dos mortos, jamais estará livre de lá pemanentemente.
Como a deusa tinha comido os grãos, não podia deixar mais seu marido. Deméter descontrolou-se e disse que, se for assim, deixaria a terra infértil para sempre. Foi então que Zeus fez um acordo com Hades. A pedido do rei dos deuses, Hades permitiu que Core poderia passar nove meses na superfície ao lado de sua mãe, mas depois devia voltar para o mundo subterrâneo, onde permaneceria por três meses ao lado de seu esposo, e então se chamaria Perséfone, "aquela que causa destruição".
A proposta não satisfaz ninguém, mas é aceita por todos. E é por isso que, na primavera e no verão, quando Core está com Deméter, a deusa, feliz, cobre a terra de uma vegetação luxuriante e verde. No outono, quando se aproxima a hora da partida, Deméter fica triste, as folhas secam, nada cresce. Mas quando a filha se transforma na inquietante Perséfone, a deusa, desesperada, amaldiçoa o solo, e nada floresce durante os três meses que os homens chamam de inverno.
Era dessa forma que os gregos, na ausência da ciência, explicavam o fenômeno das estações do ano.


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Há ainda outros deuses muito importantes, mas que não fazem parte dos 12 Olimpianos, como:


HADES (PLUTÃO)


Hades, é o deus dos mortos. Não tinha assento no panteão porque preferia passar a maior parte do seu tempo no reino subterrâneo, o mundo dos mortos, chamado também de Hades. Assim como Zeus têm o raio e Poseidon o tridente, Hades possui um capacete que o deixa invisível. Por ser o deus da morte, era bastante temido entre os gregos.

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                                   HÉSTIA (VESTA)


Também costumava aparecer entre os doze, Héstia. Quando foi dado lugar a Dioniso, o número total de Olímpicos passou a ser treze. Sendo tal número indesejável, e de modo a evitar conflitos, Héstia abdicou do seu lugar entre os doze. Ela é a deusa grega dos laços familiares, simbolizada pelo fogo da lareira. Cortejada por Poseidon e Apolo, jurou virgindade perante Zeus, e dele recebeu a honra de ser venerada em todos os lares e ser incluída em todos os sacrifícios. Sua chama sagrada brilhava continuamente nos lares e templos.


2 comentários:

  1. Vi ringrazio per aver pubblicato la mia opera MINERVA ATHENA , ma vi sarei grato se alla didascalia fosse aggiunto il mio nome come autore dell'opera Costantino Di Renzo Grazie

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    1. Pronto, amico mio! La tua richiesta è già stata fornita ...
      Grazie per il tuo permesso.
      Abbraccio!

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